Arquivo de 28 de Setembro de 2009

Merenda escolar é oportunidade para produtores

O deputado federal Afonso Hamm, membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) destacou a importância do Programa Alimentação Escolar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), recentemente lançado

A iniciativa faz parte de um plano estratégico de articulação da agricultura familiar para o mercado de alimentação escolar dentro do espectro da Lei nº 11.947, de 16/06/2009.

FNDE - Conforme Afonso Hamm, a lei determina que no mínimo 30% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar (FNDE) sejam destinados à aquisição dos produtos provenientes da agricultura familiar para utilização na alimentação escolar.Conforme a Lei, a aquisição será realizada com a dispensa de processo licitatório, desde que os preços sejam compatíveis com os de mercado e que atendam às exigências do controle de qualidade.

Oportunidade - Afonso Hamm relata que esta é uma nova oportunidade de negócios aos agricultores familiares que poderá fornecer seus produtos. Além disso, oportuniza aos alunos o consumo de alimentos com qualidade. Para o Rio Grande do Sul, Hamm comenta que é uma emenda que muito contribuirá com o setor produtivo, já que o Estado gaúcho tem 396 mil agricultores que tem principal fonte de sustentação a pequena propriedade. O deputado comenta que a Emater atende uma média de 75% desses agricultores. “Os produtores terão novo mercado e garantia de comercialização dos produtos”, assinala.

Cooperativas - A partir deste mês, as cooperativas que tiverem interesse em oferecer seus produtos à merenda de escolas poderão acessar um hotsite (clique aqui) com informações sobre o Programa Alimentação Escolar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) foi uma das instituições participou desta construção junto ao MDA para tornar viável a participação das cooperativas. “É uma grande oportunidade para as cooperativas, que tem naturalmente uma representação na agricultura familiar, se tornarem fornecedoras da merenda escolar”, pontuou o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas.

(OCB / e-campo.com.br)

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Cultivo protegido: uma alternativa para as variações climáticas

No inverno, geada e chuvas forte, no verão, meses de estiagem. Grandes variações climáticas são comuns no Rio Grande do Sul e, com tantas intempéries, muitas culturas, como as hortaliças, são afetadas e os produtores tem prejuízo econômicos. Entretanto, é possível minimizar e até mesmo acabar com os prejuízos, se o agricultor estiver preparado. Uma alternativa para evitar perdas na horta é o cultivo protegido.

Tecnologia que se caracteriza pela construção de uma estrutura para proteger as plantas contra as variações do tempo de forma a não impedir a passagem da luz. São três as mais utilizadas: a tela cromatinete vermellha, que devido a sua cor distribui os raios solares de forma homogênea, estimulando o crescimento da planta e, no caso de geadas, propicia um descongelamento lento não estragando a planta. A sombrite preta, que evita que os raios solares UV incidam diretamente na horta e os micro-túneis de plástico, que além de evitar o contato direto dos raios do sol, criam um micro-clima interno ideal para o crescimento das hortaliças folhosas.

Na região Noroeste do Estado, as técnica de cultivo protegido têm ajudado agricultores como Cláudio Meinerz, de Santa Rosa. O produtor possui uma área de 5 hectares de hortaliças e há 6 anos implantou o sistema de cultivo protegido.

“Resolvi colocar as proteções para manter contínua a oferta de produtos para os mercados da região e hoje felizmente não sofro prejuízos com a geada e o sol forte”, conta o agricultor, que é assistido pelo técnico da Emater/RS-Ascar, Fábio Scalco, que afirma “Hoje não se admite que o produtor perca o trabalho, de mais de seis meses, em uma manhã de geada só porquê ele não estava preparado”. Fábio também garante que o cultivo protegido, além de evitar perdas devido as variações climáticas, reduz a utilização de defensivos agrícolas em até 90%.

