Arquivo de 1 de Outubro de 2009

Dia do Orgânico será neste final de semana em Alphaville e Aldeia da Serra

Evento contará com a presença da Miss Mundo Brasil 2009, Luciana Bertolini.

As regiões de Alphaville e Aldeia da Serra já têm programa marcado para o próximo final de semana, 03 e 04 de outubro. Trata-se do Dia do Orgânico, que tem iniciativa da Wellness Orgânicos e Takaoka Orgânicos com o apoio de Horta & Arte, ComSports e Aldeia Orgânica. Além de desfrutar dos benefícios dos produtos naturais, os visitantes receberão dicas de preservação ao meio ambiente da Miss Mundo Brasil 2009, Luciana Bertolini.

Vencedora do Miss Mundo Brasil 2009 em julho, Luciana vestiu a camisa “Sou Miss de um Mundo com Desmatamento Zero”, e é este tema que a modelo vai levar aos visitantes do Dia do Orgânico, no Residencial Gênesis II. No sábado, dia 03, em Alphaville, a Miss vai passar informações sobre a necessidade de se preservar o meio ambiente. “As pessoas se esquecem que a gente faz parte deste meio”, comentou a Miss.

Além destas dicas importantes, os participantes terão à disposição produtos orgânicos “in natura” e industrializados. Um café orgânico servido com salgados e doces feitos com produtos naturais também faz parte da programação.

Para Wilson Honda, diretor da Takaoka, o evento tem o objetivo de divulgar a qualidade dos produtos orgânicos. “Vamos apresentar estes produtos e os participantes poderão assistir a uma palestra sobre o uso, o plantio e as propriedades dos orgânicos.” A palestra será ministrada por Carlos Trento, diretor da Horta & Arte e um dos mais respeitados produtores do país.

Para completar o evento, a programação também contará com caminhadas e alongamento.

. [Residencial Gênesis II, Av. das Aroeiras, 101 – Alphaville - Santana de Parnaíba (SP), sábado – 03 de outubro, das 9h às 17h.Entrada Franca. || Espaço Takaoka, Av. dos Pássaros, 17 - Aldeia da Serra – Barueri (SP). Domingo – 04 de outubro, das 9h às 17h. Entrada Franca].

(Portal Fator Brasil / www.e-campo.com.br)

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Feira de alimentos orgânicos oferece produtos do almoço do Círio

Da Redação, Agência Pará

A Feira de Produtos Orgânicos que será realizada neste sábado (3), em Belém, vai oferecer pela primeira vez ingredientes que compõem os pratos tradicionais do almoço do círio. O objetivo é estimular o consumo de alimentos saudáveis e livres de agrotóxico durante a Festividade de Nazaré.

Maniva pré cozida, jambu e tucupi estão entre os produtos orgânicos à venda na feira, que será realizada pela Secretaria Municipal de Economia com apoio da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri). Mel, frutas, hortaliças, farinha, ovos e frango caipira congelado são outros produtos cultivados sem uso de substâncias químicas que estarão à disposição do consumidor.

O Pará tem hoje cerca de 200 produtores orgânicos que usam somente fertilizantes e pesticidas naturais, livres de substâncias sintéticas. A produção, localizada especialmente na Região Metropolitana de Belém, ainda não atende à demanda local, por isso a Sagri estimula, em todo o Estado, o crescimento desse processo sustentável e de preservação ambiental.

Um estudo feito em nove capitais brasileiras pela GFK, a quarta maior empresa de pesquisa do país, aponta Belém como a segunda capital de maior consumo de alimentos orgânicos, perdendo apenas para Belo Horizonte (MG). A pesquisa também constatou que o hábito de comprar produtos orgânicos é maior entre pessoas acima de 50 anos.

A Feira do Produtor Orgânico funcionará na praça Batista Campos, de 8 às 13 horas. A Sagri terá um estande com informações aos interessados em saber mais sobre o sistema de cultivo orgânico.

(Leni Sampaio / Sagri / www.e-campo.com.br)

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Censo confirma: agricultura familiar produz mais em menor área

Setor emprega quase 75% da mão-de-obra no campo e é responsável pela segurança alimentar dos brasileiros, produzindo 70% do feijão, 87% da mandioca e 58% do leite consumidos no país.

O Censo Agropecuário 2006 traz uma novidade: pela primeira vez, a agricultura familiar brasileira é retratada nas pesquisas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foram identificados 4.367.902 estabelecimentos de agricultura familiar, que representam 84,4% do total, (5.175.489 estabelecimentos) mas ocupam apenas 24,3% (ou 80,25 milhões de hectares) da área dos estabelecimentos agropecuários brasileiros.

