Arquivo de 4 de Outubro de 2009

Cachaça orgânica paranaense em Tóquio

A Cooperativa Agroindustrial de Cana de Nova Aurora (Copercana) leva sua cachaça orgânica e divulga a implantação do processo de produção de suco de uva e maracujá no município paranaense de Nova Aurora para a Biofach Japão - maior feira de produtos orgânicos da Ásia, reunindo mais de 240 empresas de 24 países.

O evento acontece de 7 a 9 de outubro, em Tóquio.

A Copercana lança a marca SAGRA orgânica de qualidade e com a proposta de tornar o a Nova Aurora referência na produção de cachaça orgânica.

A cooperativa utiliza como slogan que sua cachaça é a natural do Paraná, reforçando sua identidade brasileira e valorizando o estado.

(Paraná on line)

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Orgânicos na mesa do Círio

Quem estava procurando o pato, o jambu e o tucupi para o almoço do Círio pôde encontrar os produtos na praça Batista Campos, no sabado, com a vantagem de adquiri-los livres de agrotóxicos ou outras substâncias químicas.

Os itens principais da principal refeição do Círio, entre outros, puderam ser comprados na 5ª Feira de Produtos Orgânicos, que reuniu produtores de 22 municípios paraenses.

O produtor do município de São Francisco do Pará Mário Mendes levou 50 maços de jambu orgânico para vender na praça. ‘Já vendemos quase tudo.

É um produto que não tem nenhuma química. Bom para quem compra, bom para o ambiente, que não é contaminado e bom para mim também, que não me exponho e preservo a minha saúde’, disse o agricultor. Para ele, os produtos orgânicos estão começando a ganhar mais espaço no mercado.

Ao lado, Pedro Abreu, que tem um sítio em Barcarena, vendia patos. Foram trazidas e vendidas imediatamente 32 aves, a R$ 35 cada. O produtor diz que possui ainda uma criação de 150 patos, com 12 matrizes, tudo dentro de técnicas naturais de produção. ‘Nós mesmos fabricamos a ração. Não tem hormônio para crescer mais rápido, não tem nada disso’, diz ele. Com itens diversificados, ele está faturando a contento no Círio, vendendo inclusive kits com frango, polpa de fruta e verduras orgânicas.

A representante da comissão interinistitucional de promoção dos produtos orgânicos, Marta Parry, revela que a feira traz as comunidades dos municípios do interior e que a maioria ainda não possui o selo de certificação que confirma a produção sustentável livre de agrotóxico.

O trabalho para certificar os mais de 120 produtores paraenses já está sendo feito, diz ela. Ela ressalta a grande procura pelos gêneros orgânicos e diz que no começo era mais difícil. ‘Na primeira feira tivemos que fazer show para atrair os clientes. Hoje não precisa de nada disso. É o produtor mostrando o que tem e as pessoas chegam para comprar’, pontua.
Participaram da feira ontem os agricultores da Região

Metropolitana de Belém e de municípios vizinhos, como Santo Antônio do Tauá, Bragança e Capitão Poço. Além dos produtos do almoço do Círio, eles expuseram e venderam hortaliças, frutas regionais, polpa de frutas, ovos, mel de abelha, plantas ornamentais e medicinais.

Há cerca de cinco anos surgiram os primeiros agricultores que substituíram o cultivo tradicional pelo orgânico. Hoje existem cerca de 120 produtores orgânicos no Pará, dos quais 30 são de Belém, sendo que está em Mosqueiro a maior concentração deste tipo de cultivo.

(Espaço Aberto)

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Agricultura familiar também é produto turistico

Produtos da agricultura familiar no mercado turístico. Quem nunca viajou e trouxe uma lembrança do destino visitado? Bebidas, doces e artesanato são alguns dos produtos que voltam na bagagem de boa parte dos turistas que viajam pelo Brasil. Pensando nisso, representantes do Ministério do Turismo (MTur), do Meio Ambiente (MMA), do Desenvolvimento Agrário (MDA), do Sebrae, de entidades de classe e da iniciativa privada discutiram, nesta sexta-feira (02), medidas para inserir esses e outros produtos da agricultura familiar nas malas dos viajantes e no consumo de empreendimentos turísticos.

