Arquivo de 23 de Setembro de 2009

Na itália, produtos orgânicos não se rendem a crise

A indústria orgânica italiana confirma estar em uma tendência contrária à situação geral da economia nacional, como revelou a pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas avançadas permanentes de consumo italiano. Uma porcentagem elevada de empreendedores deste setor são mulheres (25% do total), jovens (50% abaixo dos 50), têm um grau da instrução elevada (a metade dos produtores orgânicos italianos tem o segundo grau e 17% têm curso superior) e a propensão a novas tecnologias.

A larga disponibilidade de produtos orgânicos é notável também, nas aproximadamente 750 municipalidades italianas, as cantinas das escolas empregam o alimento orgânico para um total de um milhão de refeições por dia. O crescimento orgânico confirma prontamente os resultados de um exame conduzido pelo centro no consumo, que está sendo apresentado em detalhe na exposição de SANA na Bolonha e revela que a qualidade dos produtos está ligado cada vez mais a ética e à responsabilidade social.

De acordo com o diretor do Centro Giampaolo Fabris, 40% dos italianos está disposto pagar mais por um produto cuja produção respeite o meio ambiente. Além disso, 44% dos pesquisados afirmaram que durante o ano passado, a atenção aumentou sobre a sustentabilidade ambiental, porque os mais freqüentes compradores orgânicos são jovens com um de nível elevado da instrução.

(http://en.greenplanet.net)

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Após 3 meses, política da merenda escolar orgânica começa a funcionar no ES

Aprovada em junho deste ano, a Lei federal 11.497, que prevê parte da alimentação nas escolas composta por alimentos orgânicos, começa, neste mês, a funcionar na prática no Espírito Santo. Desta vez, adere ao programa o município de Cachoeiro de Itapemirim, onde 64 escolas serão beneficiadas com o uso de alimentos cultivados sem o uso de venenos agrícolas.

A informação é que a primeira remessa de alimentos já foi entregue às escolas. Nesta primeira etapa, nove itens foram adquiridos, totalizando R$ 43,48 mil: couve, taioba, abóbora, cebolinha, feijão, alface, salsa, banana e até leite de cabra.

A adesão ao programa, além de garantir a saúde dos alunos, irá permitir a valorização dos produtores locais e, consequentemente, o desenvolvimento da região, já que aumenta a circulação de produtos.

Segundo a lei, os 30% do orçamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) devem ser destinados à compra de alimentos orgânicos para a merenda escolar. Este ano, o montante corresponde a R$ 600 milhões, que devem ser aplicados, obrigatoriamente, na aquisição de produtos da agricultura familiar.

Se aplicada, de fato, a lei poderá beneficiar ainda diretamente cerca de 250 mil famílias agricultoras e 47 milhões de alunos da rede pública em todo o País.

A agricultura familiar responde por 70% de alimentos consumidos pelos brasileiros. Os principais itens produzidos pelos agricultores familiares são: mandioca, cebola, frango, alface, feijão, banana, caju, melancia, abacaxi, tomate, milho, uva e batata, além de leite e derivados da cultura de suínos.

Já no Estado são 77 mil propriedades familiares, o que representa 77% do total de produtores de alimentos do Estado, segundo dados da Secretaria de Agricultura do Estado (Seag). Ao todo, isso corresponde a 66% da produção de cereais e olerícolas; 60% do café; 57% da produção de frutas; e a 42% da produção de leite.

A demanda por produtos cultivados sem o uso de agrotóxicos é cada vez maior no Estado. Atualmente, a agricultura orgânica é desenvolvida em 44 municípios capixabas de forma organizada, e 300 se preparam para a conversão de suas plantações convencionais para orgânicas.

Ao todo, são 130 propriedades certificadas e mais de 2,6 mil hectares de terras voltadas para essa produção. São cem toneladas/mês de orelicultura; mil toneladas de frutas, entre elas banana, morango, mamão e citrus, e quatro mil sacas de café beneficiado.

A reivindicação por alimentos orgânicos nas escolas capixabas é antiga, partindo dos movimentos sociais locais, entre eles a Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (Fase), que no ano passado conclamou a sociedade a assinar carta aberta neste sentido, direcionada aos senadores.