Apesar de ocupar apenas um quarto da área, a agricultura familiar responde por 38% do valor da produção (ou R$ 54,4 bilhões) desse total. Mesmo cultivando uma área menor, a agricultura familiar é responsável por garantir a segurança alimentar do País, gerando os produtos da cesta básica consumidos pelos brasileiros. O valor bruto da produção na agricultura familiar é de 677 reais por hectare/ano.

“Isso mostra a representatividade, o peso deste setor para a formação da nossa economia e da produção primária no País. Com isso, a agricultura familiar demonstra capacidade em gerar renda, em aproveitar bem o espaço físico e contribuir para a produção agrícola brasileira”, afirma Daniel Maia, ministro interino do Desenvolvimento Agrário.
Os dados do IBGE apontam que em 2006, a agricultura familiar foi responsável por 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38% do café , 34% do arroz, 58% do leite , 59% do plantel de suínos, 50% das aves, 30% dos bovinos e, ainda, 21% do trigo. A cultura com menor participação da agricultura familiar foi a soja (16%). O valor médio da produção anual da agricultura familiar foi de R$ 13,99 mil.

Permanência no campo

Outro resultado positivo apontado pelo Censo 2006 é o número de pessoas ocupadas na agricultura: 12,3 milhões de trabalhadores no campo estão em estabelecimentos da agricultura familiar (74,4% do total de ocupados no campo). Ou seja, de cada dez ocupados no campo, sete estão na agricultura familiar , que emprega 15,3 pessoas por 100 hectares.

Para o ministro interino, esses números refletem a eficácia das políticas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para manter os agricultores familiares no campo com boa produção e renda. “Os resultados desse Censo permitem constatar o quanto a participação da agricultura familiar é importante para a agropecuária e para a economia brasileira. O cenário, antes de pauperização e fuga do homem do campo, está sendo mudado, revertido”, frisa.
Dois terços do total de ocupados no campo são homens. Mas o número de mulheres é bastante expressivo: 4,1 milhões de trabalhadoras no campo estão na agricultura familiar. As mulheres também são responsáveis pela direção de cerca de 600 mil estabelecimentos de agricultura familiar.

O Censo Agropecuário 2006 revela ainda que dos 4,3 milhões de estabelecimentos, 3,2 milhões de produtores são proprietários da terra. Isso representa 74,7% dos estabelecimentos com uma área de 87,7%.

Os critérios que definem o que é agricultura familiar foram determinados pela Lei nº 11.326 aprovada em 2006. Eles são mais restritivos do que os critérios usados em estudos feitos anteriormente por outros organismos como a Fao/Incra e universidades brasileiras que estudaram o setor. A Lei 11.326 determina que quatro módulos fiscais é o limite máximo para um empreendimento familiar. Determina também que a mão-de-obra deve ser predominantemente da própria família e a renda deve ser originada nas atividades da propriedade e a direção também tem que ser feita por um membro da família.

(MDA / www.e-campo.com.br)

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Brasileiros esperam receber árabes na Anuga

Uma das maiores feiras de alimentos do mundo, que será realizada na Alemanha, vai contar com a participação de 120 empresas brasileiras. Entre os visitantes esperados estão compradores árabes.
Marina Sarruf marian.sarruf@anba.com.br
São Paulo – Empresas brasileiras que vão participar da feira Anuga, uma das maiores de alimentos e bebidas do mundo, que será realizada de 10 a 14 em Colônia, na Alemanha, esperam receber compradores árabes entre os visitantes. O estande do Brasil, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), vai contar com a presença de 120 companhias.

No mailing de convites da trading Pacific, de doces, biscoitos, bolos e torradas, constam 150 empresas do mundo árabe. De acordo com o supervisor da trading, Fabiano Fusco, a maioria dos contatos foi feitos na feira Gulfood, no inicio deste ano, em Dubai. “Com certeza esperamos receber os árabes no estande”, afirmou Fusco, que já tem confirmado a ida de um importador da Líbia.

Outra empresa que espera fazer contatos com compradores árabes é a Vittal, de sucos, refrigerantes e água de coco. Este ano vai ser a primeira vez que a companhia vai para Anuga. Segundo o trader da empresa, Khalil Fraig, a feira é uma referência mundial e recebe compradores do mundo todo, inclusive árabes.

As empresas brasileiras vão ocupar um espaço recorde na feira, de 2,2 mil metros quadrados, maior área já ocupada pelos brasileiros no evento, que, em 2007, recebeu 163 mil visitantes de 174 países. Produtos como frutas, castanhas, lácteos, vinhos, doces, chocolates, carnes, cafés especiais e orgânicos serão alguns dos itens apresentados aos compradores da Anuga.

