Arquivo de 19 de Julho de 2009

Orgânicos são consumidos por 9% da população

Segmento terá destaque na maior feira do agronegócio familiar do país: Agrifam 2009

Os números da agricultura orgânica no Brasil chamaram a atenção da organização da Agrifam 2009, que neste ano trará uma certificadora do segmento, além de um seminário sobre Agroecologia. Segundo uma pesquisa recente da consultoria GFK, produtos orgânicos estão em alta no país: embora 70% de sua produção seja exportada, eles chegam à mesa de 9% da população brasileira, ou seja, cerca de 18 milhões de pessoas, e já respondem por 1% do faturamento total dos supermercados - cerca de R$ 1,585 bilhão.

Em maio deste ano, medida tomada em conjunto pelos Ministérios da Agricultura, Meio Ambiente, Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia, definiu a padronização dos selos para as diversas certificadoras do País. Até agora não havia um padrão nacional, mas com a nova regra o agricultor terá diretrizes para melhorar sua produtividade e a qualidade dos alimentos, o que deve impulsionar os orgânicos.

Uma pesquisa interna da certificadora de orgânicos EcoCert Brasil, que participa da Agrifam 2009, mostra que o mercado tem crescido cerca de 30% ao ano. Para Alexandre Schuch, diretor de marketing da empresa, a demanda por certificação tende a aumentar. “O consumo de produtos orgânicos demonstra o grande potencial do mercado”, ressalta.

O seminário sobre Agroecologia, que acontece durante a Feira, no dia 31 de julho, se relaciona, entre outros temas, à produção orgânica, e irá esclarecer todo o processo de cultivo e produção no segmento. Segundo Marcos Macedo, responsável pela organização do seminário, todas as etapas produtivas serão abordadas. “Um produto orgânico é muito mais que um alimento sem agrotóxicos e sem aditivos químicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e os demais recursos naturais”, observa Macedo, que também é produtor do ramo.

(Fetaesp)

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O que você sabe sobre os transgênicos?

O que é um transgênico?

Transgênicos, ou organismos geneticamente modificados (OGM), são seres vivos criados em laboratório a partir de cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza: planta com bactéria, animal com inseto, bactéria com vírus, etc. Usando uma técnica que permite cortar genes de uma determinada espécie e colá-los em outra, os cientistas criam organismos totalmente novos com características específicas.

A transgenia é uma técnica diferente de melhoramento genético, que realiza cruzamentos dentro da própria espécie, ou seja, milho com milho, soja com soja, arroz com arroz, etc.Qual o problema dos transgênicos para o meio ambiente?Entre os principais problemas ambientais relacionados aos transgênicos está a contaminação genética, que acontece quando plantas transgênicas cruzam com plantas convencionais e se sobrepõem, causando uma perda da diversidade genética da espécie. Isso já aconteceu com o milho no México, por exemplo.

Variedades que vinham sendo melhoradas há séculos pelos agricultores foram perdidas quando tiveram contato com o milho transgênico. Além disso, os OGM também podem aumentar o uso de agrotóxicos. Após alguns anos usando sempre o mesmo produto, o agricultor começa a ter problemas para matar as ervas daninhas, que passam a ficar mais fortes e resistentes. Para acabar com esse problema, ele é obrigado a aplicar o veneno mais vezes e em quantidades cada vez maiores.

E isso significa que mais agrotóxico será depositado no solo e na água ao redor da lavoura. Os transgênicos fazem mal a saúde?

Até hoje, ninguém conseguiu provar que os transgênicos são seguros para o ser humano. Mas o aumento do uso de agrotóxicos não é um bom sinal, pois significa maior quantidade de resíduo de veneno indo para o seu prato. Prova disso é que quando o governo brasileiro autorizou a soja transgênica no país, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) teve que aumentar em 50 vezes a quantidade permitida de resíduo de agrotóxico na soja.

Ou seja: ao comer a soja transgênica, os brasileiros estão comendo pelo menos 50 vezes mais veneno.Os poucos estudos sobre os efeitos dos transgênicos na saúde humana indicam que há possibilidade de aumento de alergias, aumento da resistência a tratamentos com antibióticos e alterações de peso em fígados e rins de cobaias. No entanto, nenhum estudo até hoje foi conclusivo. E é justamente por isso que devemos ter cuidado dobrado: como não existem informações suficientes sobre a segurança dos transgênicos para os seres humanos, consumi-los significa correr um risco desnecessário.

