Arquivo de Setembro de 2009

Vendas da de lima ácida tahiti seguem retraídas, informa o Cepea

Piracicaba/SP - As vendas de lima ácida tahiti estiveram retraídas no mercado interno nos últimos dias. Segundo pesquisas do Cepea, a média parcial da semana passada está 21% abaixo da verificada na anterior, com a caixa de 27 kg cotada a R$ 26,93, na roça, colhida.

Esse cenário é resultado da falta de qualidade do produto em algumas regiões e da menor demanda, de acordo com pesquisadores do Cepea. Além disso, muitos produtores que estavam mantendo a fruta nos pés, no aguardo de reação dos preços, foram obrigados a colher no período, o que aumentou a oferta em relação à semana anterior.

(Cepea)

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Brasil pretende dar início à exportação de bananas para o mercado russo

Brasília/DF - Produtores brasileiros de frutas, legumes e verduras ampliarão a sua presença no mercado russo. Foi o que informou o diretor do Departamento de Promoção de Produtos Agrícolas em Mercados Internacionais do Ministério da Agricultura do Brasil, Eduardo Sampaio Marques.

Em 2008, o Brasil forneceu à Rússia carne bovina (403 mil toneladas, no valor de US$ 1,3 bilhão), carne suína (239 mil toneladas, no montante de US$ 698 milhões) e carne de aves (169 mil toneladas, no valor de US$ 295 milhões), bem como açúcar (2,1 milhões de toneladas, no valor de US$ 791 milhões) e tabaco (96 mil toneladas, no montante de US$ 320 milhões).

Além disso, o volume de fornecimento de frutas para a Rússia foi de insignificante participação na pauta de exportação de alimentos, ao passo que a Rússia é um mercado prioritário de venda de produtos da fitocultura brasileira. Neste sentido, fornecedores brasileiros, segundo Marques, pretendem ampliar as exportações de uvas e de outras frutas, além de dar início à exportação de bananas.

(Jornal do Brasil)

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Rural Tecnoshow começa com foco no produtor

Londrina/PR - A Sociedade Rural do Paraná (SRP) promove nesta semana, a quarta edição de um dos maiores eventos técnicos do Paraná. A programação deste ano do Rural Tecnoshow - O Encontro do Agronegócio é a mais completa, e busca o aperfeiçoamento técnico do produtor rural com o debate de temas importantes como a questão do trigo, qualidade da água, mercado da carne, manejo de reserva legal, produção de grãos, seguro rural, entre outros. O evento será realizado de hoje a sexta-feira.

A abertura ocorre às 14 horas com um amplo debate com todos os representantes da cadeia produtiva do trigo, com tema Trigo Brasil - Situação Atual e Desafios. O governador Roberto Requião confirmou presença no evento, que também espera a participação do Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes; e de lideranças ligadas ao agronegócio.

Representantes do ministério da agricultura e Companhia Nacional de Abastecimento, vão trazer informações sobre as políticas públicas de apoio a produção e comercialização do trigo nacional, recursos disponíveis para a safra, produção nacional, oferta internacional, importações balanço de oferta e demanda. Também estará presente a Câmara Setorial Brasileira do Trigo.

Além do foco no setor para a difusão de tecnologias, este ano o Rural Tecnoshow está mais perto da comunidade com palestras sobre sucessão empresarial e motivação. Além dos eventos técnicos, a programação oficial ainda traz eventos como a 2 Expoinel que terá em julgamento 400 animais da raça nelore entre os próximos dias 1º e 4 e seis leilões da raça entre 28 de setembro a 3 de outubro.

Um destaque também é a realização da exposição de cães, a 7 Royal Canin Dog Show, no próximo sábado que terá 150 cães de mais de 60 raças; e a Copa de Andamento de Londrina da raça Mangalarga, também no final de semana. O encontro é aberto a produtores rurais, técnicos, estudantes e comunidade. Todas atividades são gratuitas e as vagas são abertas a participação, mediante a confirmação de presença.