No meio de mais de seis mil expositores de 95 países, vale lembrar que o Brasil é o maior exportador mundial de café, carne bovina e de aves, suco de laranja, açúcar, o segundo maior exportador de soja e possui o maior rebanho bovino comercial do mundo.

Segundo informações da Apex, a participação na feira Anuga visa ampliar as oportunidades de negócios principalmente para os produtos industrializados, com maior valor agregado. Diversas empresas de médio e pequeno portes foram selecionadas para compor o Pavilhão Brasileiro. Com uma pauta diversificada de produtos agropecuários, o Brasil exportou no ano passado mais de 1,5 mil produtos do setor do agronegócio para mais de 200 mercados na Europa, Américas, Ásia, África e Oriente Médio.

(ANBA)

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Quase 80% de proprietários rurais usam agrotóxico

O uso de agrotóxicos nas propriedades rurais brasileiras é mais comum em unidades dirigidas pelos proprietários. De acordo com dados do Censo Agropecuário 2006 - divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, esse número chega a 78,4%, e o equipamento mais usado é o pulverizador costal (69,1%), que tem maior potencial de exposição. Além disso, em mais da metade das unidades onde a prática foi verificada, os responsáveis não receberam orientação técnica (56,3%) do governo, cooperativas ou da iniciativa privada.

O levantamento do IBGE traça um perfil da atividade no país, desenvolvida em 5,2 milhões de unidades rurais, incluindo entre outros dados aqueles sobre produtores, estrutura fundiária, técnicas usadas e pessoal ocupado.

De acordo com o pesquisador da Coordenação de Recursos Naturais do IBGE Eupídio Fontes, receber orientação técnica é fundamental “não apenas para reduzir o uso desses produtos, mas principalmente para diminuir os impactos na saúde e no meio ambiente”.

Segundo ele, esse tipo de orientação pode incentivar os produtores a adotarem técnicas como as da agricultura orgânica.

- Ele pode aos poucos adotar algumas condutas, que também tem um retorno econômico crescente, como a rotação de culturas e o controle biológico, que são capazes de reduzir o nível de ataques de insetos e pragas, sendo menos ofensivos à saúde do produtor e do consumidor.

Fonte lembrou que dados divulgados recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que o Brasil lidera o ranking mundial de uso de agrotóxicos.

- É um mercado que movimenta cerca de US$ 7 bilhões por ano com a comercialização do produto.

O pesquisador destacou ainda que, na maioria das propriedades onde houve aplicação de agrotóxicos, o responsável pela direção dos trabalhos declarou ter ensino fundamental incompleto ou nível de instrução menor (77,6%), o que de acordo com o pesquisador do IBGE potencializa os riscos de intoxicação.

- Para usar os agrotóxicos o produtor tem que ler a bula com as orientações de uso. Se ele tem baixo nível de escolaridade, às vezes nenhuma escolaridade, isso vai dificultar bastante a utilização conforme o fabricante determina, o que aumenta muito o potencial de intoxicação - disse Fontes.

Produção orgânica ainda é pouco adotada no país

A agricultura orgânica ainda é pouco adotada nas propriedades rurais do país. Apenas 1,8% do total de produtores brasileiros usam tal técnica. Os ramos mais freqüentes nesse setor foram a pecuária e criação de outros animais (41,7%) e a produção das lavouras temporárias (33,5%). A maior parte dos produtos, no entanto, é voltada à exportação (60%), especialmente para o Japão, os EUA e a União Européia, além de mais 30 países.

Segundo o IBGE, entre os principais produtos orgânicos que seguem para o mercado externo são produtos in natura e processados da soja, açúcar e arroz (com origem na lavoura temporária), além do café e do cacau (com origem na lavoura permanente), e os provenientes da pecuária e da criação de pequenos animais (carnes, leite e derivados do mel) e do extrativismo (principalmente palmito).

No mercado nacional, o estudo mostra que a agricultura orgânica está presente de forma mais intensa no ramo da horticultura/floricultura (4,5%), que inclui a produção de frutas, verduras e legumes. Esses itens, conforme destaca o documento, têm peso significativo no mercado interno e são comercializados em diferentes pontos de venda nas grandes metrópoles, como redes de economia solidária entre produtores e consumidores e feiras livres locais.

O levantamento traz ainda informações sobre o perfil do agricultor que se dedica a essa prática. Na maior parte dos casos, trata-se do proprietário das terras exploradas (77,3%) - quatro em cada dez têm o ensino fundamental incompleto (41,6%) e dois em cada dez não sabem ler nem escrever. Além disso, mais da metade deles não participa de qualquer organização social (54,0%), mas entre os que têm vínculo organizacional, 36,6% são ligados a associações, sindicatos e outras entidades.