Para a organização, com a iniciativa, dimensões estratégicas para a promoção da soberania e segurança alimentar e nutricional serão incorporadas às escolas, valorizando a cultura alimentar e a produção regional.

(Flavia Bernardes/Seculodiario.com)

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Semana da Fitoterapia terá feira de orgânicos e palestra em Paulista

De 23 a 25 de setembro, os Jardins do Coronel, no centro da cidade, recebem stands de informação sobre a fitoterapia e as plantas medicinais, além de serviços de saúde gratuitos

Da Redação do pe360graus.com

A partir desta quarta-feira (23), os Jardins do Coronel, no centro de Paulista, Região Metropolitana do Recife, recebem a primeira edição da Semana da Fitoterapia e das Plantas Medicinais. As atividades acontecem das 9h às 18h, até a próxima sexta-feira (25).

Durante três dias serão realizadas feira de conhecimentos sobre Fitoterapia, plantas medicinais e produtos orgânicos e palestras enfocando segurança alimentar e o uso adequado de dos remédios fitoterápicos e das plantas medicinais.

A Secretaria de Saúde do município estará com um stand prestando serviços de aferição de pressão arterial, distribuição de preservativos e orientações sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis e Saúde Bucal. O evento é promovido pelo Centro de Educação e Formação em Medicina Popular (Cefomp), em parceria com a Prefeitura de Paulista.

(pe360graus.com)

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Caranguejo vira adubo

Uma pesquisa inovadora encontrou utilidade para toneladas de lixo geradas pelo consumo do crustáceo

Quem não gosta de uma bela caranguejada na quinta à noite ou na praia do domingo? Mas será que esses consumidores ávidos por martelar a carapaça do crustáceo para saborear sua carne já deram uma voltinha na Praia do Futuro na segunda-feira ou mesmo na sexta pela manhã? Francisco José Freire de Araújo, biólogo doutorando em Engenharia Hidráulica e Ambiental pela Universidade Federal do Ceará (UFC), o fez ainda na pesquisa do mestrado e, sem se importar com o mau cheiro, aproveitou o excesso de matéria orgânica para desenvolver um composto alternativo.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fortaleza absorve aproximadamente 75 toneladas de caranguejo por mês e seus resíduos vêm causando sérios transtornos, especialmente à população que reside na Praia do Futuro, bairro que já passa por problemas ligados ao gerenciamento de resíduos sólidos, boa parte originária dos estabelecimentos comerciais.

Na pesquisa “Adubo de caranguejo: um produto orgânico alternativo com excelente aplicabilidade na agricultura orgânica”, desenvolvida em parceria com sua orientadora, professora Marisete Dantas de Aquino, Freire criou um composto orgânico alternativo a partir de resíduos de caranguejo coletado nas barracas de praia.

Após a produção da farinha orgânica, foram feitas análises físicas e químicas a fim de comparar aos resultados obtidos com amostra de esterco de gado. Dos principais parâmetros analisados na farinha orgânica de caranguejo, destacam-se: nitrogênio, fósforo e magnésio, chegando a ser de duas a quatro vezes superiores ao percentual encontrado na amostra de esterco bovino. Já os percentuais de cálcio para as amostras orgânicas de caranguejo foram mais de vinte vezes superiores aos encontrados no esterco bovino.

Quanto aos micronutrientes, observou-se que os parâmetros de ferro, cobre e manganês para o esterco bovino foram bem superiores em relação aos dois tipos de farinha orgânica de caranguejo; exceto para zinco, que apresentou, para farinha de caranguejo morto, um valor aproximado ao esterco bovino. “Os teores de matéria orgânica mostram-se bastante aproximados dos resultados encontrados para o esterco bovino, o que sugere a boa quantidade desse parâmetro nas amostras que contém caranguejo”, ressalta.

Freire acredita que a comunidade precisa tomar conhecimento desse estudo, “uma vez que traz muitos benefícios para o meio ambiente, sobretudo na qualidade de vida das pessoas, principalmente daquelas que dependem de tecnologias baratas para serem aplicadas na agricultura familiar e de subsistência”.