(Folha de Londrina)

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Setor da erva-mate pleiteia zoneamento agroclimático

Setor da erva-mate pleiteia zoneamento agroclimático

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Passo Fundo/RS - Com o objetivo de estruturar e fortalecer a cadeia produtiva, o setor ervateiro solicitará ao governo federal a realização de estudo para elaboração de zoneamento agroclimático no Estado. Documento com essa e outras reivindicações deverá ser enviado ao Ministério da Agricultura nos próximos dias, informa o agrônomo da Emater de Passo Fundo Ilvandro Barreto de Melo, coordenador técnico do Programa Florestal da Metade Norte.

Segundo Melo, o plantio de erva-mate no Rio Grande do Sul organizou-se de forma natural em cinco polos: Planalto Missões, Alto Uruguai, Nordeste, Alto Taquari e Vale do Taquari. No entanto, nos últimos anos, houve migração dos ervais para regiões de difícil adaptação da cultura e sem parque industrial, o que prejudica a cadeia produtiva.

O Estado produz 260 mil toneladas de folha verde por ano, em 40 mil hectares de ervais, resultando em 78 t do produto industrializado, tanto ao mercado interno quanto à exportação. No Brasil, são 90 mil hectares e 440 mil t anuais de folha verde. Os números, porém, são estimativas, porque não existe levantamento oficial.

O vice-presidente da Associação dos Produtores de Erva-mate do RS, Altair Ruffato, afirma que o zoneamento também contribuiria para diagnóstico do setor. Seria possível verificar questões como potencial de consumo e necessidade de incentivo à ampliação da produção. Ou a erradicação de ervais, se for o caso. A questão é termos instrumento para nos organizarmos.

(Correio do Povo)

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Certificação da produção hortícola orgânica na Ucrânia

Agora o tema da produção hortícola orgânica na Ucrânia é muito relevante entre os representantes deste negócio. Os organizadores da sexta “Conferência Internacional Frutas e verduras da Ucrânia,2009,Mercado dos Prospectos”que acontecerá em dezembro, deram a esta edição uma consideração especial a produção de orgânicos.

No primeiro dia de trabalho da conferência,01 de dezembro, Sergey Galashevskiy, diretor da companhia da certificação”Ltd. Organic standard” apresentará um relatório sobre a certificação da produção hortícola orgânica na Ukrania.

A ” Ltd. organic Standard” é a primeira organização ucraniana de inspeção e certificação da produção orgânica que foi fundada em 2007 com a estrutura de um projeto suíço-ucraniano de Certificação e desenvolvimento de orgânicos e do mercado orgânico envolvendo cinco organizações ucranianas orientadas no desenvolvimento orgânico no país. À época a companhia deu um salto rendendo serviços de certificação e de inspeção às unidades econômicas durante todo o território da Ucrânia.

(http://www.lol.org.ua/)

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Efeitos dos agrotóxicos

Recente levantamento promovido pelo Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), confirmou a presença de substâncias cancerígenas, contidas em princípios ativos utilizados em mais de 200 produtos agrotóxicos usados no País. Essas substâncias, combatidas pelos riscos de produzir câncer, já são proibidas nos Estados Unidos, Japão, Canadá e países da Comunidade Européia. No Brasil, a Anvisa enfrenta as implicações do poderoso mercado, com giro anual de US$ 7 bilhões, a desinformação e incompreensão para com os problemas de saúde pública, resultantes da liberalidade no uso dessas substâncias. A batalha agora está sendo travada no âmbito da Justiça, com respaldo do Conselho Nacional de Saúde e da Advocacia-Geral da União.
Os riscos da presença dos princípios ativos do acetato, endossulfam e metamidofos se comprovaram em amostras recolhidas para análises de abacaxi, alface, arroz, batata, cebola, cenoura, laranja, mamão, morango, pimentão, repolho, tomate e uva. O pimentão liderou o grupo contaminado, com 65% de suas amostras sendo consideradas insatisfatórias. Em escala decrescente surgiram, com maior grau de comprometimento: morango (36%), uva ( 32%) cenoura (30%), alface (20%) tomate (18%), mamão (17%) e laranja (14%). Entretanto, há no estudo da Anvisa um grupo maior, com 14 princípios ativos, como fonte de incidência de câncer, entre eles, abamectina, carbofurano, cihexatina, forato, fosmete, glifosato, lactofem, paraquate, parationa metílica, tiram e triclorfom. De todos eles, até agora, apenas a cihexatina foi retirada do mercado brasileiro, devendo ser banida até 2011. Os demais estão presentes em produtos utilizados para combater as pragas originadas no agronegócio. Os registros estatísticos sobre ocorrências médico-hospitalares apontam como primeira causa de intoxicação os medicamentos. Em segundo lugar, estão os agrotóxicos, sem haver mecanismos para proteger os consumidores contra o uso generalizado dessas substâncias resultantes de práticas arcaicas entre os produtos hortifrutigranjeiros. As primeiras vítimas são os aplicadores desses venenos. Depois, o meio ambiente, resultante da falta de recolhimento das embalagens lançadas, a granel, na Natureza contaminando os solos e os cursos d´água.