Segundo os técnicos do IBGE, esse cenário indica um resultado relevante ante os organizados em cooperativas, que representam apenas 5,9% dos agricultores dedicados à agricultura orgânica.

Orientação técnica ainda está longe do campo

Apenas duas em cada 10 propriedades rurais no país desenvolvem atividades com base em orientações técnicas. Essas unidades ocupam 46% das terras e têm área média de 228 hectares. As estruturas governamentais respondem por esse tipo de apoio em 43% dos casos, sendo voltado principalmente a unidades menores, com área média de 64 hectares. Já as grandes propriedades, com área média de 506 hectares, são atendidas, principalmente, por empresas privadas de planejamento.

Em toda a Região Norte e Nordeste, além de Minas Gerais, de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e do Distrito Federal, houve um grande avanço referente a orientação técnica de origem governamental. Por outro lado, os técnicos do IBGE destacaram que nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná, de Santa Catarina, e de Goiás foi observada significativa redução de tal prática.

O estudo destaca, ainda, que do total de produtores agropecuários, apenas dois em cada dez tem pelo menos o ensino fundamental completo, e ressalta que o grau de instrução da pessoa responsável pela propriedade tem forte relação com o acesso à orientação técnica. Entre aqueles com instrução igual ou inferior ao ensino médio incompleto, apenas 16,8% receberam tais conhecimentos. Por outro lado, entre os produtores com nível superior (excetuando-se os com formação em ciências agrárias e veterinária) a assistência técnica alcança 44,7% das unidades.

Outro aspecto que influenciou a obtenção do auxílio foi o sexo do produtor. As unidades rurais dirigidas por mulheres que não receberam instruções técnicas somaram 87,3%, mais do que as dirigidas por homens na mesa situação: 76,5%. O estudo revela que elas têm níveis de escolaridade mais baixos do que os produtores.

Desigualdade na distribuição de terras é a mesma de 20 anos atrás

A desigualdade na distribuição de terras no país permaneceu inalterada nos últimos 20 anos. Enquanto as unidades rurais com até 10 hectares ocupam menos de 2,7% da área total dessas unidades, a fatia ocupada pelas propriedades com mais de mil hectares concentram mais de 43% da área total. Essa realidade é a mesma indicada nos Censos Agropecuários de 1985, 1995-1996 e 2006.

Quando se observam os dados regionais, no entanto, há significativas diferenças. A Região Sul, por exemplo, apresenta a menor desigualdade na distribuição das terras entre os diferentes extratos de área, especialmente nos municípios colonizados por italianos e alemães situados no noroeste do Rio Grande do Sul, na região vinícola da Serra Gaúcha, e aqueles que se localizam na região da agroindústria de aves e suínos, no oeste catarinense e sudoeste paranaense. De acordo com o levantamento, isso se explica pela “estrutura fundiária consolidada pela presença da produção colonial do migrante europeu”.

Na outra ponta, fica a Região Nordeste, com elevados níveis de concentração de terras na porção leste do Maranhão e em grande parte do Piauí. O processo de ocupação do território desde o período colonial, marcado pela economia escravista e grandes propriedades pastoris do sertão, ajuda a explicar o panorama, segundo o estudo.

Além disso, a Região Centro-oeste também vem apresentando desigualdade na distribuição de terras motivada, de acordo com os técnicos do IBGE, pela expansão da soja, que também ocorre nas regiões de Cerrado do oeste baiano. O cultivo desse produto exige emprego de tecnologia e articulação com o comércio mundial de commodities agrícolas, o que impõe uma escala de grande produção para garantir a inserção no mercado.

Censo do IBGE mostra que 1 milhão de crianças trabalhava na agropecuária em 2006

Em 2006, havia mais de 1 milhão de crianças com menos de 14 anos trabalhando na agropecuária. Além disso, oito em cada 10 produtores rurais são analfabetos ou não concluíram o ensino fundamental. O problema da baixa escolaridade entre as mulheres é ainda mais grave. Enquanto entre os produtores o analfabetismo chega a 38,1%, entre as produtoras, o índice é de 45,7%.

Os maiores percentuais de produtores analfabetos ou sem nenhum estudo estão concentrados nas Regiões Norte (38%) e Nordeste (58%). Já na Centro-Oeste (13%) e na Sudeste (11%) aparecem os níveis mais elevados de produtores com grau técnico agrícola ou ensino médio completo.