Inova 2009

O trabalho foi apresentado no V Seminário de Gestão da Inovação Tecnológica no Nordeste (Inova 2009), promovido pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi) até hoje, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), visando aprimorar o conhecimento sobre conceitos, metodologias e experiências sobre inovação tecnológica.

A programação científica da Inova 2009 apresentou aproximadamente 30 trabalhos e projetos científicos com o propósito de impulsionar o setor empresarial da região através da aquisição de conhecimento e de atualização com os novos modelos de gestão de processos e produção, criando oportunidades e expandindo negócios.

Participaram do evento empresários, executivos e técnicos de empresas de pequeno, médio e grande porte, pesquisadores e estudantes divulgando, discutindo e aprofundando novas abordagens e práticas a serem enfrentadas com a utilização da inovação tecnológica.

Para o diretor corporativo do Indi, Jurandir Picanço, a inserção do Brasil e, em especial, do Nordeste, no novo contexto econômico internacional depende da decisão do empresariado em transformar a gestão da inovação em prioridade do negócio. Segundo o manifesto “Inovação: a Construção do futuro”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o governo brasileiro já mostrou preocupação com inovação por parte do setor empresarial, incorporando-a às políticas públicas, com os fundos setoriais, legislação para inovação, política de desenvolvimento produtivo e plano de ação em ciência e tecnologia.

Ainda de acordo com a CNI, hoje, cerca de seis mil empresas brasileiras fazem pesquisas e cerca de 30 mil declaram inovar em produtos e processos. A meta é duplicar o número de empresas inovadoras em quatro anos. “A instituição que não inova acaba desaparecendo no mercado. Muitas fazem isso sem planejamento, outras não têm tempo para pensar em inovação”, ressalta Picanço. Um dos méritos do Inova 2009 foi contribuir ampliar a competitividade nas empresas e para aproximar fornecedores, fomentadores e pesquisadores de tecnologias do seu público alvo.

(Maristela Crispim/Diário do Nordeste)

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Sob garoa, consumidor vai à feira por orgânico barato

A garoa não intimidou consumidores e a abertura da feira de orgânicos na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande, foi bastante movimentada, nesta quarta-feira. No local há 23 estandes com hortaliças, verduras, frutas e legumes. Sem o atravessador, consumidores apontam economia superior a 40% em relação aos valores nas prateleiras de supermercados.

A feira ocorrerá toda quarta, de 7h30 às 11 horas, com produção de assentamentos, comunidades quilombola e agricultura familiar, de 20 associações. A estrutura é oferecida pela prefeitura.

Karla Nadai Espíndola, diretora do departamento de agronegócios da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, disse que se por um lado os produtos orgânicos são mais baratos por dispensarem os defensivos, o cultivo envolve mais mão-de-obra. Ela lembrou que os agricultores familiares recebem assistência técnica da Prefeitura, que atesta que os produtos são orgânicos. O prefeito, Nelsinho TRad (PMDB), lembrou da importância da feira para dar vazão à produção dos assentamentos.

Venda direta – O presidente Associação de produtores do assentamento Conquista, Elias Dias de Freiras, conta que há nove anos as 67 famílias do assentamento, a 40 quilômetros da zona urbana, produzem no local. Na feira estão representados 16 produtores e as vantagens de vender sem a figura do atravessador são muitas.

Ele cita como exemplo a mandioca. Pela caixa com 30 quilos o atravessador paga R$ 30,00 quando na feira, vendendo a R$ 0,50 o quilo ao consumidor é possível tirar R$ 15,00 pelos mesmos 30 quilos.

Bom para o produtor, bom para o consumidor que tem acesso a produtos orgânicos a preços bem menores que nos supermercados. A funcionária pública Célia Regina Coutinho de Lima, de 43 anos, foi cedo à feira e encheu várias sacolas.

Ela contou que comprou uma bacia com dois pés de alface por R$ 1,50. “No supermercado paguei R$ 2,58 por ‘dois pezinhos’”, disse. Além do preço competitivo, ela afirma que os produtos estão mais bonitos e revela o que a atraiu para a feira: “falaram que não tem agrotóxico”.