A solução racional para um problema dessa ordem encontra-se na agricultura orgânica certificada, cultivada sem quaisquer usos de agrotóxicos. A mudança qualitativa nos tratos culturais depende, preliminarmente, do convencimento dos produtores rurais sobre os novos métodos de plantio, colheita e comercialização de sua produção. Depois da divulgação para os consumidores dos efeitos benéficos de alimentos sem contaminação tóxica. Essa é uma tarefa para a educação ambiental.

A produção agrícola de gêneros de consumo humano e animal deveria ser totalmente orgânica, evitando-se, na origem, qualquer patologia originada na cadeia de consumo de produtos agrícolas. Enquanto continuar a idéia de aplicar veneno para erradicação de pragas agrícolas, torna-se difícil alcançar um padrão sanitário de qualidade saudável. Por enquanto, o poder público tem sido derrotado na luta contra o veneno nos alimentos.

(Diário do Nordeste)

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Pesquisa aponta saída para lixo orgânico

“Aqui, transformamos sobras de alimentos, cascas de verduras e frutas, restos de madeira e grama em fertilizante orgânico. Pode ser a solução para o problema do lixo nas cidades e no campo, além de ser mais simples eficaz e barato. É também uma opção ao uso dos adubos minerais”, diz o pesquisador Caio Inácio Tevês, da Embrapa Solos, no Rio de Janeiro/RJ, ao mostrar o local escolhido para instalar os recipientes construídos, e adequados, para depositar o lixo orgânico. Uma parceria entre a Embrapa e a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) utiliza os restos de alimentos produzidos pelos restaurantes e lanchonetes do Aeroporto do Galeão.

A pesquisa de Caio Inácio Teves com fertilizantes orgânicos começou quando estudava Agronomia, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Na ocasião, ele, colegas e professores buscaram um destino para cinco toneladas de lixo gerado diariamente pela entidade. O lixo, não tratado, pode causar doenças e prejudicar a saúde, além de trazer danos ambientais. O desafio era transformá-lo em adubo orgânico. Os testes começaram a ser feitos em composteiras, próximas à universidade.

O projeto da UFSC deu certo e foi adotado pela prefeitura de Garopaba, a 80 quilômetros da capital catarinense. Hoje, a cidade turística recolhe, em recipientes chamados bombonas, o lixo orgânico produzido nos restaurantes, lanchonetes, hotéis e peixarias. Todos os dias, o caminhão da coleta seletiva recolhe as “bombonas”.

Caio Inácio Tevês levou essa experiência de sucesso para, no Rio de Janeiro, desenvolver um projeto de fertilizantes orgânicos. “É uma solução simples e que resolve dois problemas comuns em propriedades agrícolas: o lixo e os preços dos fertilizantes minerais”, diz o pesquisador. Ele explica que a quantidade de adubo orgânico utilizada é muito maior que a mineral, mas os preços são muito inferiores. “O ideal é que seja utilizado em produção de hortaliças e frutas, mas nada impede seu emprego pelos produtores de soja. O que precisamos é de produção em maior escala”, define.

A iniciativa, também, resolveu o problema na Escola de Equitação do Exército, no Rio Janeiro, ao eliminar dejetos de animais. A ideia começou nos Jogos Pan-americanos, em 2007. Nas competições, as provas de hipismo reuniram 142 cavalos e mais de três mil toneladas de estrume.

A Embrapa Solos ficou encarregada de fazer a compostagem do material e transformá-lo em fertilizante orgânico, para uso nos parques e jardins da Escola do Exército. O pesquisador da Embrapa e responsável pelo projeto nos jogos, Ricardo Trippia Peixoto, conta que a preocupação da sociedade com o ambiente também é uma forma de propor a utilização de resíduos, antes inúteis, e considerar valor agregado aos dejetos de animais.