Cláudio Meinerz também associou ao cultivo protegido o sistema de irrigação por fita Santeno, garantindo que planta receba a quantidade ideal de água em cada etapa do desenvolvimento. Atitude aprovada pelo técnico Scalco, “horta comercial sem irrigação, não existe. A irrigação é principal garantia de produção”.

O planejamento, o acompanhamento e o monitoramento de ações voltadas à produção e à qualidade dos alimentos é o objetivo da Frente Programática Alimento para Todos, desenvolvida pela Emater/RS-Ascar em consonância com os Programas Estruturantes do Governo do Estado.

Escritório Regional Santa Rosa
Alice Pavanello - Jornalista
Telefone: (55) 3512-6665
E-mail: imprensa@emater.tche.br

(Emater/RS-Ascar)

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Incra e Embrapa promovem manejo ecológico de pastagens

Com o objetivo de capacitar os produtores rurais assentados para a implantação e manejo de pastagens consorciadas com gramíneas e leguminosas, a Embrapa Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) promovem nos dias 28 e 29 de setembro, na região de Andradina, em São Paulo, o seminário Manejo Ecológico de Pastagens. No primeiro dia, as atividades serão realizadas no assentamento União da Vitória, em Suzanápolis(SP), e, no segundo dia, no assentamento Rosely Nunes, em Itapura (SP).

Nesses assentamentos foram criadas Unidades de Observação Participativa (UOP), áreas em que o manejo é realizado pelos assentados com orientação de técnicos da Embrapa. No assentamento Rosely Nunes, o casal Dejanira e Jair Mantovani adotou o consórcio das leguminosas Estilosantes Campo Grande e Calopogonio com o capim já existente no lote. O assentado José Domingo Santana, o Mineiro, do assentamento União da Vitória, fez o consórcio de Guandu e Calopogonio também com o capim já existente. Durante o seminário, agricultores de assentamentos da região e técnicos do Incra visitarão essas unidades para conhecer a metodologia adotada e os resultados alcançados.

As leguminosas são plantas da família do feijão ricas em proteína e resistentes à seca. Servem de alimento para o gado no inverno, quando o capim está seco, e ainda possuem propriedades de adubo verde, fornecendo nutrientes ao solo e reduzindo a necessidade de utilização de adubos industrializados. A técnica concilia, assim, a proteção ambiental e a redução nos custos de produção.

Outra técnica recomendada pela Embrapa é a rotação de pastagens, em que o pasto é dividido em pequenos cercados, os piquetes, e o gado se alimenta em um piquete por vez. Dessa forma, quando os animais chegam ao último piquete, o capim do primeiro já se recuperou e já está em condições de pastejo. O seminário deve destacar também a necessidade de planejamento da produção agropecuária a partir das alternativas existentes na região.

Seminário Manejo Ecológico de Pastagens
Quando: 28 de setembro, das 13 às 16 horas.
Onde: assentamento União da Vitória, Suzanápolis-SP.
Quando: 29 de setembro, das 14 às 17 horas.
Onde: assentamento Rosely Nunes, Itapura-SP.

(MDA / e-campo.com.br)

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Monoculturas soterram a biodiversidade

É impossível saber ao certo quantas espécies já foram extintas nos 41% do Cerrado que não existem mais. Pesquisadores da organização Conservação Internacional (CI) estimam que 13% das espécies de vertebrados do bioma - mamíferos, aves, répteis e anfíbios, sem contar os peixes, os insetos, as plantas, os fungos e os microrganismos - já tenham sido exterminadas pela ocupação do homem, antes mesmo de serem descobertas.

A reportagem é de Herton Escobar e publicada pelo portal do jornal O Estado de S. Paulo, 27-09-2009.

No caso das plantas, a perda pode ser muito maior. A flora do Cerrado é caracterizada por altos graus de variabilidade e endemismo - o que quer dizer que há diversas espécies que só existem (ou existiam) em regiões muito limitadas, associadas a condições específicas de solo e clima do bioma. Não há como saber quantas plantas desse tipo foram soterradas pelo avanço das monoculturas de grãos e bois.