O levantamento mostra também que com a urbanização do país o pessoal ocupado nas propriedades rurais está diminuindo. Entre o censo de 1995-1996 e o de 2006, a queda foi de 7,2% - menos intensa, no entanto, do que a observada na década anterior (-23,3%). Ainda assim, em 2006, quase dois em cada dez trabalhadores do país estavam empregados em propriedades agropecuárias. Desse total, 30,5% eram mulheres.

As pequenas unidades eram as principais empregadoras, respondendo por 84,36% dos trabalhadores rurais. O documento destaca que, embora cada uma delas gere poucos postos, essas propriedades empregam 12,6 vezes mais trabalhadores por hectare do que as médias (área entre 200 e 2 mil hectares) e 45,6 vezes mais do que as grandes propriedades.

Produção de soja cresceu 88,8% em 10 anos

A cultura da soja foi a que mais se expandiu no país na última década. Com um aumento de 88,8% na produção, foram produzidos, em 2006, 40,7 milhões de toneladas, em 15,6 milhões de hectares. A área colhida também teve aumento de 69,3%. Ao todo, a produção de soja gerou R$ 17,1 bilhões para a economia brasileira.

O grão foi cultivado em quase 216 mil propriedades, localizadas principalmente no Centro-oeste. Esse cenário confirma o avanço da fronteira agrícola sobre a região, impulsionado pelo deslocamento de produtores rurais vindos, na maioria, do Sul, em busca de terras com preços mais acessíveis.

Com isso, o estado de Mato Grosso se tornou o maior produtor nacional de soja (10,7 milhões de toneladas), o que representou 26,2% da produção nacional no ano de 2006.

A produção da soja transgênica vem ganhando espaço no Brasil como forma de reduzir os custos. Em 2006, quase metade (46,4%) das propriedades agropecuárias cultivou esse produto, que ocupou uma área de 4 milhões de hectares. O uso de semente certificada (por 44,6% dos estabelecimentos), de agrotóxicos (por 95,1%) e de adubação química (por 90,1%) e a adoção de colheita mecanizada (por 96,8%) também foram destacados pelos técnicos do IBGE.

Outras culturas ressaltadas no documento são a do arroz, cuja produtividade teve crescimento de 44,6%, compensando a redução da área colhida, que foi de 18,8%, e a do feijão, com expansão de 50,9%, cuja área teve crescimento de apenas 6,3%. Nessas duas culturas, a colheita foi feita principalmente de forma manual.

Em relação à pecuária, o censo destaca que ela foi a principal atividade econômica das propriedades rurais no país, representando 44% do total e ocupando 62% da área de todas as unidades agropecuárias. O valor da produção dessa atividade correspondeu a 21,2% de toda a agropecuária.

De acordo com o estudo do IBGE, os dados refletiram “as mudanças ocorridas no setor a partir do fim da década de 1990, com a reestruturação da cadeia produtiva de carnes, a adoção de tecnologias e uma maior profissionalização”. Esse cenário ajudou o Brasil a conquistar a liderança no mercado internacional de carnes de frango e bovina e o posto de quarto maior exportador mundial de carne suína em 2006.

(Agência Brasil)

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Concentração na distribuição de terras no Brasil praticamente não mudou nos últimos 20 anos, diz IBGE

nstituto traça perfil agrário do país, e constata que soja foi a cultura que mais cresceu na última década

O Censo Agropecuário 2006, divulgado nesta quarta, dia 30, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a concentração na distribuição de terras permaneceu praticamente inalterada nos últimos 20 anos, embora tenha diminuído em 2,36 mil municípios. A pesquisa é a maior sobre a estrutura produtiva do setor primário brasileiro, que traz um perfil de aproximadamente 5,2 milhões de estabelecimentos, em todos os 5.564 municípios brasileiros.

Propriedades
Nos Censos Agropecuários de 1985, 1995 e 2006, os estabelecimentos com mais de 1 mil hectares ocupavam 43% da área total de estabelecimentos agropecuários no país, enquanto aqueles com menos de 10 hectares ocupavam apenas 2,7% da área total. Focalizando-se o número total de estabelecimentos, cerca de 47% tinham menos de 10 hectares, enquanto aqueles com mais de 1 mil hectares representavam em torno de 1% do total, nos censos analisados.

Em 2006, os cerca de 5,2 milhões de estabelecimentos agropecuários do país ocupavam 36,75% do território nacional e tinham como atividade mais comum a criação de bovinos.

A área total dos estabelecimentos agropecuários brasileiros diminuiu em 23,7 milhões de hectares (-6,69%), em relação ao Censo Agropecuário 1995. Uma possível causa foi a criação de novas Unidades de Conservação Ambiental (crescimento de 19,09% de área) e demarcação de terras indígenas (crescimento de 128,2%), totalizando mais de 60 milhões de hectares. Entre 1995 e 2006, os estabelecimentos agropecuários registraram redução de suas áreas de florestas (-11%) e de pastagens naturais (-26,6%), e aumento nas áreas de pastagens plantadas de 1,7 milhão de hectares (1,8%), sobretudo na região Norte (39,7%), enquanto aquelas dedicadas à agricultura cresceram 19,4%, sendo que o maior aumento ocorreu no Centro-Oeste (63,9%).