Peixoto argumenta que o processo aplicado nos Jogos Pan-americanos pode ser utilizado pelos criadores de cavalo. A técnica permite reciclar resíduos orgânicos com maior eficiência, minimizando os impactos ao meio ambiente. “Não há um número limite de cavalos para fazer a compostagem, pois a técnica permite reciclar o resíduo orgânico com muita eficiência”, esclarece o pesquisador. Nos jogos, adotou-se o procedimento de pilha com manejo dinâmico intensivo. Um pátio de compostagem, com piso de concreto, foi formado com pilhas de 4,5 metros de comprimento, três metros de largura e 1,5 metros de altura. “A geração de novos conhecimentos e aprimoramento tecnológico vêm resgatando essa técnica antiga que é a compostagem”, finaliza.

Os pesquisadores da Embrapa Solos contribuem para aumentar projetos para desenvolver novos fertilizantes orgânicos. A empresa está investindo em transferência de tecnologia de projetos, já validados, como o de Caio e Ricardo. De acordo com o pesquisador José Carlos Polidoro, a proposta é criar novos produtos para o mercado, com reaproveitamento de resíduos. “O aumento do preço dos fertilizantes químicos, que são importados, é uma grande oportunidade para o desenvolvimento de tecnologia nacional, com utilização de matéria-prima abundante no País, que é resíduo orgânico”, explica.

(Mapa / www.e-campo.com.br)

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Merenda escolar é oportunidade para produtores

O deputado federal Afonso Hamm, membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) destacou a importância do Programa Alimentação Escolar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), recentemente lançado

A iniciativa faz parte de um plano estratégico de articulação da agricultura familiar para o mercado de alimentação escolar dentro do espectro da Lei nº 11.947, de 16/06/2009.

FNDE - Conforme Afonso Hamm, a lei determina que no mínimo 30% dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar (FNDE) sejam destinados à aquisição dos produtos provenientes da agricultura familiar para utilização na alimentação escolar.Conforme a Lei, a aquisição será realizada com a dispensa de processo licitatório, desde que os preços sejam compatíveis com os de mercado e que atendam às exigências do controle de qualidade.

Oportunidade - Afonso Hamm relata que esta é uma nova oportunidade de negócios aos agricultores familiares que poderá fornecer seus produtos. Além disso, oportuniza aos alunos o consumo de alimentos com qualidade. Para o Rio Grande do Sul, Hamm comenta que é uma emenda que muito contribuirá com o setor produtivo, já que o Estado gaúcho tem 396 mil agricultores que tem principal fonte de sustentação a pequena propriedade. O deputado comenta que a Emater atende uma média de 75% desses agricultores. “Os produtores terão novo mercado e garantia de comercialização dos produtos”, assinala.

Cooperativas - A partir deste mês, as cooperativas que tiverem interesse em oferecer seus produtos à merenda de escolas poderão acessar um hotsite (clique aqui) com informações sobre o Programa Alimentação Escolar, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) foi uma das instituições participou desta construção junto ao MDA para tornar viável a participação das cooperativas. “É uma grande oportunidade para as cooperativas, que tem naturalmente uma representação na agricultura familiar, se tornarem fornecedoras da merenda escolar”, pontuou o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas.

(OCB / e-campo.com.br)

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Cultivo protegido: uma alternativa para as variações climáticas

No inverno, geada e chuvas forte, no verão, meses de estiagem. Grandes variações climáticas são comuns no Rio Grande do Sul e, com tantas intempéries, muitas culturas, como as hortaliças, são afetadas e os produtores tem prejuízo econômicos. Entretanto, é possível minimizar e até mesmo acabar com os prejuízos, se o agricultor estiver preparado. Uma alternativa para evitar perdas na horta é o cultivo protegido.