“Planta não tem pernas para fugir”, observa, com trágica obviedade, o biólogo Felipe Ribeiro, da Embrapa. “O que foi desmatado sumiu para sempre.”

A exatidão dos cálculos é limitada pelo desconhecimento científico que impera sobre o Cerrado. A preocupação com o bioma é um fenômeno recente, até mesmo por parte dos cientistas. Por muito tempo predominou uma visão equivocada de que o Cerrado era uma região “pobre” em espécies, sem muita importância para conservação.

Era pura falta de conhecimento. Bastou começar a pesquisar para as espécies aparecerem. Só nos últimos 20 anos foram descobertas mais de 340 espécies de vertebrados, segundo a CI. No total, são conhecidas no bioma cerca de 200 espécies de mamíferos, outras 200 de répteis, 250 de anfíbios, quase 850 de aves e 1.300 de peixes. Os números aumentam a cada expedição.

“Ainda temos muito o que descobrir”, diz o biólogo José Alexandre Diniz-Filho, da Universidade Federal de Goiás. “O grosso da biodiversidade está nas plantas e bichos pequenos, que são muito pouco conhecidos.”

A lista de plantas conhecidas do Cerrado é a maior de todas as savanas do mundo, com cerca de 12 mil espécies descritas. A maior diversidade está na família dos capins e outras plantas herbáceas (sem tronco). Para cada espécie de árvore, há pelo menos três de herbáceas, segundo Ribeiro. Em alguns lugares, a proporção é de sete para uma.

Dependendo de onde o turista for, o cartão-postal do Cerrado pode ser um campo aberto, uma savana de árvores retorcidas, uma vereda cercada de palmeiras, um chapadão de paredões rochosos, um campo de dunas à beira-mar ou uma floresta com árvores de até 30 metros de altura. Cada uma dessas composições tem uma biodiversidade própria de fauna e flora.

“A implicação é que o Cerrado precisa de muitas unidades de conservação espalhadas pelo bioma”, diz Ribeiro. “Não adianta criar uma ou duas grandes e achar que o problema está resolvido.” Hoje, menos de 3% do Cerrado está protegido por unidades de proteção integral.

(IHU on line)

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Bioma é a grande caixa d’água do País

Por trás da aparência ressecada dos meses de inverno, quando a umidade do ar cai a níveis alarmantes em algumas regiões, o Cerrado esconde uma identidade secreta: o bioma é um gigantesco coletor e distribuidor nacional de água, crucial para o abastecimento das regiões Centro-Sul, Nordeste, do Pantanal e até partes da Amazônia. Um serviço ecológico gratuito que corre o risco de ser racionado por causa do desmatamento.

A reportagem é de Herton Escobar e publicada pelo portal do jornal O Estado de S. Paulo, 26-09-2009.

Das 12 bacias hidrográficas do País, 8 estão inseridas no Cerrado. A localização central do bioma, combinada com sua elevação topográfica e alta concentração de nascentes, faz com que ele funcione como uma caixa d’água. Cerca de 94% da água que corre na Bacia do Rio São Francisco em direção ao Nordeste brota no Cerrado - apesar de apenas 47% da bacia estar dentro do bioma, segundo cálculos da Embrapa.

No caso do sistema Araguaia-Tocantins, que corre para o Norte e vai desaguar no Pará, 71% da água da bacia nasce no Cerrado. A proporção é a mesma para o conjunto das Bacias do Paraguai e do Paraná, que drenam grandes áreas do Centro-Sul. “O rio é só o encanamento superficial pelo qual a água corre”, diz o pesquisador Felipe Ribeiro, da Embrapa. “Mas onde a água nasce é no Cerrado. As besteiras que a gente fizer aqui em cima vão repercutir rio abaixo.”