O Produtor
A grande maioria dos produtores entrevistados era analfabeta ou sabia ler e escrever, mas não tinha freqüentado a escola (39%), ou não possuíam o ensino fundamental completo (43%), totalizando mais de 80% de produtores rurais com baixa escolaridade. Trabalhavam em estabelecimentos agropecuários 18,9% da população ocupada no país e 77% dos ocupados tinham laços de parentesco com o produtor e 35,7% não sabiam ler e escrever. Havia mais de 1 milhão de crianças com menos de 14 anos de idade trabalhando na agropecuária.

Produção
Com crescimento de 88% na produção, a soja foi a cultura que mais se expandiu na última década, sendo que em 46,4% desses estabelecimentos optou-se por sementes transgênicas. Apenas 1,8% dos estabelecimentos agropecuários praticavam agricultura orgânica no país, sendo que 42,5% destes produtores ligavam-se a associações, sindicatos ou a cooperativas. 6,3% dos estabelecimentos declararam utilizar irrigação, o que representou um aumento de 39% em relação ao Censo anterior. Mais da metade dos estabelecimentos onde houve utilização de agrotóxicos não recebeu orientação técnica (785 mil ou 56,3%). Além disso, 15,7% dos produtores rurais responsáveis por estabelecimentos onde houve aplicação de agrotóxicos não sabem ler e escrever, o que potencializa o risco de intoxicação e uso inadequado do produto. O rebanho bovino brasileiro era de 171,6 milhões de cabeças em dezembro de 2006, sendo que Mato Grosso do Sul reunia 20,4 milhões de cabeças, enquanto Pará registrou maior crescimento (119,6%).

Os estabelecimentos pesquisados obtiveram um valor da produção total de R$ 147,26 bilhões, dos quais 77,07% (R$ 113,49 bilhões) provenientes da Produção Vegetal; 920 mil estabelecimentos obtiveram financiamentos, sendo que 91% destes receberam financiamento de bancos e 85% receberam de programas governamentais. Os estabelecimentos que têm como atividade principal a cana-de-açúcar ou a soja ficaram com a maior participação no valor da produção agropecuária (ambos 14%), seguidos por aqueles que se dedicam à criação de bovinos (10%).

Área
Em 2006, o Censo Agropecuário apurou que os 5.175.489 estabelecimentos agropecuários ocupavam 329.941.393 hectares, o equivalente a 36,75% do território brasileiro (851.487.659 hectares). Em relação ao Censo de 1995, houve uma redução de 23.659.882 hectares na área total dos estabelecimentos agropecuários (-6,69%). Um dos motivos para isso pode ter sido a criação, contando a partir de 1995, de novas terras indígenas e unidades de conservação, as quais correspondem a um total de 60.630.859 hectares. As unidades de conservação representavam, em 2006, 8,47% do território nacional (ou 72.099.864 hectares), enquanto as terras indígenas ocupavam 14,74% do país (ou 125.545.870 ha), com crescimentos de, respectivamente, 128,20% e 19,09% em relação a 1995.

(IBGE)

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Agrotóxicos devem ser evitados em plantio

O valor nutritivo e a boa aparência influenciam na escolha de frutas e legumes. O consumidor, porém, não deve seguir estes critérios, pois não são indicadores suficientes de qualidade. Em abril desse ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) divulgou o último monitoramento de agrotóxicos feito na cadeia alimentar a partir de amostras de verduras e grãos como alface, batata, abacaxi, arroz, cebola, feijão, manga, pimentão, repolho e uva, que apresentaram quantidade irregular de resíduos químicos.

Usadas no manejo do cultivo, as substâncias químicas permanecem por determinado tempo nos alimentos, tornando o consumo inviável durante esse período. Porém, mesmo existindo informações quanto aos danos à saúde, muitos alimentos chegam à mesa das famílias com esses resíduos.

Considerando a importância da produção agrícola do Vale do São Francisco para o abastecimento de mercados nacionais e internacionais, pesquisadores do Departamento de Ciências e Tecnologia (DTCS) desenvolvem estudos sobre o uso de defensivos químicos.

