Arquivo de Março de 2009

Príncipe Charles vai lançar linha de alimentos orgânicos

O príncipe Charles da Inglaterra e a atriz Elizabeth Hurley decidiram unir os seus esforços para lançar uma nova linha de «alimentos orgânicos, saudável e moderna», anunciou hoje a Duchy Originals, a empresa de alimentos orgânicos do herdeiro da Coroa.

A Duchy Originals colocará no mercado produtos da quinta de 400 hectares que Hurley tem em Gloucestershire (sul da Inglaterra), onde são criados porcos, vacas e galinhas.

«O príncipe está a par de todas as nossas estratégias, portanto conhece esta colaboração», disse um porta-voz da Duchy Originals.

O diretor-executivo da empresa, Andrew Baker, expressou a sua satisfação por «ter a oportunidade de trabalhar neste estimulante projecto» e disse que os produtos devem estar no mercado a partir de Outubro.

(diario digital, Lisboa Portugal)

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Feijão cultivado no sistema orgânico apresenta ótima produtividade

Seis variedades de feijão cultivadas no sistema orgânico apresentaram excelente produtividade em experimento realizado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP) de Piracicaba. Em média, os cultivares renderam 3.500 quilos de feijão por hectare, acima do nível considerado como boa produção, que é de 2.500 quilos por hectare. A maior vantagem do plantio orgânico é a nao utilização de agrotoxicos e preservação da saude do trabalhador e do consumidor.

A produção orgânica segue normas estabelecidas por entidades de certificação, conta a agrônoma Jaqueline Camolese de Araújo, que realizou a pesquisa. “São permitidos insumos fertilizantes como a farinha de chifre, fonte de nitrogênio, o sulfato de sódio e o termofosfato, entre outros”, diz. “O controle de pragas e doenças é feito com liberação de inimigos naturais das pragas e produtos como o óleo de Neem, extraído da árvore Azadirachta indica”.

O experimento aconteceu na fazenda Areão, na área experimental do Grupo de Agricultura Orgânica Amaranthus, em Piracicaba (interior de São Paulo), pertencente a Esalq. Ao todo, foram cultivadas quatro variedades do grupo Carioca (BRS Pérola, BRS Aporé, IAC Votuporanga e IAC Juriti) e duas do grupo Preto (IAC Tunã e BRS Valente). “Existem três épocas para plantio de feijão: seca, águas e inverno”, explica Jacqueline. “Na pesquisa, o cultivo foi realizado na época do inverno com irrigação, com algumas variedades sendo colhidas em julho e outras já em agosto”.

Todas as variedades pesquisadas se mostraram aptas ao sistema orgânico, apresentando excelente desempenho. “O rendimento médio estimado foi de 3.500 quilos de feijão por hectare”, afirma a agrônoma. “Normalmente, considera-se uma boa produção quando se obtém acima de 2.500 quilos por hectare”. O único problema com pragas foi o da vaquinha (Diabrotica speciosa), um besouro que foi controlado com óleo de Neem.

PRODUTIVIDADE

A principal vantagem do cultivo orgânico é a não utilização de agrotóxicos, que podem colocar em risco a saúde dos agricultores e do consumidor final. “A procura pelo feijão orgânico no mercado é muito grande, especialmente na cidade de São Paulo”, observa a pesquisadora. “Entretanto, o preço ainda é cerca de 30% superior ao do feijão cultivado de forma convencional, pois a produção é insuficiente para atender a alta demanda”.

De acordo com a engenheira agrônoma, muitos agricultores ainda têm receio de adotar o cultivo orgânico “Eles encontrarem dificuldades para obter assistência técnica especializada”, alerta. Os resultados do experimento são válidos para as condições naturais da região de Piracicaba. “Nessa área, por exemplo, chove pouco entre julho e setembro, o que reforça a necessidade de irrigação”, comenta Jacqueline. “Em outras regiões, há a necessidade de experimentos específicos para se verificar as variedades mais adequadas”.

A pesquisadora ressalta que os estudos na área de agricultura orgânica apresentam grande potencial de crescimento. “Existem vários trabalhos sobre hortaliças, especialmente em São Paulo, mas a maior parte dos experimentos de avaliação de cultivares está relacionada a variedades de soja, existentes na região Sul do Brasil”, aponta. “Ainda há muito o que pesquisar nessa área”.

A pesquisa com o feijão orgânico foi orientada pelo professor Antonio Luiz Fancelli, do Departamento de Produção Vegetal da Esalq. Os resultados foram apresentados na dissertação de mestrado da engenheira agrônoma, que aconteceu em agosto do ano passado.

Mais informações: (19) 8133-8289

Agência USP
Júlio Bernardes

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Pesquisa estuda fruto que tem 60 vezes mais vitamina C que o limão

O teor de ácido ascórbico, vitamina “C”, encontrado no camu-camu, fruto mais conhecido regionalmente como caçarí ou araçá d’água, é 20 vezes superior ao da acerola e 60 vezes ao do limão. Essa característica vem despertando interesse comercial de indústrias para exploração do seu potencial, propriedades e aplicações. O camu-camu está no topo da lista das matérias-primas das indústrias de medicamentos, cosméticos, alimentos e bebidas. Tudo em função de seu alto valor nutritivo.

Por conter um alto teor de ácido ascórbico e ácido cítrico, o camu-camu é um poderoso anti-oxidante e coadjuvante na eliminação de radicais livres proporcionando retardamento no envelhecimento, além de fortalecer o sistema imunológico, sistema nervoso e estimular o sistema cardíaco.