Para a alface, mais elogios. “Está bem mais em conta que no supermercado e com qualidade”, disse Bela Matoso, 52 anos. Izaias Gonçalves Alves, de 54 anos, disse que há 25 anos é vegetariano e entusiasta da agricultura orgânica. “Não adianta comer muitas hortaliças se têm resíduos de pesticidas e agrotóxicos”, afirmou. Ela lembrou que os resíduos acumulados no organismo ao longo dos anos podem trazer problemas, como o câncer.

(Campo Grande News / Fernanda Mathias e Aline dos Santos)

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Segundo estudo francês, orgânicos são mais nutritivos

Um novo relatório da Agência Francesa para a Segurança dos Alimentos (AFSSA) concluiu que alimentos orgânicos são melhores para a saúde e contêm menos pesticidas e nitratos, que têm sido ligados a uma série de problemas de saúde incluindo diabetes e mal de Alzheimer.

Andre Leu, Presidente da Federação Orgânica da Austrália, disse que a avaliação crítica, exaustiva e atualizada sobre a qualidade nutricional dos alimentos orgânicos indica que eles têm taxas mais elevadas de minerais e antioxidantes.

“O estudo da AFSSA foi publicado na revista científica Agronomy for Sustainable Development, uma publicação reconhecida cujos conteúdos são revisados por pares, o que assegura que ele apresenta padrões científicos rigorosos”, disse Leu.

Os principais apontamentos do estudo da AFSSA são os seguintes:
1. Produtos de plantas orgânicas contêm mais matéria seca (maior densidade nutricional)

2. Têm níveis mais altos de minerais;

3. Contêm mais antioxidantes como os fenóis e o ácido salicílico (conhecido por proteger contra cânceres, doenças do coração e muitos outros problemas de saúde);

4. Há poucos resultados documentados sobre níveis de carboidratos, proteínas e vitaminas;

5. 94-100% dos alimentos orgânicos não contêm nenhum resíduo de agrotóxicos;
6. Vegetais orgânicos contêm muito menos nitratos, cerca de 50% menos (altos teores de nitrato estão ligados a uma série de problemas de saúde incluindo diabetes e mal de Alzheimer)

7. Cereais orgânicos contêm níveis similares de micotoxinas em relação aos convencionais.

Em 2001, a AFSSA estabeleceu um grupo de especialistas para desenvolver uma avaliação crítica e exaustiva da qualidade nutricional e sanitária dos alimentos orgânicos.

A AFSAA diz que seu objetivo foi alcançar os mais altos padrões de qualidade científica em sua avaliação. Os artigos científicos selecionados para análise se referem a práticas agrícolas bem definidas e certificadas, e apresentaram as informações necessárias sobre desenho da metodologia, parâmetros de medidas válidos e amostragens e análises estatísticas válidas.

Depois de mais de dois anos de trabalho envolvendo cerca de 50 especialistas de todas as áreas específicas incluindo a agricultura orgânica, o consenso final do relatório foi publicado em língua francesa em 2003.

O relatório publicado na revista científica, em inglês, é na verdade um resumo deste estudo, e outras partes relevantes têm sido publicadas desde 2003.

As conclusões deste estudo são diferentes das que foram recentemente apresentadas pela Agência de Qualidade de Alimentos do Reino Unido, que foi amplamente criticado por especialistas internacionais pelo uso de metodologia falha e conclusões que contradizem seus próprios dados (ver Boletim 452 - 1. Pesquisadores concluem que orgânicos não trazem benefícios à saúde. Será mesmo?).

O relatório completo da AFSSA pode ser encontrado no portal e-Campo através do link abaixo:

[Publicado Food Magazine, 03/09/2009. Reproduzido no Boletim da AS-PTA]

(Agência Francesa para a Segurança dos Alimentos)

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Projeto Jardins Orgânicos estimula a alimentação saudável

Rotina atribuída ao homem do campo tornou-se realidade para 180 famílias da área urbana.