Durante a reunião, que aconteceu em Brasília, os participantes apresentaram idéias e colocaram em discussão entraves e possíveis soluções para que produtos dos agricultores familiares sejam comercializados nos destinos turísticos brasileiros. E mais, para que as propriedades rurais também se tornem atrativos turísticos. Para o diretor de Geração de Renda do MDA, Arnoldo Campos, a união do turismo com a agricultura gera benefícios para todas as áreas envolvidas. “Para o agricultor, é um novo mercado e um incremento na renda. Já o turista, adquire um produto novo, fresco, e com identidade regional. E o empreendedor, economiza com a compra direta, sem atravessadores, além de ganhar uma imagem de responsabilidade sócio-ambiental”, explicou Campos.

A diretora de Qualificação, Certificação e de Produção Associada do MTur, Regina Cavalcante, complementa que o mercado turístico tem grande receptividade e que a reunião de hoje foi o ponto de partida para o envolvimento de toda a cadeia turística. “Se conseguirmos convencer o nosso operador, por exemplo, a agregar esse produto ao pacote dele, isso pode gerar um pernoite a mais. E um pernoite impacta a economia intensamente. É o pipoqueiro que vende mais um saco de pipoca, é o taxista que faz uma corrida a mais, é o motoboy que faz mais uma entrega. Todo mundo ganha”.

(SB NEWS)

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Produltores da Agricultura Familiar de Deodápolis participam da ExpoMS

A agricultura familiar terá participação especial na 1ª Expo - MS, que começou dia (2) em Campo Grande e segue até o dia 12 de outubro.

Em um espaço de 350 m2 denominado Pavilhão da Agricultura Familiar, os visitantes da feira poderão apreciar diversas atividades desenvolvidas por agricultores familiares do Estado. Doces, licores, rapadura, queijos, iogurte, mel, geléias, pimentas e artesanato são alguns dos produtos que serão expostos e comercializados no pavilhão, que contará também com aquário e tanques de piscicultura, além de caixas de abelha e uma maquete sobre o Projeto de Produção Agroecológica Sustentável (PAIS).
As ações expostas no espaço são oriundas dos municípios de Bonito, Itaquiraí, Dourados, Anaurilândia, Campo Grande, Sidrolândia, Naviraí, Rio Verde e Deodápolis.

Para o diretor-presidente da Agraer, José Antônio Roldão, a participação dos produtores na feira é importante, por se tratar de um evento que chama a atenção da sociedade para a importância do segmento produtivo da agricultura familiar. “É um espaço onde os produtores têm a oportunidade de divulgar e comercializar seus produtos, conscientizando a população sobre a importância da agricultura familiar, responsável hoje, pela maior parte dos alimentos que chega à mesa dos brasileiros

O Pavilhão da Agricultura Familiar ficará aberto para visitação diariamente das 14hs às 22h30.

Expo MS: A feira, realizada pela Acrissul (Associação dos Produtores de Mato Grosso do Sul), promete se firmar no calendário de eventos de Campo Grande como uma das principais exposições de agropecuária regional. Em sua primeira edição a Expo MS já quebra três recordes, em número de leilões (33), de palestras (66) e de shows (17). As principais atrações para este primeiro dia serão os shows de Camila Prates e Henrique e Geraldo Espíndola, além dos leilões Terras do Nobre e Convidados - Elite e Brahman.

A abertura oficial será amanhã (3), e terá a presença do governador do Estado, André Puccinelli, e parlamentares municipais, estaduais e federais. A solenidade será na pista central de julgamento às 18h.