“Os agrotóxicos não devem mais ser usados no cultivo de alimentos. As pessoas têm que se conscientizar disso, temos que partir para agricultura orgânica, que é como se fazia antigamente, pois a utilização dos produtos químicos foi uma imposição das potências européias, como Alemanha”, comenta a professora Maria Auxiliadora Silveira na sua tese de doutorado Agricultura produtivista e o uso de agrotóxico em Espanha e Brasil: uma análise em diferente escala.

Na tese, ela comenta que, no pós-guerra, houve muitos questionamentos sobre a destinação das armas químicas e, seguindo uma lógica de mercado, concluíram que “se as armas são boas para matar gente, logo servirão também, para matar os insetos das lavouras”. Na opinião da pesquisadora, no Brasil, aceita-se o uso do agrotóxico como se fosse uma verdade absoluta. “As pessoas se referirem aos agrotóxicos como remédios que matam pragas, mas não são remédios, são venenos,” declara. As pragas ficam resistentes, sendo preciso mudar constantemente de produtos no processo de manejo. Os resíduos químicos contaminam o solo, os lençóis freáticos, rios e o manuseio representa um risco para saúde do agricultor. Esses fatores fazem a pesquisadora acreditar que os benefícios proporcionados pelos agrotóxicos são mínimos diante das conseqüências negativas que geram.

Para o professor Osman Teles, que há 35 anos desenvolve pesquisas sobre a eficácia dos defensivos no combate e controle de pragas, o controle químico não deve ser usado como única ferramenta para proteger a plantação. O método deve associar-se a outros como o controle biológico. “Para cada praga há inimigos naturais. Hoje existem indústrias que já produzem defensivos que atuam de forma seletiva, sem matar os inimigos naturais e sem intoxicação, são chamados reguladores do crescimento dos inseto, que são substâncias que causam alterações no organismo do inseto alvo, reduzindo a espécie de forma progressiva, explica Osman.

Quanto à produção no sistema agrícola orgânico, o pesquisador diz que é possível adotá-lo em pequena quantidade, pois o método ainda não soluciona alguns problemas específicos da linha de produção. Segundo Osman, para se montar uma cultura orgânica seria preciso obter uma área virgem. Como a maioria dos produtores cultiva no sistema convenciona, é necessário um processo de desintoxicação do solo que leva de três a quatros anos. Outro fator é o custo elevado da produção orgânica, além da produtividade ser menor se comparado ao método convencional.

Por não haver controle sobre os efeitos dos agrotóxicos, estudos são realizados para torná-los menos nocivos, ou ainda, substituí-los por métodos de agricultura orgânica cujos resultados garantam a colheita e a qualidade da safra.

(Abgaela Martins / Multi Ciência)

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Reajuste de preço da farinha beneficia agricultor familiar no Estado

Natal/RN - O preço pago pela farinha de mandioca a agricultores familiares no Rio Grande do Norte teve um reajuste de cerca de 75% em setembro, segundo pesquisa da Superintendência Regional da Conab no estado. O produtor, que recebia do mercado, em média, R$ 25 pela saca de 50 quilos, agora comercializa o mesmo volume por R$ 44. Uma dos motivos do aumento foi a intervenção do governo, que passou a comprar o produto dos agricultores.

Cerca de 60 famílias dos municípios de Brejinho, Lagoa de Pedra, Lagoa Salgada, Vera Cruz, Boa Saúde, Serrinha e Macaíba já venderam até agora 230 toneladas do produto. No total, eles irão receber R$ 214 mil. A venda dispensa licitação e é feita diretamente com a Conab.

“Os produtores devem ficar atentos, pois em outubro começaremos a segunda fase da compra”, diz o responsável pelo setor de Operações de Programas Institucionais e Sociais da estatal, Sebastião Arruda Júnior. Segundo ele, o governo também está avaliando a possibilidade de comprar castanha-de-caju na região do Sertão de Apodi.

Para ser beneficiado, o agricultor deve possuir a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), documento que comprova a atividade rural e identifica a família como beneficiária do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). No Rio Grande do Norte, a declaração pode ser solicitada à Emater. A negociação com a Conab é realizada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Direta.

(Conab)

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Cogumelos da Embrapa marcam presença em mega evento de nutrição

São Paulo/SP - Começa hoje na capital paulista o Mega Evento Nutrição 2009, um dos mais importantes eventos de nutrição da America Latina. E, este ano, os cogumelos comestíveis produzidos pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa em Brasília, DF, estarão entre as atrações do evento, junto com iguarias de renomados chefes de vários países, como França, Reino Unido e Estados Unidos, entre outros.

Os cogumelos são produzidos a partir de uma técnica inovadora trazida da China e adaptada para o Brasil pela pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Arailde Urben. A técnica, denominada Jun-Cao, se diferencia das outras utilizadas para o cultivo desses fungos por utilizar substrato de capim junto com outros nutrientes ao invés de troncos de madeira e serragem, o que torna o cultivo mais barato e ambientalmente mais saudável.