Uma outra vantagem do fruto é que mesmo após o cozimento ele não perde a vitamina “C”, como acontece com outras espécies. As propriedades e benefícios do camu-camu têm despertado o interesse de outros países na importação da polpa e da fruta.

Isso despertou a curiosidade do pesquisador Oscar Smiderle, da Embrapa Roraima, que está realizando pesquisas para trabalhar a propagação por sementes e vegetativa da espécie Myrciaria dubia, o camu-camu. Smiderle está concluindo uma pesquisa relacionada ao tempo de armazenamento das sementes do fruto do camu-camu, obtidas em condições climáticas do Estado de Roraima.

Os frutos foram coletados manualmente das plantas, que geralmente são encontradas às margens de rios e igarapés, no município de Boa Vista. Os experimentos foram realizados no laboratório de sementes da Embrapa e em casa de vegetação.

“Foram realizadas duas coletas independentes. Depois das coletas, o primeiro procedimento foi a retirada e lavagem das sementes e, em seguida, o armazenamento das sementes a 20ºC por 90 dias. Daí fizemos uma seleção de acordo com o tamanho dessas sementes, para então semear em três épocas distintas e fazer observação quantitativa e qualitativa da muda”, disse o pesquisador.

A árvore do camu-camu, que chega a alcançar até 8 metros de altura, pode ser encontrada em quase toda Amazônia, nas regiões ribeirinhas inundáveis. A propagação se dá pelas sementes, que não toleram perda de umidade, o que pode alterar a germinação da planta. Normalmente recomenda-se que logo após a colheita, as sementes despolpadas sejam lavadas e semeadas imediatamente, para que não percam a umidade.

“Durante a pesquisa as sementes foram armazenadas e conservadas de modo a manter essa umidade. Esse tipo de conservação pode permitir a produção de mudas por um período maior, pois as sementes do camu-camu tem uma viabilidade muito curta, não aceitando a secagem para conservação” explica Smiderle.

Os estudos e observações do pesquisador tem como uma das finalidades a possibilidade de enxertia sobre plantas da mesma família botânica e da produção em escala desse fruto fora das áreas de rios, especificamente em áreas de terra firme, com o cultivo em áreas maiores para comercialização dos frutos.

MAIS INFORMAÇÕES
Embrapa Roraima
Liliane Cronemberger

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Produtos Orgânicos

Gert Roland Fischer(*)

“Recomendo alimentos saudáveis. Você merece o melhor. Saúde no atacado e no varejo. Os produtos orgânicos são mais rentáveis para os agricultores, mais baratos para os consumidores. A cadeia produtiva orgânica elimina o atravessador. Os consumidores conquistam qualidade de vida. O consumo de medicamentos cai drasticamente.”

A produção de alimentos sem uso de tóxicos agrícolas e pecuários passou a ser alternativa sustentável e de melhoria econômica dos minifúndios e propicia o aumento da qualidade de vida dos consumidores. Mesmo com grande parte dos projetos ainda em fase de maturação, os agricultores de Santa Catarina que optaram pela produção orgânica estão obtendo rentabilidade maior em suas propriedades do que os que seguem usando venenos.

É o que demonstra estudo realizado pelo Instituto Cepa de Santa Catarina. A pesquisa foi realizada na região de Florianópolis em 40 propriedades que adotaram a produção sem produtos químicos e em outras 40 que mantiveram a tecnologia tradicional. O valor agregado - valor bruto menos os gastos intermediários para realizar a produção - obtido pelos agricultores orgânicos de hortifrutigranjeiros é, em média, 25,2% superior ao obtido pelos outros agricultores, em decorrência dos preços melhor remuneradores e dos custos menores da produção orgânica. Como a maioria das propriedades pesquisadas tem menos de 20 hectares, a produção orgânica é uma alternativa para melhorar a situação das pessoas que estão nos minifúndios, diz o secretário executivo do Instituto Cepa, Ademar Paulo Simon. O estudo constatou que impressionantes 45% dos produtores que estão na agricultura tradicional pensam em aderir à orgânica.

Menos mão-de-obra

A pesquisa confirma que a produção orgânica exige menos mão-de-obra na produção de hortifrutigranjeiros:

Tipo De Produção Equivalentehomens/ano/estabelecimento Equivalente-homem

AGRICULTOR ORGANICO 2,91 5,55 hectares

AGRICULTOR DOS VENENOS 3,90 4,16 hectares

A ocupação de menor quantidade de mão-de-obra na produção orgânica decorre da redução do tempo gasto na busca de receituário agronômico para a aquisição de venenos, preparação de caldas de alto risco, compra de vestimentas sofisticadas para proteção do operador nas inúmeras aplicações de venenos, compra, manutenção e limpeza de equipamentos utilizados na aplicação dos agrotóxicos, construção de depósitos especiais para a guarda dos agrotóxicos, procedimentos da tríplice lavagem das embalagens, transporte das embalagens lavadas para as centrais de recebimento, constantes idas aos centros de saúde para coleta de sangue para controle dos índices de colinesterase, coleta de águas de consumo para análise laboratorial para controle dos índices de contaminação do lençol freático, participação de cursos quando novos agrotóxicos são lançados, lavação constante e em separado das outras roupas da família, de vestimentas utilizadas nas jornadas químicas venenosas, compra de medicamentos em casos de intoxicações, dias parados para cura de intoxicações agudas, compra de medicamentos para dores de cabeça, sudorese, perda de memória, entre outras despesas indiretas.