(Greenpeace)

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Orgânicos Sempre que possível - quanto mais melhor

Os produtos orgânicos são cultivados sem adubos químicos ou agrotóxicos A produção orgânica, no Brasil, cresce 30% ao ano, segundo dados do Instituto Biodinâmico (IBC), reconhecido internacionalmente. O produto orgânico é cultivado sem o uso de adubos químicos ou agrotóxicos, com o intuito de incentivar a conservação do solo e da água e reduzir a poluição.

Hoje, são aproximadamente 6,5 milhões de hectares de terras com produção orgânica, deixando o país em segundo lugar entre os maiores produtores mundiais. Os produtos que lideram a produção são o extrativismo de castanha, açaí, pupunha, látex, frutas e outras espécies das matas tropicais, principalmente da Amazônia.

“Os produtos orgânicos são cultivados sem adubos químicos ou agrotóxicos e, por isso, evitam problemas de saúde causados pela ingestão dessas substâncias”, explica a tutora do Portal Educação, Danielle Pereira. Além disso, o produto orgânico protege a qualidade da água, a fertilidade do solo e a vida silvestre, sem contar que são mais nutritivos.

Se a população em geral incentivasse o consumo dos orgânicos, o aumento da produção, em longo prazo, resultaria em produtos mais baratos. O consumidor tem como garantia, o selo de certificação de que está adquirindo produtos orgânicos, isentos de qualquer resíduo tóxico.

(Assessoria de Imprensa - Portal Educação)

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Consumo de orgânicos cresce e mostra mudança no hábito dos consumidores

Preocupados com a qualidade da alimentação que colocam na mesa de casa, cada vez mais líderes de famílias brasileiras recorrem aos produtos orgânicos, conhecidos também por “produtos verdes”. Essa mudança nos hábitos revela um crescimento de 30% ao ano da produção orgânica, de acordo com dados do Instituto Biodinâmico (IBC), reconhecido internacionalmente. O percentual deixa o país em segundo lugar entre os maiores produtores mundiais, com aproximadamente 6,5 milhões de hectares de terras com “produção verde”.

A advogada Lorena Varjão Vieira representa bem essa parcela da sociedade que incorporou nos hábitos de sua família a ingestão de produtos orgânicos. Ela começou comprando alfaces e hoje já enche parte do carrinho do supermercado com variedades de frutas, legumes, açúcar, café, sucos, entre outros itens. Para ela a escolha pelo alimento tem sido feita principalmente pela maior preocupação com a saúde. “Em seguida pela prevenção do meio ambiente e, por último, pelo sabor”, afirma.

Antenadas a essa nova realidade e exigência do consumidor, as redes de supermercados se adaptam as exigências dos clientes e ampliam as seções nas unidades voltadas para os alimentos. São frutas, legumes, hortaliças, leite, carnes, mel, produtos cosméticos, limpeza, enfim, o que a sociedade imaginar hoje em dia é possível encontrar nas prateleiras.

Há três anos investindo nessa seção, a rede de Supermercados Modelo comercializa cerca de 100 itens dos “produtos verdes” em todas as suas 14 lojas. Ao longo desse período a procura pelos alimentos cresce 20% ao ano, resultado que leva o supermercado a pretensão de aumentar em 100% o espaço destinado a eles.

Segundo o gerente de Compras e Perecíveis do Modelo, Valter Yamaguchi, os consumidores procuram cada vez mais os produtos orgânicos, pois buscam cuidar melhor da saúde humana e ao mesmo tempo proteger o meio ambiente. Porém, o grande vilão para que a comercialização faça parte da mesa da maioria dos brasileiros são os preços, que chegam a ser 30% mais caros que os tradicionais.

Valter acredita que para este cenário mudar depende do próprio consumidor, visto que se incentivarem o consumo dos orgânicos, o aumento da produção, em longo prazo, resultará em produtos mais baratos. “Consequentemente mais clientes poderão adquiri-los”, explica.