Serão homenageadas personalidades que atuaram para a valorização do agronegócio de Mato Grosso do Sul. Entre os que receberão a placa “Amigo da Acrissul” estão o senador Delcídio do Amaral (PT); o deputado federal Waldemir Moka (PMDB); os secretários Edson Girotto (Obras) e Tereza Cristina (Produção e Turismo); os engenheiros da empresa Equipe, João Carlos de Almeida e Almir Antônio Deniz de Figueiredo; o diretor da Viação Cidade Morena, Paulo Constantino; o radialista Juca Ganso e o diretor-presidente da Rotele Distribuidora, Norberto Soares Leite.

Todos os ex-presidentes da Acrissul também serão homenageados: seus nomes batizarão ruas, avenidas e espaços dentro do Parque de Exposições Laucídio Coelho.

“A Expo MS envolve todas as cadeias do agronegócio, não tem pecuária como a estrela maior. É uma feira mais diversificada, onde nós teremos as 14 cadeias produtivas da Seprotur [Secretaria de Produção e Turismo]. E sobretudo, estamos dando uma ênfase muito grande às palestras. Nós entendemos que ganho de produtividade só acontece com informação e conhecimento”, disse Francisco Maia, presidente da Acrissul.

Uma das grandes atrações da 1ª Expo MS será o pavilhão Pantanal Sustentável, organizado pela Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO Pantanal Orgânico). O público vai conhecer os processos produtivos da carne bovina orgânica, saber do potencial econômico e ambiental do Pantanal, onde são desenvolvidos projetos de valoração de produtos e serviços sustentáveis, com responsabilidade socioambiental e viabilidade econômica. No pavilhão da ABPO estarão presentes mais de 30 entidades.

Também há espaço para quem tem uma atividade que não é ligada à criação de gado. Serão realizados diversos tipos de eventos relacionados com o cavalo árabe, cavalo pantaneiro, ovinocultura cana-de-açúcar, plantação de florestas entre outros.
Quatro instituições financeiras estão presentes na Expo MS: Banco do Brasil, Sicred, Bradesco e BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul).

Quantos aos shows, a maior atração vai ser a dupla Rick e Renner, que se apresentará no dia 10 de outubro. Todas as demais serão de artistas regionais, que apresentarão desde um estilo de sertanejo raiz, como Ivo de Souza, Aurélio Miranda, até o atual sertanejo universitário de duplas como Guilherme e Falcão e Patrícia e Adriana. Mais informações pelo telefone (67) 3345-4200.

(MS Notícias)

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Agricultores familiares levam mel orgânico à feira

Pequenos produtores rurais piauienses estarão na VI Feira Nacional da Agricultura Familiar, que acontece de 6 a 12 deste mês no bairro Marina da Glória, no Rio de Janeiro, com apoio da Delegacia Regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Piauí (MDA).

Segundo informações do delegado regional do órgão no Estado, Adalberto Pereira, o evento abre amplas oportunidades de negócios para os agricultores familiares piauienses, que levarão ao Rio de Janeiro uma novidade: mel orgânico. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que abrirá o evento, às 15h do dia 6.

Adalberto Pereira, que acompanhará a delegação piauiense, disse que o Piauí estará representado na feira nacional pela Central de Cooperativas de Cajucultores do Piauí (Cocajupi), Casa Ápis e a Popapi, que produz mel em Simplício Mendes e apresentará no evento a novidade do mel orgânico, já com produtores certificados pelo Governo Federal.

Importância

Além disso, o estande do Piauí terá joias em opala de Pedro II e peças em artesanato do Assentamento Zabelê, de São Raimundo Nonato. Cada instituição que faz parte da delegação piauiense enviará um representante.

O Piauí tem participação garantida em cada edição anual da feira, que até 2007 era realizada em Brasília e, a partir de 2008, passou a ser realizada no Rio de Janeiro. A mudança se deve às maiores perspectivas de negócios na Região Sudeste do país.