Na produção química, a utilização de agrotóxicos é intensa (muitas vezes exagerada), onde o controle da qualidade nem sempre é a pratica mais utilizada. Além da qualidade de vida, o agricultor orgânico é um grande promotor da mão de obra limpa, para realizar tarefas de produção da matéria orgânica, capinas, colheitas manuais, coleta manual de insetos predadores. Maiores volumes de substratos preparados são agregados ao solo, que desta forma passa a ter uma melhora químico-física e biológica contínua. Os alimentos mais tóxicos: tomate, pimentão, maçã, morango, batata e papaia são alguns dos campeões de tempo submetidos à chuva envenenada promovida pela aplicação de agrotóxicos. Durante o crescimento vegetal, as pulverizações ocorrem a curtos espaços de tempo, dependendo das precipitações pluviométricas que lavam as aplicações anteriores.

As jornadas fitossanitárias causam a intoxicação do meio ambiente (águas - solos - biota); dos agricultores e dos alimentos. Exames laboratoriais do Instituto Biológico em São Paulo, demonstram seguidamente que elevados índices de produtos químicos tóxicos, contaminam perigosamente os alimentos oferecidos dentro de atraentes embalagens com os mais sugestivos rótulos, ao consumidor brasileiro, denunciando índices acima dos permitidos pela Organização Mundial da Saúde.

Produtores orgânicos em SC

Há grande número de produtores interessados em migrar para a produção orgânica. Hoje o número de produtores orgânicos em Santa Catarina já deve ter superado os 706 detectados em outras pesquisas realizadas em anos anteriores pelo Instituto Cepa.

O papel do consumidor

O consumidor conscientizado deverá, exigir produtos limpos, de preferência regulamentados pelas normas de produção orgânica. Dê preferência aos alimentos que expõem selos de qualidade reconhecidos oficialmente. Cuidado com determinados rótulos que sugerem produtos sem agrotóxicos, mas na realidade são tão venenosos quanto o orgânicos. Estes utilizam a isca de comercialização para aumentarem os preços e os lucros.

As cozinhas industriais orgânicas

Um importante elo de sustentabilidade econômica surge com um interessante projeto que vem sendo desenvolvido em Joinville-SC pela empresa GRF-Alimentos Limpos - que teve como suporte o Livro Menos Veneno no Prato editado em 1992. O livro mostra as diferentes técnicas da produção sustentada orgânica.

Normas ISO 9.001: 2000 e ISO 14.001

As organizações que estão se adaptando às recomendações das normas da qualidade e da gestão ambiental devem prestar atenção aos alimentos que estão sendo serviços em seus restaurantes. Nas recomendações dessas normas, objetiva-se encorajar os empregadores a fornecer alimentos de qualidade e saudáveis para o corpo funcional, que repercute diretamente na melhora da produção industrial. Como morremos pelo que comemos, nota-se nos clientes de restaurantes industriais orgânicos o aumento da produtividade, felicidade, auto-estima, pró-atividade e qualidade de vida. Além do mais, trata-se de um projeto de Responsabilidade social de baixíssimo custo e investimento.

Gert Roland Fischer é Engenheiro Agrônomo estudioso das mudanças do clima. Consultor, Auditor Ambiental, ativista ambiental desde 1977, é membro de entidades ambientalistas do terceiro setor, voluntário e professor de educação ambiental, Membro do Conselho Editorial da Revista EcoTerra Brasil - gfischer.joi@terra.com.br

(Jardim de flores)

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Café orgânico é opção de cultivo para agricultores de Jundiaí do Sul

Dona Irene Cardoso de Oliveira é um dos pequenos agricultores beneficiados pelo projeto “Capacitação na Produção de Café Orgânico”, que faz parte do programa Universidade sem Fronteiras. Nascida no meio rural, ela trabalhou durante muito tempo com a produção de café tradicional. Depois de participar do curso de Cultivo do Café Orgânico em Jundiaí do Sul (PR), onde o projeto é realizado, ela aderiu definitivamente à modalidade.

Com cerca de 38 mil habitantes, o município de Jundiaí do Sul registra Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de 0,721, abaixo da média estadual. Para o coordenador do projeto, professor Valdir Lopes, da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), a iniciativa é interessante por oferecer uma condição de melhoria desse índice, principalmente nos assentamentos Itambé e Pau d’Alho, onde vivem 135 famílias.

No período inicial, o principal objetivo era oferecer cursos de capacitação em produção do café orgânico aos assentados. Agora, o projeto está na segunda fase, que visa colocar em prática o aprendizado. O assentado vai plantar, conduzir e manejar o café, e será orientado por três profissionais recém-formados e dois estagiários.

O agrônomo Gleison de Souza Alves, recém-formado pela UENP, considera este acompanhamento fundamental para que o produtor se sinta seguro. Ele ressalta a importância do projeto em sua carreira profissional. “Além de quebrar aquele medo do primeiro emprego, o projeto proporcionou um encontro, que não tive enquanto estava na faculdade: o encontro com a realidade do produtor e dos seus familiares. Isto foi uma experiência indescritível”, afirmou.

Gleison ainda afirma que a cafeicultura orgânica é algo que vem ganhando espaço, pois esse é um mercado que se fortalece em todo o mundo, principalmente em países desenvolvidos. “Isto não deixa de ser uma forma de transferir riquezas destes países para os menos desenvolvidos. O café orgânico consegue um prêmio a mais na sua comercialização, estimula um produto nobre não só por suas qualidades, mas também por sua preocupação com o meio ambiente, com o trabalhador rural e com a remuneração justa ao produtor”, disse.

Como alternativa para tentar equilibrar os exageros da agricultura química, a agricultura orgânica está sendo bastante difundida. Em vários casos, o cultivo orgânico traz soluções viáveis à não degradação ambiental, pois além de produzir alimentos saudáveis, reduz-se significativamente a degradação do solo.