E as besteiras já estão em curso. Estudos realizados pelo pesquisador Marcos Costa, da Universidade Federal de Viçosa, mostram que o desmatamento nas cabeceiras do sistema Araguaia-Tocantins aumentou a descarga dos rios em 25%, apesar de não ter havido mudanças nos índices pluviométricos da bacia. Ou seja: a quantidade de água nos rios aumentou, apesar de a chuva ter continuado igual.

Mais água, nesse caso, é má notícia. O problema é que o solo coberto por pastagens e lavouras absorve menos água do que o solo com vegetação nativa. Consequentemente, mais água escorre para os rios e é levada para fora do Cerrado, diminuindo a quantidade de umidade que fica disponível para os ecossistemas locais e a própria agricultura - além de aumentar o risco de enchentes para as comunidades que vivem rio abaixo.

Segundo Costa, se o desmatamento continuar, é provável que os níveis de precipitação no bioma também sejam afetados. “Acho que estamos próximos do limite em termos climáticos.”

“O problema mais sério que vamos ter daqui dez anos é com a irrigação”, diz o pesquisador Hilton Silveira Pinto, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp.

O Pantanal também está de olho no problema. Praticamente todos os rios que deságuam no bioma nascem no Cerrado. “A sobrevivência do Pantanal depende diretamente da conservação do Cerrado”, diz o ecólogo Leandro Baumgarten, da ONG The Nature Conservancy.

(IHU on Line)

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Sescoop incentiva a qualificação da mulher cooperativista

Curitiba/PR - Promover a capacitação, a integração e valorizar o papel da mulher cooperativista também são objetivos do Sescoop/PR. Em média, mais de 10% dos recursos do sistema são investidos em cursos, treinamentos, reuniões, palestras e visitas técnicas para o público feminino. Em 2008 foram realizados em todo o estado 376 eventos que, somados a outros realizados pelas cooperativas, registraram a participação de mais de 35 mil mulheres.

A atuação do Sescoop/PR abrange ainda o apoio a ações das cooperativas, a exemplo do Seminário da Mulher da C.Vale e que este ano reuniu, em Palotina, 1.500 participantes. “As mulheres estão tendo um papel cada vez mais marcante no cooperativismo, além disso as cooperativas que desenvolvem um trabalho mais forte com as mulheres atuam de forma mais integrada e solidária”, avalia o presidente do Sescoop/PR, João Paulo Koslovski.

No Paraná, um dos principais fóruns de discussão sobre a participação da mulher cooperativista é o Encontro de Lideranças Cooperativistas (Elicoop), realizado anualmente pelo Sescoop/PR sempre com o apoio de uma cooperativa. O evento já está na sua quinta edição e foi realizado este ano na Cocamar, em Maringá, com a presença de 150 mulheres.

Uma das principais características do Elicoop é a possibilidade de mostrar os trabalhos das lideranças femininas em suas respectivas regiões, permitindo a troca de experiências entre as mulheres. São exemplos como o de Cecília Falavigna, cuja trajetória retrata bem a garra da mulher cooperativista. Há cerca de dez anos, quando ficou viúva, ela deixou o ofício de professora e de dona de casa para cuidar de duas propriedades da família. “Não tinha a menor afinidade com isso”, conta.

A única forma de aprender, lembra, seria “encarar” o novo desafio. Isto significava participar de dias de campo, eventos técnicos - redutos até então quase que exclusivos do público masculino. Em alguns anos, tornou-se uma próspera empresária rural, produzindo grãos, dedicando-se à pecuária de corte e investindo em novos projetos, como a implantação de pomares de laranja.

Por causa da sua força de vontade, dedicação e sucesso, Cecília passou a ser convidada para ministrar palestras em eventos para esposas e filhas de cooperados, orientando-as sobre a necessidade da família participar mais diretamente, ao lado do cooperado, da gestão dos negócios. “Todos ganham com isso”, resume.