Para Adalberto Pereira, o destaque na VI Feira Nacional da Agricultura Familiar será mesmo o mel orgânico piauiense, que já desperta interesse. Além disso, os agricultores familiares piauienses levarão produtos de limpeza fabricados nos assentamentos. “Consideramos que a feira é da mais alta importância para a agricultura familiar, pela oportunidade que essas pessoas terão de expor e divulgar seus produtos em mercados grandes”, avaliou.

Produtos da agricultura familiar têm um peso considerável na cesta básica dos brasileiros, segundo dados divulgados no início do mês no Censo Agropecuário 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A VI Feira Nacional contribuirá ainda mais para a expansão dos negócios voltados para o setor.

(Ccom)

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Produtos orgânicos ganham destaque em São Bernardo

São Bernardo - Como forma de incentivar o consumo de alimentos orgânicos, a Prefeitura de São Bernardo passou a realizar toda quinta-feira, entre 15h e 18h30, uma feira orgânica em frente ao Paço Municipal.

Resultado da parceria entre a Prefeitura e os produtores locais, a iniciativa apoia a geração de emprego, além de incentivar o consumo de produtos livres de agrotóxicos e fortalecer as hortas já existentes. Segundo o diretor dos programas Empreendedorismo, Trabalho e Renda de São Bernardo, Nilson Tadashi Oda, a feira continuará sendo realizada enquanto houver demanda.

A barraca fornecida pela Prefeitura recebe, além das hortaliças, temperos e ervas medicinais. É possível encontrar vegetais a R$ 2. No primeiro dia, na quinta-feira (17), os produtores levaram cerca de 150 unidades de hortaliças. “O pessoal chegou até a invadir. A procura foi tanta que não deu nem tempo de colocar na mesa. Em 30 minutos acabou tudo”, disse a consumidora Andréia Fernandes.

“Este espaço é brilhante, pois ajuda o agricultor familiar, além de trazer à tona a questão da sustentabilidade”, afirmou a coordenadora voluntária do Programa de Hortas Comunitárias do Rudge Ramos Inácia Sousa.

Para os agricultores, as hortas trazem uma outra perspectiva de vida. Para Geraldo Francisco da Silva este trabalho chegou em boa hora. “Fiquei 11 meses desempregado. Hoje passo o dia inteiro na horta, seja debaixo de chuva ou de sol”, disse.

O aposentado Virgilio Pereira Rodrigues, que trabalha há cinco anos na horta comunitária do Rudge Ramos, passa grande parte do seu dia na terra e, com este trabalho, complementa sua aposentadoria. “A gente vende um pouco de verdura e, com o dinheiro, compra um leite, um pão. Com três maços de verdura eu compro 1 kg de frango. Isso tudo ajuda no orçamento. Não dá para ficar parado”.

Além de beneficiar o produtor orgânico, as hortas comunitárias ocupam áreas que antes estavam abandonadas, apoiam a venda de hortaliças de alta qualidade, dão uma maior segurança às propriedades vizinhas devido a alta frequência das pessoas da comunidade sob as áreas ocupadas, melhoram a qualidade dos solos e a estética visual desses ambientes, sem contar com a doação de hortaliças e tubérculos às instituições de uma região, entre outros.

Para a coordenadora do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental da Universidade Metodista, Waverli Neuberger, produtos orgânicos, além de serem muito mais saudáveis, beneficiam o meio ambiente. “Para a saúde você está comendo algo muito mais gostoso. Além disso, a pessoa fica livre dos inseticidas, que são substâncias biocumulativas, com efeitos cancerígenos”, disse a coordenadora.

Waverli ressalta que, mesmo com o custo mais alto, esses produtos acabam saindo mais barato e sendo menos desperdiçados. “O consumidor costuma comprar hortaliças maiores e com um custo reduzido, mas acaba desperdiçando boa parte desses alimentos”, disse a coordenadora. “O tomate costuma ser menor, por exemplo, mas possui uma quantidade reduzida de água e uma alta concentração de nutrientes.”