O projeto Capacitação na produção de café orgânico é um dos 450 projetos do programa Universidade sem Fronteiras, da Secretaria da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior do Paraná (Seti). É desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Jundiaí do Sul, o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/PR) e a UENP.

“Devemos lembrar que a iniciativa do Programa Universidade sem Fronteiras é importantíssima para o desenvolvimento da Pesquisa e Extensão no Paraná e em todo Brasil. A aplicabilidade do projeto nos assentamentos foi tão bem sucedida na primeira fase que não poderia deixar de inscrevê-lo novamente”, ressaltou o coordenador do projeto, Valdir Lopes.

EXTENSÃO

O programa Universidade sem Fronteiras é a maior ação de extensão universitária em curso no país. Realizado desde outubro de 2007, é composto por equipes de educadores, profissionais recém-formados e estudantes das universidades e faculdades públicas do Paraná. São 450 projetos aprovados em seleção pública, em mais de 250 municípios com baixos Índices de Desenvolvimento Humano.

A previsão é que até novembro de 2010 sejam investidos R$ 40 milhões do Fundo Paraná para desenvolvimento de novos projetos e manutenção de projetos já existentes.

Acesse o site do programa Universidade sem Fronteiras para mais informações.

(Agência Estadual de Notícias)

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Orgânicos: bons para a saúde, o meio ambiente e a economia

Aumento em 10% na produtividade e certificação de todos os produtores goianos até 2011. Esses são dois dos objetivos do Projeto Goiás Orgânico, iniciativa apoiada pelo Sebrae/GO e que foi lançada oficialmente no ´´ultimo dia 18. O projeto, que já é desenvolvido há cerca de oito meses, conta com o apoio de 15 instituições, que na ocasião assinaram a pactuação de resultados.

Além de marcar o início oficial do projeto, o evento contou com a palestra Orgânicos, oportunidades e desafios, proferida pelo ex-produtor e atual consultor no tema Moacir Kretzmann, do Sebrae Paraná. Outra atração foi a Feira de Orgânicos, que contou com a presença de diversos produtores e, pela variedade de produtos, já demonstrou a força deste mercado. Verduras, legumes, frutas, brotos, germinados, doces, pães, bolos e até um ‘kibe verde’ estavam entre as atrações do cardápio.

Logo na entrada, os participantes foram recebidos com um suco cheio de sabor e saúde. Na receita, ‘aloe vera’, água de coco, limão ou cagaita, e a simpatia da produtora Shirlei Gonçalves, que cuida de um pomar orgânico em um sítio no município de Caturaí (GO). “Ainda não dá para sobreviver da venda dos produtos, mas estamos no caminho. Começamos em 1999 e hoje já estamos aumentando o aproveitamento das frutas. Fazemos vinagre, geléia e doces”, conta ela.

Para o gestor do projeto, Miguel Ivan Lacerda, o principal objetivo é incentivar a produção e o consumo. “Acredito que, com esta pactuação de resultados entre os parceiros, o projeto ganha força institucional. Incentivar e viabilizar a produção de orgânicos significa contribuir para a saúde da população e a preservação do meio-ambiente”, disse ele.

O superintendente federal da Agricultura em Goiás, Helvécio Magalhães, agradeceu aos produtores pelo crescimento deste mercado. “Desde 1997, quando começou este processo de incentivo à produção e consumo dos produtos orgânicos, este mercado só tem crescido. E quero reconhecer aqui o valor destes produtores, que são efetivamente os que garantem a sustentabilidade deste negócio e o crescimento do consumo de alimentos orgânicos em nosso País”, afirmou.

FEIRA COM SABOR E SAÚDE

Mais de 100 produtores participaram do lançamento, assim como os parceiros que assinaram o pacto: Coopersil, Adao, Vale Vivo, Prefeitura de Goiânia, Governo do Estado de Goiás, Governo Federal, Universidade Federal de Goiás (UFG), Ceasa-GO e Embrapa.

Entre os produtores, um dos pioneiros é o suíço Pietro Quadri e sua mulher, Sinândia. Ele trabalha com agricultura orgânica desde 1994 e hoje produz cerca de 50 itens, em sua fazenda no município de Brazabrantes (GO). “Para conquistar o mercado, tem que ter variedade. De quando começamos para agora, percebo um crescimento muito grande do interesse pelos orgânicos”, diz ele, que comercializa sua produção em seis feiras semanais de Goiânia.

Além das feiras, os produtos orgânicos já estão ganhando as prateleiras dos supermercados. Um exemplo disso é a rede Pão de Açúcar, que comercializa uma boa parte do que é produzido pela Cooperativa Agrícola dos Produtores Rurais de Silvânia (Coopersil), que conta atualmente com 24 produtores certificados pelo Instituto Biodinâmico (IBD). Nos supermercados da rede, os produtos de Silvânia são encontrados com a marca Folia Vita Orgânicos.

De acordo com a agrônoma Leni Tomásia de Sousa, que é produtora e também presta assistência à cooperativa, são produzidas na região cerca de 10 toneladas de produtos por mês, com uma área certificada de 200 hectares. “Hoje temos 24 produtores certificados e 20 em processo de conversão. Não é fácil trabalhar com os orgânicos, é um grande desafio, mas vale muito a pena”, diz, ressaltando que a maioria dos produtores são agricultores familiares, vivendo pequenas propriedades rurais.