Na Cocamar, tornou-se também a primeira mulher a participar do conselho administrativo de uma cooperativa no Paraná. Com sua expertise, ela é uma voz respeitada na administração. Superando em tão poucos anos um grande número de desafios, Cecília Falavigna é considerada uma referência para outras mulheres, fato que não diminuiu sua simpatia e simplicidade. “A gente nunca pode pensar que sabe tudo. Tenho muito mais a aprender e a melhorar”, finaliza.

Amigas na vida, parceiras no trabalho
Há 32 anos a Coamo, de Campo Mourão, leva às mulheres das comunidades rurais, nos municípios da sua área de ação, o projeto Educacional e Social, com cursos que buscam ampliar a renda e melhorar a qualidade de vida da família cooperada. Neste período, foram realizados 8,5 mil eventos, com 120 mil participantes. No total, 56 diferentes cursos são oferecidos, nas áreas de alimentação, artesanato, profissionalização, e economia doméstica, além de palestras sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida.

“Em 2001 a Coamo firmou parceria com o Sescoop/PR, o que contribuiu para que o trabalho fosse ampliado, inclusive com o surgimento de novos cursos”, diz o agrônomo Antonio Carlos Ostrowski, da Gerência Técnica da Coamo. “Até este mês já cumprimos 58% da programação do ano, que prevê a realização de 259 eventos” comemora Odete Fonseca Massi, que coordena o trabalho. Ela afirma que nos últimos dois anos houve um crescimento de 60% na realização dos cursos.

História do Sescoop
O projeto Educacional e Social melhorou a vida de muitas famílias. São várias histórias de sucesso, entre as quais, a das amigas Aparecida, Etelvina e Lucilene Zangalli, Nereide Arruda e Maria dos Santos. Frequentadoras assíduas dos cursos de culinária da cooperativa, realizados em parceira com o Sescoop, elas resolveram oferecer os produtos para os amigos e vizinhos da comunidade rural Três Vendas, onde moram. E para a surpresa do grupo o sucesso foi total.

Foi então que resolveram se organizar melhor. Compraram um forno industrial, ampliaram a produção e inauguraram uma barraca na feira livre da cidade. Por semana, o grupo produz 90 pães caseiros, tradicionais e doces, 15 quilos de bolachas, cerca de 20 bolos e 150 coxinhas. “O dinheiro das vendas nos ajuda a aumentar a renda mensal da família”, destaca dona Etelvina Zangalli. A receita líquida para cada uma delas gira em torno de meio salário mínimo.

Dona Cidinha, como Aparecida Zangalli prefere ser chamada, diz que o grupo se uniu para melhorar a qualidade de vida das suas famílias. A ideia surgiu como brincadeira e acabou virando um assunto sério. O segredo do grupo é a venda personalizada. As encomendas são entregues na casa dos clientes e também são retiradas na feira livre da cidade. “Quando chegamos para montar a nossa barraca já tem gente esperando para comprar. Isso é muito gratificante”, afirma dona Nereide Arruda.

Com o sucesso do negócio, o grupo já pensa em ampliar a estrutura. “É muito bom participar desse trabalho”, comemora dona Maria dos Santos. “E o apoio da Coamo tem sido fundamental, porque sempre temos a oportunidade de aprimorar as nossas receitas, através dos cursos”, completa dona Lucilene Zangalli.

(Ocepar)

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‘Valor da biodiversidade é mil vezes superior ao da agricultura’

Se o País for inteligente, não precisará desmatar nem um hectare dessa terra. “A riqueza que temos guardada na biodiversidade do Cerrado é mil vezes superior à da agricultura”, diz o engenheiro agrônomo Eduardo Assad, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A reportagem é de Herton Escobar e publicada pelo portal do jornal O Estado de S. Paulo, 27-09-2009.