Tecnologia que se caracteriza pela construção de uma estrutura para proteger as plantas contra as variações do tempo de forma a não impedir a passagem da luz. São três as mais utilizadas: a tela cromatinete vermellha, que devido a sua cor distribui os raios solares de forma homogênea, estimulando o crescimento da planta e, no caso de geadas, propicia um descongelamento lento não estragando a planta. A sombrite preta, que evita que os raios solares UV incidam diretamente na horta e os micro-túneis de plástico, que além de evitar o contato direto dos raios do sol, criam um micro-clima interno ideal para o crescimento das hortaliças folhosas.

Na região Noroeste do Estado, as técnica de cultivo protegido têm ajudado agricultores como Cláudio Meinerz, de Santa Rosa. O produtor possui uma área de 5 hectares de hortaliças e há 6 anos implantou o sistema de cultivo protegido.

“Resolvi colocar as proteções para manter contínua a oferta de produtos para os mercados da região e hoje felizmente não sofro prejuízos com a geada e o sol forte”, conta o agricultor, que é assistido pelo técnico da Emater/RS-Ascar, Fábio Scalco, que afirma “Hoje não se admite que o produtor perca o trabalho, de mais de seis meses, em uma manhã de geada só porquê ele não estava preparado”. Fábio também garante que o cultivo protegido, além de evitar perdas devido as variações climáticas, reduz a utilização de defensivos agrícolas em até 90%.

Cláudio Meinerz também associou ao cultivo protegido o sistema de irrigação por fita Santeno, garantindo que planta receba a quantidade ideal de água em cada etapa do desenvolvimento. Atitude aprovada pelo técnico Scalco, “horta comercial sem irrigação, não existe. A irrigação é principal garantia de produção”.

O planejamento, o acompanhamento e o monitoramento de ações voltadas à produção e à qualidade dos alimentos é o objetivo da Frente Programática Alimento para Todos, desenvolvida pela Emater/RS-Ascar em consonância com os Programas Estruturantes do Governo do Estado.

Escritório Regional Santa Rosa
Alice Pavanello - Jornalista
Telefone: (55) 3512-6665
E-mail: imprensa@emater.tche.br

(Emater/RS-Ascar)

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Incra e Embrapa promovem manejo ecológico de pastagens

Com o objetivo de capacitar os produtores rurais assentados para a implantação e manejo de pastagens consorciadas com gramíneas e leguminosas, a Embrapa Meio Ambiente e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) promovem nos dias 28 e 29 de setembro, na região de Andradina, em São Paulo, o seminário Manejo Ecológico de Pastagens. No primeiro dia, as atividades serão realizadas no assentamento União da Vitória, em Suzanápolis(SP), e, no segundo dia, no assentamento Rosely Nunes, em Itapura (SP).

Nesses assentamentos foram criadas Unidades de Observação Participativa (UOP), áreas em que o manejo é realizado pelos assentados com orientação de técnicos da Embrapa. No assentamento Rosely Nunes, o casal Dejanira e Jair Mantovani adotou o consórcio das leguminosas Estilosantes Campo Grande e Calopogonio com o capim já existente no lote. O assentado José Domingo Santana, o Mineiro, do assentamento União da Vitória, fez o consórcio de Guandu e Calopogonio também com o capim já existente. Durante o seminário, agricultores de assentamentos da região e técnicos do Incra visitarão essas unidades para conhecer a metodologia adotada e os resultados alcançados.

As leguminosas são plantas da família do feijão ricas em proteína e resistentes à seca. Servem de alimento para o gado no inverno, quando o capim está seco, e ainda possuem propriedades de adubo verde, fornecendo nutrientes ao solo e reduzindo a necessidade de utilização de adubos industrializados. A técnica concilia, assim, a proteção ambiental e a redução nos custos de produção.

Outra técnica recomendada pela Embrapa é a rotação de pastagens, em que o pasto é dividido em pequenos cercados, os piquetes, e o gado se alimenta em um piquete por vez. Dessa forma, quando os animais chegam ao último piquete, o capim do primeiro já se recuperou e já está em condições de pastejo. O seminário deve destacar também a necessidade de planejamento da produção agropecuária a partir das alternativas existentes na região.

Seminário Manejo Ecológico de Pastagens
Quando: 28 de setembro, das 13 às 16 horas.
Onde: assentamento União da Vitória, Suzanápolis-SP.
Quando: 29 de setembro, das 14 às 17 horas.
Onde: assentamento Rosely Nunes, Itapura-SP.

(MDA / e-campo.com.br)

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