GOIÁS ORGÂNICO

No Estado, existem 87 produtores de alimentos orgânicos cadastrados. Eles estão reunidos em três associações diferentes: Cooperativa de Produtos Orgânicos de Silvânia (Coopersil), Associação de Produtores Orgânicos (Adao) e a Vale Vivo (do Vale do Ribeirão João Leite, no entorno de Goiânia). Silvânia é o principal pólo de produção orgânica de Goiás, seguido por Goiânia.

Os números comprovam que, além de um estilo de vida e filosofia, a cultura de produtos orgânicos se tornou, definitivamente, uma prática econômica. “O consumidor do futuro está preocupado com os impactos de todos os seus consumos. E os orgânicos são uma prática que se encaixa nesta demanda”, observa Miguel, lembrando que esta atividade é “do bem”. Ela assim é vista por quem a conhece, compartilha e principalmente, a pratica. “Seu fim principal é a sustentabilidade da vida, em todas as suas formas”, lembra.

O Sebrae/GO já estava trabalhando em prol desta cadeia produtiva mesmo antes do projeto. Em março deste ano, foi elaborado um diagnóstico detalhado de cada propriedade cultivadora de orgânicos no Estado, pesquisadas em Goiânia e Silvânia. Nele consta um histórico dos produtores, número de empregados, de animais criados, de árvores plantadas, onde são comercializados os produtos, as técnicas de cultivo e as formas de gestão do pequeno negócio. Este material servirá de fonte para as ações do Projeto, que poderão ser pensadas e planejadas conforme o perfil e necessidades reais destes produtores.

O estudo também demonstrou que cerca de 80% dos produtores de alimentos orgânicos em Goiás são agricultores familiares de baixa renda e produtores de leite. Eles enfrentam dificuldade em encontrar mão-de-obra e recursos para investimentos em técnicas mais modernas de produção. Falta, também, uma rede de comercialização local dos produtos orgânicos, o que garantiria um bom escoamento da produção e o pagamento de preços justos aos produtores.

CERTIFICAÇÃO

O próximo passo é a certificação de todo o grupo. O Sebrae vai subsidiar, por meio do Goiás Orgânico, a certificação de todas as propriedades junto ao Instituto Biodinâmico (IBD) como, de fato, produtoras de orgânicos. Mais do que um produto que não contém agrotóxicos, são considerados orgânicos, de fato, elementos que também sigam outros critérios importantes: procedimentos de cultivo, outorga da água utilizada, sustentabilidade dos recursos, responsabilidade social. “É orgânico aquela produção que trata de todas as vidas envolvidas no processo, desde o passarinho até o produtor”, define o gestor.

PARA SABER MAIS
Projeto Goiás Orgânico
Unidade de Agronegócios do Sebrae em Goiás
Telefone: (62) 3250-2454

(Agência Sebrae de Notícias em Goiás)
Anna Canêdo - Jornalista
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Produtos orgânicos

Gert Roland Fischer(*)

“Recomendo alimentos saudáveis. Você merece o melhor. Saúde no atacado e no varejo. Os produtos orgânicos são mais rentáveis para os agricultores, mais baratos para os consumidores. A cadeia produtiva orgânica elimina o atravessador. Os consumidores conquistam qualidade de vida. O consumo de medicamentos cai drasticamente.”

A produção de alimentos sem uso de tóxicos agrícolas e pecuários passou a ser alternativa sustentável e de melhoria econômica dos minifúndios e propicia o aumento da qualidade de vida dos consumidores. Mesmo com grande parte dos projetos ainda em fase de maturação, os agricultores de Santa Catarina que optaram pela produção orgânica estão obtendo rentabilidade maior em suas propriedades do que os que seguem usando venenos.

É o que demonstra estudo realizado pelo Instituto Cepa de Santa Catarina. A pesquisa foi realizada na região de Florianópolis em 40 propriedades que adotaram a produção sem produtos químicos e em outras 40 que mantiveram a tecnologia tradicional. O valor agregado - valor bruto menos os gastos intermediários para realizar a produção - obtido pelos agricultores orgânicos de hortifrutigranjeiros é, em média, 25,2% superior ao obtido pelos outros agricultores, em decorrência dos preços melhor remuneradores e dos custos menores da produção orgânica. Como a maioria das propriedades pesquisadas tem menos de 20 hectares, a produção orgânica é uma alternativa para melhorar a situação das pessoas que estão nos minifúndios, diz o secretário executivo do Instituto Cepa, Ademar Paulo Simon. O estudo constatou que impressionantes 45% dos produtores que estão na agricultura tradicional pensam em aderir à orgânica.

Menos mão-de-obra

A pesquisa confirma que a produção orgânica exige menos mão-de-obra na produção de hortifrutigranjeiros:

Tipo De Produção Equivalentehomens/ano/estabelecimento Equivalente-homem

AGRICULTOR ORGANICO 2,91 5,55 hectares

AGRICULTOR DOS VENENOS 3,90 4,16 hectares

A ocupação de menor quantidade de mão-de-obra na produção orgânica decorre da redução do tempo gasto na busca de receituário agronômico para a aquisição de venenos, preparação de caldas de alto risco, compra de vestimentas sofisticadas para proteção do operador nas inúmeras aplicações de venenos, compra, manutenção e limpeza de equipamentos utilizados na aplicação dos agrotóxicos, construção de depósitos especiais para a guarda dos agrotóxicos, procedimentos da tríplice lavagem das embalagens, transporte das embalagens lavadas para as centrais de recebimento, constantes idas aos centros de saúde para coleta de sangue para controle dos índices de colinesterase, coleta de águas de consumo para análise laboratorial para controle dos índices de contaminação do lençol freático, participação de cursos quando novos agrotóxicos são lançados, lavação constante e em separado das outras roupas da família, de vestimentas utilizadas nas jornadas químicas venenosas, compra de medicamentos em casos de intoxicações, dias parados para cura de intoxicações agudas, compra de medicamentos para dores de cabeça, sudorese, perda de memória, entre outras despesas indiretas.