A afirmação surpreende. Não só pelo conteúdo, mas por sair da boca de um cientista que há mais de 20 anos dedica sua vida ao agronegócio e que se lembra, sorrindo, dos tempos em que passava o correntão no Cerrado em cima de um trator, na fazenda da família em Quirinópolis, no sul de Goiás. Só que os tempos mudaram. Agora, diz Assad, é hora de preservar e pesquisar as riquezas que o bioma tem a oferecer no seu estado natural.

Até mesmo para o bem da própria agricultura. “A preservação do Cerrado é a salvação da lavoura”, costuma dizer o pesquisador. Segundo ele, é no DNA das plantas nativas do bioma que estão escondidos os genes capazes de proteger suas inquilinas estrangeiras (a soja, o milho, o algodão, o arroz) do aquecimento global. Dentre as 12 mil espécies nativas conhecidas, só 38 ocorrem no bioma inteiro, o que significa que estão adaptadas a uma grande variabilidade de condições climáticas e de solo.

“A elasticidade genética das plantas do Cerrado é impressionante”, afirma Assad. Ele e sua mulher, Leonor, também pesquisadora, destacam que o Cerrado é uma formação mais antiga do que a Amazônia e a Mata Atlântica, tanto do ponto de vista geológico quanto biológico. O que significa que suas espécies já foram expostas - e sobreviveram - a todo tipo de situação: muito frio, calor, seca, etc.

Os genes que conferem essa capacidade adaptativa poderiam ser transferidos para culturas agrícolas via transgenia, tornando soja e companhia igualmente resistentes às intempéries climáticas que estão por vir. Só falta descobri-los. “O Cerrado é o maior laboratório de prospecção de genes do mundo, mas ninguém olha para isso”, diz. “Nem estudamos o genoma dessas espécies e já estamos acabando com elas.”

Sem falar no potencial farmacológico das plantas medicinais e nos serviços ambientais prestados pelo bioma como um todo: estocagem de carbono, controle climático, controle de erosão, produção de água e outros fatores cruciais para a agricultura. “A conservação tem de ser vista como uma atividade produtiva também”, diz a bióloga Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília.

DESCONHECIMENTO

Não é o que acontece. A riqueza econômica e tecnológica do agronegócio contrasta com a pobreza de recursos e de conhecimento sobre o bioma. “Trabalhar com políticas públicas no Cerrado é muito frustrante”, admite o diretor de Políticas de Combate ao Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, Mauro Pires. “Quando se fala em trabalhar com a Amazônia as portas se abrem. Quando se fala em trabalhar com o Cerrado, elas não se mexem.”

Mercedes sente a mesma dificuldade. Ela é coordenadora científica da Rede de Pesquisa ComCerrado, recém-criada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com representantes dos 11 Estados do bioma.

A ideia é fazer pelo Cerrado o que o Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera (LBA) faz pela Amazônia, produzindo o conhecimento científico necessário para entender, valorizar e explorar adequadamente - quando possível - os serviços ambientais prestados por seus ecossistemas. “Não há como fazer boa gestão sem informação”, ressalta Mercedes. “Vemos muitas políticas públicas que carecem de embasamento técnico adequado.”

Por enquanto, o programa tem R$ 220 mil em caixa para pesquisa. A expectativa é que receba R$ 6 milhões do MCT nos próximos dois anos, mais o valor de uma emenda parlamentar apresentada pela bancada do Distrito Federal - inicialmente orçada em R$ 7 milhões, mas reduzida para R$ 1,7 milhão.

Parte da dificuldade, diz Mercedes, é o Cerrado estar espalhado por várias regiões e não concentrado em um bloco geopolítico coeso, como a Amazônia. “Até a Caatinga tem mais força política do que o Cerrado”, diz o gerente do Programa Cerrado-Pantanal da ONG Conservação Internacional, Mario Barroso - sem desmerecer a importância da Caatinga.