Ivoti - Plantar, cuidar, colher e consumir seus próprios alimentos. A rotina atribuída ao homem do campo tornou-se realidade para 180 famílias da área urbana de Ivoti. Uma iniciativa aplicada no Centro Infantil Bom Jardim e nas escolas de Educação Infantil Pedacinho do Céu e Bem Querer está mudando os hábitos alimentares de crianças de 4 meses a 5 anos de idade. O projeto Jardins Orgânicos tem como propósito incentivar a criação de hortas caseiras e o consumo de alimentos orgânicos. As famílias que demonstram interesse em ter uma pequena horta ganham da escola diferentes variedades de hortaliças.

Após a colheita, uma parte das verduras fica com a família e outra se destina ao colégio para fazer parte da alimentação escolar das crianças. A ação beneficia os alunos que passam a consumir alimentos saudáveis, sem o uso de agrotóxicos. São distribuídas mudas de alface, salsinha, couve-flor, repolho, brócolis e beterraba.

De acordo com a nutricionista e coordenadora do projeto Andréa Dhein, a ideia é que a criança participe de todas as etapas do plantio, de modo que vá se conscientizando quanto aos benefícios da alimentação saudável. “Quando a criança tem a oportunidade de participar de todo o processo, desde a plantação da muda, da colheita e os trabalhos que são feitos em sala de aula, ela aprende a importância do consumo desse alimento. Irá consumir a verdura ou fruta por saber que faz bem à saúde e não por obrigação”, explica.

A nutricionista ressalta ainda que o envolvimento da criança no processo faz com que ela valorize mais os alimentos. “No início elas terão o contato com a natureza, onde elas aprendem a valorizar o meio ambiente e a responsabilidade de cuidar de algo vivo. Mais adiante, quando compreendem a importância da saúde, elas têm uma participação maior no processo e passam a consumir mais”, complementa Andréa.

Reconhecimento

Mãe da aluna Amanda, de apenas 11 meses, a funcionária pública Angela Beier é uma das participantes do projeto Jardins Orgânicos. Segundo ela, lidar com as mudas traz ensinamentos importantes às crianças. “O projeto é um incentivo para que elas aprendam mais sobre a alimentação saudável”,conclui Angela.

As ações do projeto Jardins Orgânicos serão apresentadas em Brasília, no dia 21 de setembro, durante o 5° Congresso Pan-Americano de Incentivo ao Consumo de Frutas e Hortaliças para Promoção da Saúde. A iniciativa está inserida no projeto Saúde: Hoje e Sempre, que trabalha a educação nutricional em sala de aula no Centro Infantil Bom Jardim.

(Diário de Canoas)

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Legislação Federal dos Produtos Orgânicos vigora a partir de Janeiro

Fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), através da SFA/MS iniciaram no último dia 13 de julho, visitas a produtores, indústrias, supermercados, conveniências, feiras e todos os envolvidos direta ou indiretamente na cadeia produtiva dos alimentos orgânicos no Mato Grosso do Sul. O objetivo da campanha educativa e das visitas técnicas é orientar que a partir de janeiro do próximo ano terá início o processo de fiscalização com base na legislação vigente. Na oportunidade os fiscais estão distribuindo materiais informativos sobre a regulamentação do setor e oferecendo oportunidade para realização de reuniões e outras visitas informativas até o final de 2009.

O sistema orgânico de produção agropecuária é aquele em que são adotadas técnicas especificas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis, respeitando à integridade cultural das comunidades rurais, tendo por objetivo à sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia renovável, empregando, sempre que possível métodos culturais, biológicos e mecânicos em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento distribuição e comercialização, além de proteger e recompor o meio ambiente.

A partir de janeiro de 2010 a Lei Federal nº 10.831/03 exigirá dos produtores e fabricantes o selo de certificação para todos os produtos que contenham a denominação: Ecológico, Biodinâmico, Natural, Regenerativo, Biológico, Agroecológico, Permacultura ou Orgânico. Outras denominações poderão também ser enquadradas na exigência desde que atendam os princípios do regulamento oficial do Ministério da Agricultura. Com isso, pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado que produzam, transportem, comercializem ou armazenam produtos dos sistemas anteriormente citados, ficarão obrigados a promover a regularização de suas atividades junto aos órgãos competentes, no caso a SFA/MS.