RISCO DOS AGROTÓXICOS

Um estudo recente da ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária -, em 17 tipos de frutas, verduras e legumes revelou que 15,29% possuem resíduos de agrotóxicos proibidos ou além do permitido por lei. Após a divulgação do levantamento, em abril, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, fez um alerta à população sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar a contaminação. Uma das alternativas apontadas pelo ministro foi o consumo de alimentos orgânicos.

Na pesquisa, o pimentão foi o recordista, com 64% das amostras contendo resíduos de agrotóxicos. Em seguida estão morango, cenoura e uva, que possuem índices de irregularidades superiores a 30%. De acordo com a nutricionista do Modelo, Ana Maria Lima, a presença indiscriminada de produtos químicos para o combate de pragas pode causar prejuízos à saúde do produtor e do consumidor.

(Olhar Direto)

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Brasil regulamenta produção de orgânicos

A partir de 2010, uma série de normas técnicas deve orientar os mais de 15 mil produtores de alimentos orgânicos do País. A medida, tomada em conjunto em maio pelos Ministérios da Agricultura, Meio Ambiente, Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia, visa essencialmente a capacitação dos agricultores para agregar valor a suas produções, já que o selo do governo será uma garantia de que uma mercadoria obedeceu a diversas normas análogas às adotadas internacionalmente.

A iniciativa do Governo Federal é um sinal de mudança. Um impulso oficial a um nicho crescente, mas que ainda encontra dificuldades técnicas (e tecnológicas) para ganhar escala e espaço no mercado. É o que demonstra o caso do grupo Pão de Açúcar, rede de supermercados que mais comercializa orgânicos no País. A empresa observa o crescimento deste segmento ano a ano: segundo Sandra Sabóia, gerente comercial de frutas, legumes e verduras, as vendas na rede aumentaram 40% somente no primeiro trimestre de 2009, comparado com o mesmo período do ano passado. Em 2008, o faturamento anual com a venda de orgânicos foi de R$ 40 milhões. Segundo Sandra, a saída desses produtos nas lojas da rede atingiu um crescimento consolidado de, pelo menos, 25% ao ano nos últimos cinco anos.

Para o Ministério da Agricultura, um dos principais empecilhos para o crescimento do mercado de orgânico é, além da falta de uma regulamentação unificada, uma carência de noções técnicas por parte dos produtores. “Estamos assinando um protocolo com os Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia para a criação de núcleos de agroecologia nas escolas técnicas e universidades”, anunciou, durante a Rio Orgânico 2009, o coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura, Rogério Dias. “Além disso, o Governo Federal já paga 30% a mais pelo produto orgânico nas compras institucionais. A inclusão desses alimentos na merenda escolar é nosso próximo passo.”

De acordo com Sandra, do Pão de Açúcar, um dos obstáculos para o desenvolvimento desse nicho é a falta de conhecimento. Ela acredita que as pessoas buscam os orgânicos quando sabem que eles fazem bem para a saúde e para o meio ambiente. “Todo mundo quer se alimentar melhor. Todo mundo quer viver mais. Se nos alimentarmos melhor, começaremos a ver melhoras reais em nós mesmos”, comenta. Além da valorização do menor impacto dos orgânicos, a gerente complementa que também “é obrigatório aumentar a escala de produção para chegar a um preço mais acessível. Somente nos Estados Unidos, são US$ 44 bilhões de faturamento ao ano. E só tende a crescer”. Ela conta que lá, assim como na Europa, esse mercado está muito mais desenvolvido, pois a produção de alimentos industrializados que levam o selo orgânico já é mais sólida. “No Brasil ele ainda é embrionário”, contrapõe. Não existem números oficiais, mas estima-se que haja um aumento de 30% ao ano na produção de alimentos orgânicos no País.

Certificação de orgânicos - O Brasil já utiliza diversos selos para produtos orgânicos, no entanto até agora não havia uma padronização em âmbito nacional. Com a nova regra criada pelo Governo Federal, que entra em vigor no ano que vem, o agricultor terá diretrizes para melhorar sua produtividade e a qualidade dos alimentos, o que deve impulsionar os orgânicos. “Ele pode levar o produto ao mercado com aquele selo, e quem compra sabe que ele produziu aquilo de forma correta”, explicou, ao site do Canal Rural, o ministro da Agricultura Reinhold Stephanes. Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as mercadorias que receberem o certificado devem trazer na embalagem informações detalhadas sobre a qualidade dos alimentos.