(IHU on line)

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Programa previne câncer no colo do útero em mulheres da zona rural

Bela Vista e região, do município de Diogo de Vasconcelos, poderão fazer gratuitamente o exame de prevenção ao câncer do colo do útero, no dia 26 de setembro, a partir das 8 horas. A iniciativa faz parte do Programa ÚTERO É VIDA, realizado pelo Sistema CNA/ SENAR (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), com apoio do SENAR-MINAS, Sindicato dos Produtores Rurais de Ponte Nova e Prefeitura Municipal de Diogo de Vasconcelos.

Serão atendidas 150 mulheres. Elas responderão ao questionário do Cadastro Social do Sistema CNA SENAR e, em seguida, serão encaminhadas para a coleta de material para exame de Papanicolau - a principal forma de detecção da doença. As participantes vão assistir a palestras educativas e receberão atendimento no espaço beleza, onde poderão cortar ou lavar os cabelos e fazer sobrancelhas. Simultaneamente às atividades da mulher, acontece a Rua do Lazer – um espaço recreativo para as crianças.

Os resultados dos exames serão divulgados na comunidade atendida em aproximadamente 15 dias. As mulheres que tiverem alterações celulares detectadas serão encaminhadas a tratamento pelos órgãos responsáveis.

Segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer, o número de casos novos de câncer do colo do útero esperados para o Brasil no ano de 2008 foi de 18.680, com um risco estimado de 19 casos a cada 100 mil mulheres. No mundo esse número sobe para 500 mil novos casos.

(CNA)

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Modelagem e sensoriamento remoto são temas no congresso de agrometeorologia

Belo Horizonte/MG - Modelagem, sensoriamento remoto e sistema de informação geográfica na agrometeorologia. Temas aparentemente complexos, mas de grande utilidade para a agricultura, desde que bem empregados. Estes foram os temas da última mesa redonda do XVI CBA (Congresso Brasileiro de Agrometeorologia), que terminou nesta sexta-feira, 25 de setembro, em Belo Horizonte-MG.

Maurício Alves Moreira, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), lembrou o crescimento exponencial que a população mundial teve nas últimas décadas e, ao contrário, o crescimento linear da produção de alimentos no mesmo período. Apenas no Brasil, segundo ele, há um consumo médio diário de 90 mil toneladas de alimentos, o que dá um consumo próximo de 33 milhões de toneladas por ano. E como se chega a uma produção deste porte? “Só mesmo através de uma agricultura moderna e com sustentabilidade”, defende.

Neste sentido, o uso de imagens de satélites para mapear e monitorar a produção agrícola pode contribuir. “É no mínimo uma decisão inteligente o uso deste recurso”, opina, acrescentando que, através das imagens, é possível se ter uma boa noção do local e uma visão mais ampla da área.

Maurício comentou que há várias opções de satélites que geram imagens que podem ser aproveitadas na agricultura. Conforme a área trabalhada, o chamado tempo para a revisita (período que o satélite gasta para retornar ao mesmo ponto e gerar nova imagem) é diferente. Quanto maior a área, menor é o tempo; há satélites que passam pelos mesmos pontos todos os dias e há outros, que trabalham com faixas menores de área, que demoram dezenas de dias para retornar ao mesmo ponto.

Um exemplo de uso de imagem de satélite na agricultura vem do Sul do país. A professora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Denise Fontana, explicou o trabalho que tem sido feito com o auxílio do sensor Modis, mostrando que é possível acompanhar as diferentes fases de uma cultura agrícola (desde o plantio, passando pelo manejo e chegando à colheita). A professora fez questão de destacar que este é um trabalho simples, mas que vem atendendo à demanda gerada no estado. Há, portanto, várias possibilidades de trabalhos mais complexos, que devem ser elaborados a partir da necessidade que se constata.

Denise comentou sobre o LEAA (Laboratório de Estudos em Agricultura e Agrometeorologia), do qual faz parte. O principal objetivo do grupo é atender às atividades de pesquisa relacionadas ao desenvolvimento de metodologias para previsão de safras. Para isso, o laboratório trabalha com mapeamento de áreas e modelagem agrometeorológica do rendimento de culturas agrícolas e de pastagens. Com as chamadas “máscaras de cultivo” geradas, é possível se quantificar as áreas de cultivo, localizando-se as lavouras e realizando-se estudos sobre elas.