Os produtos orgânicos hoje disponibilizados nos mercados não se restringem somente as verduras, frutas e grãos. Existe também uma gama de outros produtos orgânicos oriundos do extrativismo vegetal como: Castanhas, mel, melado de cana e óleos. Cosméticos (shampo, sabonete, sabão, etc.), alimentação humana e animal, adubos orgânicos (compostagem), polpas de frutas e bebidas em geral (sucos e vinhos orgânicos).

Mato Grosso do Sul já dispõe de uma quantidade razoável de produtos orgânicos como: Café, frutas diversas, doces, polpa de frutas, soja, milho e gergelim, sendo comercializados como produtos originários do processo de certificação participativa produzidos pela agricultura de pequena escala.

Segundo informações do INCRA/MS, a agricultura familiar no Mato Grosso do Sul conta com aproximadamente 50.000 famílias instaladas no campo, com uma media de 20 hectares para cada produtor, sendo 32 mil pequenos produtores e 18 mil familias distribuídas em 180 assentamentos oficiais formados pelo INCRA. Juntos esses assentamentos rurais detém aproximadamente hum milhão de hectares habilitados a produção de alimentos.

Informações mais detalhadas sobre o assunto poderão ser obtidas junto ao Serviço de Política e Desenvolvimento Agropecuário da SFA/MS (SEPDAG/DT/SFA/MS) Através do fone: 3316-7246 / 7145 com o FFA Fabio Akio Mizote - e-mail: sepdag-ms@agricultura.gov.br

(SEPDAG - SFA/MS)

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Alimentos orgânicos ou convencionais? Você escolhe

O consumo de alimentos sem aditivos químicos, os chamados orgânicos, aumenta na mesma medida da preocupação do brasileiro com os efeitos sobre a saúde de pesticidas, hormônios de crescimento, antibióticos e outros produtos químicos mais usados por agricultores. No entanto, não é apenas isso que seduz os brasileiros. Além de se relacionarem à qualidade de vida, os produtos orgânicos têm forte apelo ecológico.

Geralmente os produtores desses alimentos preocupam-se em preservar o local onde os mesmos são cultivados. As nascentes de água são protegidas, as áreas desmatadas são reflorestadas, os animais e vegetação nativos são preservados e não se faz uso de queimadas. Por tudo isso, é cada vez maior o contingente de pessoas que buscam por esse tipo de alimentação especial. Para se ter uma idéia, há quatro anos atrás a produção agrícola brasileira de orgânicos era praticamente insignificante. Hoje esses alimentos já respondem por mais de 2% de toda produção e de acordo com o International Trade Center, no Brasil o mercado está expandindo ao ritmo de 40% ao ano.

Alimentos orgâncos X alimentos convencionais

O emprego de aditivos tóxicos para elevar a produtividade das lavouras é muito antigo. No ano 3000 a.C., manuscritos chineses já indicavam o uso de arsênico e de enxofre para matar pragas na lavoura. Entretanto, os agrotóxicos industriais somente começaram a ser utilizados durante a Segunda Guerra Mundial. De acordo com a maioria dos especialistas, a aplicação controlada de fertilizantes, defensivos agrícolas e outros produtos químicos não causa danos à saúde, não existindo pesquisas científicas conclusivas que atestem que a ingestão dessas substâncias em pequenas doses através dos alimentos, causem males à saúde.

No entanto, o que preocupa esses mesmos especialistas é o uso indevido e/ou abusivo desses produtos químicos por parte dos produtores, o que pode causar efeitos crônicos a longo prazo, como determinados tipos de câncer, diminuição da fertilidade (redução do número de espermatozóides) e até a má formação de fetos (esses efeitos foram observados em pessoas expostas a agrotóxicos, em sua maioria agricultores).

De acordo com o Instituto Biológico de São Paulo, o uso de agrotóxicos no Brasil inspira cuidados. Análises realizadas com o objetivo de medir a quantidade de defensivos agrícolas em vegetais, mostrou que os alimentos recordistas em resíduos são o morango e o tomate. Além disso, verificou-se casos de aplicação de pesticida em culturas para as quais o produto não foi autorizado. Por tudo isso, o Brasil foi incluído num relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como um país onde há exagero no uso de agrotóxicos.