(Revista Sustenta)

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Orgânicos cada vez mais presentes na mesa brasileira

Movido pelo alto potencial de crescimento de mercado no Brasil, o segmento de alimentos orgânicos se profissionaliza e começa a atrair investimentos de grandes empresas estrangeiras para atender à demanda de público interno e das redes de varejo.

Uma pesquisa recente da consultoria GFK indica que os produtos orgânicos hoje chegam à mesa de 9% da população brasileira e que esses produtos já respondem por 1% do faturamento total dos supermercados - cerca de R$ 1,585 bilhão. Em 2008 a rede Pão de Açúcar teve um crescimento anual de 40% na venda de produtos orgânicos, que ocupam cada vez mais espaço nas gôndolas.

Por enquanto, mais de 70% da produção brasileira ainda é destinada ao mercado internacional, mas a consolidação de marcas com produtos orgânicos industrializados (e não apenas in natura) e comercializados em expansivo número de pontos de venda começa a mudar este panorama. Um exemplo disso é a Samurai Organic Foods.

Desde 2004 a empresa vem dobrando de tamanho a cada ano, impulsionada pela inovadora proposta de industrializar no Brasil produtos à base de soja orgânica. Inseridos no contexto de reeducação alimentar, itens como tofu, hamburguers vegetais e patês de tofu passam a substituir respectivamente o queijo, os hamburguers tradicionais e a maionese - alternativas que alcançaram sucesso comercial nas grandes redes de varejo do sul e sudeste.

Adquirida no final de 2007 por um grupo de investidores da Bélgica, Holanda e Brasil, a Samurai busca ampliar ainda mais o seu foco, refletindo um novo posicionamento e o desejo de se tornar a maior processadora de alimentos orgânicos do país nos próximos anos. O processo se deu de forma natural, acompanhando a necessidade da empresa em obter um aporte de capital que permitisse atender à demanda por maior automação na produção e eficiência logística.

Desde 2006, a Samurai já contava com a colaboração da Agrorganica, empresa de Campo Largo (PR) dedicada ao fomento da exportação de soja orgânica para a Europa e fornecedora da matéria-prima para a produção do tofu. Comandada pelo engenheiro agrônomo Roberto Perin, a empresa se juntou ao holandês Poppe Braam, representante da Do It (Dutch Organic International Trade), mais o belga Frederik Dossche, um importador da soja orgânica brasileira, com experiência de mais de uma década no comércio de produtos a base de tofu em seu país, para juntos investirem neste novo momento do mercado de orgânicos no Brasil.

Principal empresa no comércio de orgânicos no mercado europeu, com mais de 600 itens no catálogo – que abrange desde ingredientes para a indústria até produtos prontos para consumo -, a Do It acumula mais de 16 anos de experiência, importando produtos dos cinco continentes e abastecendo todo o continente europeu.

Com a parceria formalizada e a fábrica instalada no Paraná - estado brasileiro vice-líder na produção de orgânicos no país -, a Samurai Organic Foods reúne hoje o conhecimento e o aporte de investimentos necessários para elevar a sua operação a um novo patamar de mercado, com a aquisição de novas tecnologias de automação, maior capacidade de produção e distribuição, e o desejo de diversificar a produção, popularizando ainda mais o consumo de orgânicos no Brasil.

Neste processo, o tofu passa a fazer parte de um mix mais amplo de produtos. “Nosso objetivo é contribuir para mudar a cultura alimentar brasileira, introduzindo alimentos saudáveis, saborosos e acessíveis no dia-a-dia das famílias de classe média”, afirma Roberto Perin, diretor da Samurai Organic Foods, apontando a capilaridade da nova rede de distribuição dos produtos, que atende desde Belém a Rio Branco até Porto Alegre.

Hoje, a marca Samurai oferece linhas de tofus, patês, burguers, aperitivos e espetinhos vegetais presentes nas principais redes de supermercados e varejo das regiões Sul e Sudeste (como Pão de Açúcar, Walmart e Zaffari). e que começam a ocupar as gôndolas das principais lojas do Nordeste, num crescimento estimado em 70% em 2009.

(Portal Fator Brasil)

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