Hoje, o banco de cogumelos para uso humano da Embrapa já conta com mais de 300 espécies, sendo algumas bastante conhecidas dos apreciadores da gastronomia contemporânea, como o shitake e o shimeji, entre muitas outras.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, os cogumelos são alimentos muito nutritivos, com quantidade de proteínas quase equivalente a da carne e acima de alguns vegetais e frutas, ricos em vitaminas e carboidratos e o que é melhor: com baixo teor de gordura. Mas, apesar de muito nutritivos e saudáveis, infelizmente ainda estão longe da mesa da maior parte da população brasileira, especialmente pelo seu alto custo no país.

“O consumo desses produtos no país - cerca de 30 gramas por habitante - ainda é muito baixo quando comparado com outros países, como por exemplo, a França onde o consumo chega a 2 kg por habitante, a Itália, onde se consome cerca de 1,3 kg, e a Alemanha, na qual o consumo alcança 4 kg”, enfatiza Arailde. Para tentar mudar esse panorama e tornar os cogumelos mais presentes na dieta da população brasileira, ela promove, no mínimo, dois cursos por ano na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia para produtores de todo o Brasil.

Um dos produtores treinados pela pesquisadora, Marcelo Simões, do Distrito Federal, também participará do evento.

O Mega Evento Nutrição 2009 acontece no Centro de Convenções e Eventos Frei Caneca, em São Paulo, SP, de 1 a3 de outubro e congrega além da exposição de produtos gastronômicos, congressos internacionais, fóruns e simpósios, entre outros.

(Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia)

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Projeto de agricultura orgânica no Estado é exemplo para o Pais

Toledo/PR - Consultores e gestores do Sistema Sebrae de 24 estados da Federação participaram do Curso de Formação em Agricultura Orgânica oferecido em Toledo, na região oeste do Paraná. O curso, encerrado na quarta-feira (30) e ministrado pelo Instituto Maytenus, abordou questões teóricas relacionadas à fundamentação da agricultura orgânica, estatísticas de produção e consumo, vendas, entre outros. Os participantes ainda fizeram visitas técnicas nos municípios de Iracema do Oeste, Quatro Pontes, Pato Bragado, Jesuítas e Marechal Cândido Rondon, para conhecer as práticas adotadas por produtores orgânicos.

A experiência positiva em agricultura orgânica do Projeto Distrito Agroalimentar do Oeste do Paraná, desenvolvido pelo Sebrae/PR em seis municípios do médio-oeste chamou a atenção do Sistema Sebrae. “A agricultura orgânica como atividade sustentável e rentável, mesmo em pequenas propriedades, fez com que realizássemos esse evento aqui”, afirmou a coordenadora nacional da Carteira de Orgânicos do Sebrae Nacional, Newman Costa. Ela disse ainda que a proposta do curso é levar conhecimento para todos os estados, para que os consultores e gestores possam articular projetos que gerem, de fato, emprego e renda. “Que se transformem em negócios sustentáveis, seguindo o exemplo do Paraná”, destacou.

O consultor do Sebrae/PR em Cascavel, Edson Braga da Silva, espera que cada participante consiga levar um pouco do que aprendeu para aplicar no seu estado. “Esse conhecimento de agricultura orgânica é fundamental para que possamos ampliar ainda mais os negócios nesse segmento”. O consultor ressaltou ainda que o contato com os produtores paranaenses, proporcionado pelo curso, ampliou o leque de alternativas que já estão dando certo no Paraná e que podem ser realizadas, na prática, pelos demais.

Para a gestora de projetos na área de orgânicos do Sebrae no Sergipe, Maria Lucia Alves, conhecer a produção de orgânicos do Paraná proporcionou muito aprendizado. “Nossos projetos, no Sergipe, são focados na agricultura familiar, mesmo assim várias coisas me surpreenderam aqui, como o dinamismo do povo, onde um casal cuida sozinho de uma propriedade altamente rentável.” Ela comenta ainda que uma das dificuldades no seu Estado é quanto à certificação de produtos. “Tive acesso a novidades, também nessa área, durante o curso e vou levar para colocar em prática.”

O gestor do Projeto Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (Pais) do Sebrae em Rondônia, Ronaldo Nina, destacou que o Paraná está muito desenvolvido na área de orgânicos. “Essa troca de experiências é fundamental para buscarmos soluções, pois vemos que os problemas são semelhantes nos outros estados e conseguimos crescer juntos.”

(Agência Sebrae de Notícias / www.e-campo.com.br)

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