Na produção química, a utilização de agrotóxicos é intensa (muitas vezes exagerada), onde o controle da qualidade nem sempre é a pratica mais utilizada. Além da qualidade de vida, o agricultor orgânico é um grande promotor da mão de obra limpa, para realizar tarefas de produção da matéria orgânica, capinas, colheitas manuais, coleta manual de insetos predadores. Maiores volumes de substratos preparados são agregados ao solo, que desta forma passa a ter uma melhora químico-física e biológica contínua. Os alimentos mais tóxicos: tomate, pimentão, maçã, morango, batata e papaia são alguns dos campeões de tempo submetidos à chuva envenenada promovida pela aplicação de agrotóxicos. Durante o crescimento vegetal, as pulverizações ocorrem a curtos espaços de tempo, dependendo das precipitações pluviométricas que lavam as aplicações anteriores.

As jornadas fitossanitárias causam a intoxicação do meio ambiente (águas - solos - biota); dos agricultores e dos alimentos. Exames laboratoriais do Instituto Biológico em São Paulo, demonstram seguidamente que elevados índices de produtos químicos tóxicos, contaminam perigosamente os alimentos oferecidos dentro de atraentes embalagens com os mais sugestivos rótulos, ao consumidor brasileiro, denunciando índices acima dos permitidos pela Organização Mundial da Saúde.

Produtores orgânicos em SC

Há grande número de produtores interessados em migrar para a produção orgânica. Hoje o número de produtores orgânicos em Santa Catarina já deve ter superado os 706 detectados em outras pesquisas realizadas em anos anteriores pelo Instituto Cepa.

O papel do consumidor

O consumidor conscientizado deverá, exigir produtos limpos, de preferência regulamentados pelas normas de produção orgânica. Dê preferência aos alimentos que expõem selos de qualidade reconhecidos oficialmente. Cuidado com determinados rótulos que sugerem produtos sem agrotóxicos, mas na realidade são tão venenosos quanto o orgânicos. Estes utilizam a isca de comercialização para aumentarem os preços e os lucros.

As cozinhas industriais orgânicas

Um importante elo de sustentabilidade econômica surge com um interessante projeto que vem sendo desenvolvido em Joinville-SC pela empresa GRF-Alimentos Limpos - que teve como suporte o Livro Menos Veneno no Prato editado em 1992. O livro mostra as diferentes técnicas da produção sustentada orgânica.

Normas ISO 9.001: 2000 e ISO 14.001

As organizações que estão se adaptando às recomendações das normas da qualidade e da gestão ambiental devem prestar atenção aos alimentos que estão sendo serviços em seus restaurantes. Nas recomendações dessas normas, objetiva-se encorajar os empregadores a fornecer alimentos de qualidade e saudáveis para o corpo funcional, que repercute diretamente na melhora da produção industrial. Como morremos pelo que comemos, nota-se nos clientes de restaurantes industriais orgânicos o aumento da produtividade, felicidade, auto-estima, pró-atividade e qualidade de vida. Além do mais, trata-se de um projeto de Responsabilidade social de baixíssimo custo e investimento.

Gert Roland Fischer é Engenheiro Agrônomo estudioso das mudanças do clima. Consultor, Auditor Ambiental, ativista ambiental desde 1977, é membro de entidades ambientalistas do terceiro setor, voluntário e professor de educação ambiental, Membro do Conselho Editorial da Revista EcoTerra Brasil - gfischer.joi@terra.com.br

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Jardim orgânico das delícias

Alice Waters foi atendida. A chef e ativista em prol da alimentação orgânica lançou durante a campanha presidencial dos Estados Unidos um desafio para o novo presidente: plantar um jardim orgânico na Casa Branca. Dois meses após a eleição de Barack Obama, a primeira-dama Michelle Obama anunciou que irá atender ao pedido de Alice. A família do presidente vai passar a se alimentar de alimentos sem agrotóxicos, cultivados no jardim de casa.

Michelle afirmou que o mais importante desta iniciativa é educar as crianças sobre comida saudável e fresca, numa época em que doenças crônicas como obesidade e diabetes afetam a população. Mas a primeira-dama enfatizou que nem todos os americanos teriam condições de plantar uma horta para consumo próprio. Então, o exemplo é uma estratégia para incentivar a redução de alimentos processados, o ato de cozinhar com mais frequência para a família e incorporar mais frutas e vegetais na dieta.

A decisão de Michelle provocou um questionamento sobre o investimento pesado no marketing da palavra “orgânico”. Mark Bittman, jornalista do New York Times e autor do livro “Food Matters: A Guide to Conscious Eatin”, destaca que orgânico não é, necessariamente, sinônimo de seguro, saudável, justo, bom e étnico. Ele aponta que o mercado de orgânicos é um grande negócio que não para de se expandir. Dados recentes da Organic Trade Association estimam que o comércio de alimentos e bebidas movimentou US$ 16,7 bilhões de dólares, em 2006.

Bittman indaga que para muitas pessoas, bombardeadas pelo marketing e publicidade alimentar, comer bem significa incluir orgânico no prato. Ele cita uma afirmação da nutricionista e professora da Universidade de Nova York, Marion Nestlé, que chama atenção para os industrializados “naturais”: “junk food orgânico continua a ser junk food”.