A professora explicou que, hoje, esse tipo de trabalho é feito com duas culturas agrícolas no Rio Grande do Sul: a soja e o arroz. O objetivo agora é também fazer o trabalho com trigo. Mas há necessidade de se trabalhar ainda com o milho. Um fator limitante, de acordo com Denise, é a grande variedade de épocas de plantio, já que esta cultura pode ser plantada em mais da metade do ano sem grandes complicações ou dificuldades quanto ao manejo. “A gente vai ter que trabalhar com o milho, que é uma grande demanda da Conab”, finalizou.

O XVI Congresso Brasileiro de Agrometeorologia é uma organização conjunta da SBA (Sociedade Brasileira de Agrometeorologia), da UFV (Universidade Federal de Viçosa) e da Embrapa Milho e Sorgo (que fica em Sete Lagoas-MG). Mais informações no www.sbagro.org.br/cba.

O próximo congresso nacional sobre o tema está marcado para o ano de 2011 e vai acontecer em Vitória-ES.

(Embrapa Milho e Sorgo)

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Roças agroecológicas é tema de dia de campo em Amargosa

Amargosa/BA - Demonstrar o uso de tecnologias limpas que preservem a saúde humana, a real possibilidade de sustentabilidade econômica das unidades familiares, através das práticas agroecológicas e sistemas agroflorestais são algumas das ações oferecidas pela Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri), através da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola S.A. (EBDA), aos agricultores familiares da região de Amargosa, durante o dia de campo que acontece, no próximo domingo (27), na Fazenda Sete Voltas em Amargosa.

A estimativa é que 700 agricultores familiares participem do evento, que tem como objetivo informar o agricultor sobre a importância da adoção das práticas agroecológicas.

Para o diretor de Agricultura da EBDA, Hugo Pereira, o propósito da atividade é proporcionar aos agricultores familiares o acesso aos conhecimentos práticos de agroecologia a fim de despertar a reflexão e a iniciativa prática para transição agroecológica em suas unidades familiares. “A importância dessa ação é fundamental para a conscientização dos agricultores familiares que desejem fazer a transição de sua propriedade, quanto ao uso da agroecologia, pois os municia de conhecimentos práticos de todo o processo”, explicou o diretor.

Metodologia
Durante todo o dia, os agricultores familiares participarão dos cursos distribuídos em cinco estações distintas. A primeira abordará a “Descoberta do Solo”: definições sobre o solo, como se forma, fertilidade e biologia do solo. Na segunda estação, os técnicos da EBDA falarão sobre estratégias para utilização de espécies de adubos verdes, em sistemas agroecológicos.

A estação seguinte será destinada ao esclarecimento quanto aos elementos orgânicos utilizados na preparação de húmus e compostagem, assim como em relação ao processo de produção de mudas para reflorestamento. Preparação de biofertilizantes é o tema do quarto espaço. Ali, os participantes serão orientados a utilizar os elementos específicos para preparação dos produtos, esclarecimentos sobre os benefícios da utilização desses materiais, no processo de produção e a aplicação correta dos defensivos orgânicos.

Por fim, os participantes receberão esclarecimentos sobre os Sistemas Agroflorestais (SAFS), que são formas de uso da terra, em consórcio de espécies arbóreas, cultivos agrícolas e criação de animais, numa mesma área, de maneira simultânea, ou ao longo do tempo. “Alguns sistemas são práticas antigas de produção e representam um grande desafio para o campo científico. Na Amazônia, por exemplo, os SAFS vêm sendo utilizados há anos, pelos índios, na forma de capoeira enriquecida, e por agricultores através da agricultura itinerante”, explicou o técnico da EBDA, Raul Lomanto Neto.

(Ascom Seagri/BA)

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