Na agricultura orgânica, essas substâncias químicas passam longe. Em vez de utilizar fertilizantes artificiais, os produtores usam geralmente estrume esterilizado, farinha de peixe, de osso, humus de minhoca, adubo composto (que é produzido através de lixo orgânico), entre outros. Para controlar pragas e insetos, os agricultores lançam mão do controle biológico, ou seja, a utilização de insetos predadores, microorganismos e plantas que podem arrasar com pulgões, lagartas e moscas que atacam as plantações. As joaninhas, por exemplo, são inimigas dos pulgões, a bactéria Bacillus thuringiensis (BT) aniquila a lagarta da couve e plantas como o alecrim, calêndula e alfavaca-do-campo inibem, respectivamente, o aparecimento das bruxas da couve, do mosquito da ferrugem da cenoura e das cigarrinhas que atacam os feijões.

Vantagens e desvantagens dos orgânicos

Há apenas poucos anos, os alimentos orgânicos só podiam ser encontrados em lojas de produtos naturais ou em mercados e feiras de pequenos agricultores. Hoje, já é possível encontrá-los em grandes redes de supermercados, sendo comercializados junto a outros produtos convencionais. Além de alimentos de amplo consumo, como arroz, feijão, frutas, hortaliças, a agricultura orgânica está produzindo um pouco de tudo: desde erva-mate, castanha de caju, guaraná, até chocolate, vinhos e carnes, frangos e ovos que não contém nenhum tipo de hormônio.

Além de serem isentos de agrotóxicos, os alimentos orgânicos tendem a ser mais saborosos que os tradicionais. O brócolis, o morango e o tomate, por exemplo, teriam um sabor muito mais pronunciado que aqueles cultivados normalmente. Há quem diga que a carne de galinha, porco e boi que se alimentam ao ar livre (criados sem confinamento) e não recebem hormônios de crescimento também têm sabor diferente, em comparação com os criados “industrialmente”. Em geral, seriam carnes mais magras e mais saborosas.

Outro ponto que tem sido objeto de muita investigação, e que seria mais uma vantagem dos orgânicos, seria o fato desses alimentos apresentarem vantagens nutricionais. Embora ainda exista muita discussão a respeito desse assunto e não haja consenso científico sobre o tema, existem vários estudos sendo realizados na tentativa de provar que os produtos livres de agrotóxicos são também mais nutritivos que os convencionais.

Mesmo sabendo que a genética da planta, o clima, a irrigação e a época da colheita têm um impacto muito maior no conteúdo nutricional do que o tipo de fertilizante usado, natural ou artificial, existem estudos como o realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Botucatu, mostrando que cenouras cultivadas sem agrotóxicos têm uma maior durabilidade (tempo de conservação é maior) e apresentam maiores teores de vitamina A e betacaroteno.

Outro estudo, este realizado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), irá comparar os teores de carotenóides de cenouras e alfaces plantados sem pesticidas no cinturão verde de São Paulo com aqueles cultivados de modo convencional. A intenção é utilizar amostras que vêm direto do produtor, já que de acordo com os pesquisadores as análises com amostras cultivadas em hortas experimentais não refletiriam necessariamente a realidade das plantações.

As duas principais “desvantagens” dos alimentos orgânicos dizem respeito à aparência e ao custo. Por serem cultivados naturalmente, geralmente esses alimentos tendem a ser menores e ao mesmo tempo, alguns também podem apresentar manchas na casca devido aos ataques de insetos. A cor também pode não ser uniforme e tão intensa quanto a alcançada através da utilização de corantes ou ceras (o que é feito em alimentos convencionais).

Por isso, sempre que você observar frutas e hortaliças perfeitos, brilhantes, sem um mínimo defeito, pode ter certeza que nesse alimento houve aplicação de agrotóxico. Já os preços, geralmente um pouco mais altos do que os convencionais, é tido como um empecilho para que boa parte da população tenha acesso a essa alternativa saudável. De acordo com os entendidos, os preços só devem diminuir quando a produção e o consumo aumentarem, mas já existem pesquisas mostrando que sete em cada dez pessoas pagariam até 30% a mais por produtos sem aditivos químicos, desde que não houvesse dúvidas sobre sua procedência (pesquisa do Instituto Gallup).