Para Carlos Braghini, autor do livro Ecologia Celular - que aborda o papel da alimentação e do meio ambiente para a longevidade –, o tema orgânicos deve ser uma discussão ampliada. “Há uma corrente de pensamento que defende a seguinte reflexão: um salmão orgânico, alimentado com ração orgânica não é o mesmo alimento que um salmão selvagem, pescado em alto mar. O mesmo vale para uma galinha alimentada com ração de soja orgânica e uma galinha criada solta que cisca minhocas e come milho (algo que ela foi projetada pela evolução a fazer). Um cookie orgânico nunca terá o mesmo valor nutricional que uma maçã, mesmo que a fruta não seja orgânica”, explica.

Os ativistas dos orgânicos estão entusiasmados com a decisão da primeira-dama. Eles esperam que a medida seja a maior precursora de mudanças políticas em relação ao sistema alimentar americano, hoje baseado em subsídios para grãos como milho e soja. A ambição deste grupo é que aumente a demanda por alimentos frescos, locais e orgânicos. Alice Waters, considerada a mãe americana do movimento Slow Food, quer mais do que um jardim. O próximo pedido já foi feito: introduzir alimentação saudável nas escolas. Já o jornalista Michael Pollan propôs para o presidente Obama uma reforma no sistema alimentar. A prioridade, segundo o jornalista, é a diversidade e comida regional.

A notícia também agradou entusiastas brasileiros. Para a diretora do site Planeta Orgânico, Maria Beatriz Martins, a iniciativa de plantar uma horta orgânica na Casa Branca terá um efeito multiplicador. “Tenho certeza que a medida será uma motivação para inúmeras famílias. Afinal, não é qualquer setor que tem o presidente da república dos Estados Unidos como formador de opinião. Parabéns ao casal Obama”, declarou.

Carlos Braghini aponta que os governos são os principais responsáveis por permitir que comida ruim seja mais barata que comida saudável. “Qualquer iniciativa de governo que vá na direção de uma alimentação saudável é louvável e merece nosso aplauso”, justifica. Na opinião do autor, o caminho mais seguro para o Brasil seria avançar nas práticas de agricultura familiar. Nessa direção, o Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Agrícola (MDA) promove há cinco anos a Feira Nacional de Agricultura Familiar, que estimula a produção e a cultura local. Talvez a Granja do Torto possa ter seu jardim com frutas e hortaliças cultivadas sem agrotóxicos.

A chef e consultora Ana Pedrosa, que atua há mais de 25 anos com alimentação natural, também comemora a iniciativa da família Obama. “Essa ação nos reporta ao passado, quando podíamos plantar, colher e comer. Hoje, já não temos esse privilégio. É uma oportunidade para consumir alimentos de pequenos produtores, valorizando a economia local e a sustentabilidade”, diz.

Da mesma forma que a primeira-dama está preocupada com a alimentação infantil foi esse o motivo que levou Ana a descobrir o universo da comida saudável, integral, fresca e orgânica. “Assim que tive filhos comecei a me preocupar com a alimentação deles. Venho de uma família de exímias cozinheiras e queria transmitir o valor da comida bem feita e com qualidade, sem gorduras e processados para eles. Daí, comecei a pesquisar sobre o assunto e acabei me envolvendo profissionalmente”, conta a chef, formada pelo Natural Gourmet Institute e uma das primeiras no Rio de Janeiro a comercializar salgados e quentinhas integrais.

Os entusiastas dos orgânicos nos Estados Unidos têm consciência dos entraves políticos e econômicos para implantar uma dieta baseada na redução de alimentos industrializados. “Não há infra-estrutura jurídica para implantar um modelo sustentável”, defende Pollan. Há também questões como o abastecimento da população com comida barata e em abundância e os subsídios agrícolas do governo americano para grãos como soja e milho.

Comer uma comida autêntica com qualidade, conectada ao meio ambiente e aos agricultores é uma tendência observada com destaque na mídia, na fala de chefs, acadêmicos, pesquisadores e escritores. Se é orgânico ou não, se é local ou global, se é saudável ou prazeroso; o cidadão que se alimenta precisa responder a uma série de questões. Entretanto, o que é fresco, local e variado é uma oportunidade de comer melhor. E isso não é uma lição atual, faz parte das tradições alimentares. O desafio é aplicar essa prática à vida urbana, cotidiana e frenética.

Para a chef Ana, existem alimentos do dia a dia ricos em sabor e nurtrientes que não são valorizados na dieta. “Você pode comer melhor e reeducar sua família com vegetais preparados de maneira diferenciada”, indica. É o caso da batata-doce, das abóboras e do inhame. Ana ensina duas receitas deliciosas para estimular o paladar e o interesse em buscar uma alimentação prazerosa e saudável.

Torta integral recheada com abóbora

Ingredientes

1 xícara (chá) de farinha de trigo integral

1 xícara (chá) de farinha de trigo branca

1 xícara (chá) de farinha de castanha do Pará

¼ de xícara (chá) de água

Sal

½ xícara (chá) de óleo

Purê de abóbora japonesa

Lascas de coco ralado ou em flocos

Modo de preparo:

Toste as castanhas em uma frigideira e depois triture-as no processador ou liquidificador. Pronto, eis a farinha de castanha. Feito isso, misture em um recipiente as farinhas (integrais, refinada e de castanha) e amasse até formar uma farofa. Regue delicadamente com a água e vá amassando com as mãos até formar uma massa homogênea, sem grudar nas mãos.

Leve à geladeira e deixe descansar por 30 minutos. Depois abra em uma forma de torta e leve para assar em forno médio, pré-aquecido por 10 minutos. Assim que estiver assada, retire do forno.

Para o recheio, tempere o purê com a especiaria de sua preferência, acrescente duas colheres de açúcar cristalizado, cravo e canela a gosto. Cubra com as lâminas de coco e leve novamente ao forno por 10 minutos (no máximo). É uma receita criativa, prática e saborosa.

Batata doce para o café da manhã
A chef Ana sugere a batata-doce cozida em água aromatizada com cravo, canela, sal e açúcar. Também pode colocar gengibre para ficar apimentada. Deve ser cozida com a casca. Depois de pronta, corte em rodelas e sirva. Pode ser acompanhada com melado, mel, manteiga ou azeite. Imperdível esse teste.

(www.malaguetacomunicacao.com.br)

Para mais informações sobre orgânicos:
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Carne orgânica

A carne orgânica é um produto nobre, certificado, produzido com responsabilidade social, total respeito ao bem estar dos animais e ao meio ambiente e sem o uso de substâncias químicas, atendendo totalmente às demandas do consumidor moderno.

Todo o processo de produção, desde a criação dos animais, passando pelo processamento dos produtos, até a chegada nas gôndolas do supermercado, é totalmente rastreado e auditado, garantindo confiabilidade e transparência aos consumidores.

Ao adquirir a carne orgânica, o consumidor tem a garantia de estar levando para sua família um produto totalmente saudável (isento de resíduos), produzido com total respeito ao bem estar dos animais e ao meio ambiente, e com responsabilidade social.

“Carne Orgânica: produto nobre e saudável, com garantia de rastreabilidade e da transparência que o consumidor moderno exige.”

(ABPO)

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Saiba mais sobre orgânicos

Agricultura Orgânica é o termo que se emprega para designar o sistema de produção agrícola ecológico e sustentável, baseado na preservação e respeito à terra, ao ambiente e ao homem; em condições trabalhistas, econômicas e sociais justas.

Como o termo indica, a agricultura ecológica se baseia no equilíbrio integral do funcionamento dos ecosistemas (ar, água, solo e seu habitat ou componentes: flora e fauna).
O movimento por uma agricultura saudável surgiu no início do século passado, principalmente após a 2ª Grande Guerra, em reação ao emprego dos adubos químicos, melhoramento genético, excessiva mecanização e os pesticidas. As práticas deste sistema são biológicas e ambientalmente sãs, sem emprego de qualquer produto ou metodologia que possa afetar este equilíbrio.

A agroecologia diverge do sistema convencional, porque tem uma visão “holística” da propriedade rural, isto é, considera a relação solo-planta-ambiente- homem, no seu todo. Com esta visão, em diversas partes do mundo, desenvolveram-se processos ecológicos, com os mesmos objetivos no seu fundamento, mostrando uma unidade de ação mundial nos seus princípios.
São sistemas sustentáveis, transparentes, simples, podendo ser adaptadas e aperfeiçoadas de acordo com as condições locais, sendo às vezes baseadas em experiências e fundamentos tradicionais.

Como características podemos citar:

1) Utilização da reciclagem de resíduos sólidos, usos de adubos verdes e restos de culturas, usos de rochas minerais, usos de manejo e controle biológico de insetos, mantendo a sanidade e fertilidade do solo para suprir as plantas de nutrientes e controlar os insetos-pragas, moléstias e ervas invasoras.

2) Abandono no uso de compostos sintéticos como fertilizantes, pesticidas, reguladores de crescimento e aditivos alimentares para os animais.

Os principais ramos da agroecologia, além da orgânica, são:

AGRICULTURA NATURAL: Suas práticas estão baseadas em conceitos ecológicos e trata de manter os sistemas de produção iguais aos encontrados na natureza. Resultou do trabalho do Biólogo Masanobu Fujuosa na década de 50.

AGRICULTURA SUSTENTÁVEL: É definida como agricultura ecológicamente viável, econômicamente rentável e social e humanamente justa, cujos recursos para sua implantação e desenvolvimento são obtidos no próprio local e ambiente.

AGRICULTURA BIOLÓGICA: Surgiu na França, na década de 60, a partir dos trabalhos de Francis Dhaboussou e outros. Destaca-se pelo controle biológico, do Manejo Integrado de pragas e doenças e pela Teoria da Trofobiose (efeito dos agroquímicos na resistência das plantas).

PERMACULTURA: Pode ser definida como uma agricultura integrada com o ambiente, que envolve plantas semi-permanentes e permanentes, incluindo a atividade produtiva dos animais. Ela se diferencia das demais atividades produtivas porque no planejamento leva-se em conta os aspectos paisagísticos e energéticos

AGRICULTURA BIODINÂMICA: Esta agricultura se desenvolve em relação aos princípios filosóficos do humanista científico Rudolph Steiner (década de 30). Ele julga possível praticar uma agricultura que tem como princípio integrar os recursos naturais da agricultura em conexão com as forças cósmicas e suas diversas formas de valores espirituais e éticos, para chegar a ter uma aproximação mais compreensível das relações: agricultura e estilos de vida.

AGRICULTURA ATUAL: Agricultura convencional: A agricultura convencional é descrita como o conjunto de técnicas produtivas que surgiram em meados do século 19, conhecida como a 2ª revolução agrícola, que teve como suporte o lançamento dos fertilizantes químicos por Liebig.Este sistema expandiu-se após as grandes guerras, com o emprego de sementes manipuladas geneticamente para o aumento da produtividade, associado ao emprego de agroquímicos (agrotóxicos e fertilizantes) e da maquinaria agricola.
O agricultor é dependente por tecnologias/recursos/capital do setor industrial, que devido seu fluxo unidirecional leva à degradação do ambiente e à descapitalização, criando uma situação insustentável à longo prazo.

(www.agroganica.com.br)

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