Como saber se um alimento é orgânico?

Se você pretende consumir alimentos orgânicos fique atento para não ser enganado. Procure sempre pelo selo de qualidade emitido por certificadoras reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. São entidades como a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), o Instituto Biodinâmico (IBD), entre outros. Essas entidades, ao todo cerca de 30 em todo Brasil, avaliam se a produção do alimento segue os critérios estabelecidos pela agricultura orgânica. Para ganhar o selo, os produtores seguem várias precauções e têm suas lavouras fiscalizadas de seis em seis meses. A presença do selo garante, portanto, a procedência e a qualidade dos produtos.

Jocelem Salgado - Profª. Titular em Nutrição LAN/ESALQ/USP/Campus, Piracicaba

(e-Campo orgânicos)

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Leite orgânico traz mais benefícios a fermentados

O leite produzido no sistema orgânico tem potencial para servir de matéria-prima para leites fermentados probióticos, como aponta uma pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP. Além de manter os benefícios para a saúde do produto feito com leite comum, o leite fermentado orgânico tem maior teor de ácido linoleico conjugado, substância que pode ajudar no reforço das defesas do organismo.

No trabalho, a farmacêutica bioquímica Ana Carolina Florence utilizou cepas de bifidobactérias para produzir leite fermentado a partir do leite orgânico pasteurizado e compará-lo ao produto feito com leite convencional. “O objetivo era saber se a matéria-prima orgânica agregava valor a um produto probiótico cuja funcionalidade já é conhecida”, ressalta . “O principal benefício do leite fermentado, apontado em pesquisas, é a manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal”.

As matérias-primas passaram por análises da composição química (proteínas, gorduras, sólidos, minerais e perfil lipídico) e perfil cinético, relativo ao processo de fermentação. Nos leites fermentados foi feita a contagem microbiológica de probióticos e a análise de textura, além do perfil lipídico. Os dois produtos apresentaram a mesma composição química, mas o leite fermentado com matéria-prima orgânica possui um perfil lipídico diferenciado.

“O leite orgânico apresenta menor teor de ácidos graxos saturados e maiores teores de ácidos graxos poliinsaturados e monoinsaturados, considerados benéficos para a saúde”, conta a pesquisadora. “O produto final com leite orgânico registra aumento de 55% no ácido linoleico conjugado, ácido graxo com características anticarcinogênicas e antiaterogênicas, associado a prevenção de doenças, como o câncer”.

Textura
A análise instrumental realizada durante o estudo revelou que o produto elaborado com leite orgânico possui uma textura quatro vezes menor que o convencional. “A diferença se deve ao fato de o leite comum passar por um processo de homogeinização”, aponta Ana Carolina. “O leite orgânico tem bom potencial para uso em leites fermentados probióticos, mas serão necessários maiores recursos tecnológicos para resolver a questão da textura”.

De acordo com a pesquisadora, o leite orgânico possui características nutricionais elevadas, principalmente devido a condição de manejo dos animais utilizados na produção. “O gado leiteiro não é confinado e recebe somente alimentação orgânica, em especial material fresco verde, como grama, e frutas”, explica. “Os animais também não recebem nenhum tipo de insumo artificial e de antibióticos”.

Os produtos orgânicos devem ser certificados por agências e órgãos reguladores vinculados a International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM), entidade internacional do setor. “A produção orgânica também favorece a agricultura e pecuária familiar, fixando o trabalhador rural à terra”, acrescenta Ana Carolina.

A pesquisa com o leite orgânico é descrita na dissertação de mestrado da farmacêutica bioquímica, orientada pela professora Maricê Nogueira de Oliveira, da FCF. Os estudos terão continuidade no programa de Doutorado, em co-tutela com o AgroParisTech (França).

Mais informações: (11) 3091-3692, email carol.florence@usp.br , monolive@usp.br

(Júlio Bernardes / Agência USP / www.e-campo.com.br)

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