O consumidor Olivério Franco aprovou a iniciativa. “Sinto muita diferença entre as hortaliças que compro na horta e as que são vendidas no supermercado. Aqui é tudo mais natural, sem agrotóxico.”

Semanalmente, a dona de casa Maria Andrade compra suas verduras diretamente na horta. “Prefiro buscar aqui a comprar em feiras e supermercados. Às vezes, venho até duas vezes numa mesma semana”, disse.

Serviço: A Horta Comunitária do Rudge Ramos está localizada na av. Vivaldi nº 1.421.

(Fernanda Martins/Rudge Ramos Jornal)

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Cerca de 56,3% dos produtores não recebem orientação para utilizar agrotóxicos

O uso de agrotóxicos nas lavouras brasileiras é um assunto de interesse coletivo. Essa prática se tornou motivo de preocupação tanto para aqueles que produzem quanto para os que consomem.

Mas os números divulgados no final de setembro pelo Censo Agropecuário 2006, realizado pelo IBGE, mostrou que os agrotóxicos ainda estão presentes em 30% das lavouras brasileiras, sendo o Rio Grande do Sul o estado com o maior número de estabelecimentos que utilizaram o produto.

As práticas alternativas para reduzir o uso do agrotóxico, como controle biológico, queima de resíduos agrícolas e de restos de cultura, etc, são pouco utilizadas pelos produtores no país.

O fator mais preocupante é como esses produtores aplicam o produto na lavoura. De acordo com o Censo, cerca de 20% das propriedades que aplicaram agrotóxico não utilizaram equipamentos de proteção.

Um dos principais motivos para que esse número seja tão alto seria que a maioria dos trabalhadores não receberam nenhuma orientação técnica de como utilizá-los, além disso, boa parte é analfabeta e não possui conhecimento. São 56,3% dos estabelecimentos que não receberam orientação para utilizar o produto e apenas 21% receberam regularmente.

Segundo dados do Censo, 39% dos produtores entrevistados eram analfabetos ou sabiam ler e escrever mas não tinha frequentado a escola, 43% não possuem o ensino fundamental completo, totalizando mais de 80% de produtores rurais com baixa escolaridade.

Com isso, o fato de não saber ler nem escrever aumenta o risco de intoxicação e uso inadequado do produto. Um outro dado importante divulgado pelo Censo, foi que os jovens estão deixando o campo. De acordo com a pesquisa, 16,8% dos produtores têm até 35 anos de idade, enquanto 37,8% têm 55 anos ou mais.

Já a agricultura orgânica está em fase de crescimento no país. A produção de alimentos e produtos sem o uso de agrotóxico representa 1,8% dos produtores, obtendo maior produção na horticultura/floricultura. A produção agropecuária em 2006, segundo o IBGE, somou R$147 bilhões, com participação de 47,13% dos pequenos estabelecimentos.

(Ribeirão Preto Online)

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Setor de orgânicos tenta comprovar sua pureza

Alarmados de que colheitas geneticamente modificadas possam estar chegando aos alimentos orgânicos e naturais, um grupo setorial lançou uma campanha para testar os produtos e rotular aqueles que são praticamente isentos de ingredientes biotecnológicos
Com os agricultores usando sementes com genes modificados para plantar a maior parte de milho, soja, canola e açúcar da América do Norte, os ingredientes derivados de plantações “biotec” tornaram-se difíceis de evitar pelas companhias alimentícias. Mas muitos fabricantes de alimentos orgânicos e naturais estão convencidos de que sua credibilidade no mercado exige que façam isso.

O grupo setorial, chamado Non-GMO Project, diz que seu novo rótulo se destina a tranquilizar os consumidores e será baseado em testes rigorosos.

As iniciais GMO significam “organismo geneticamente modificado” em inglês. O projeto tentará garantir o mesmo limite usado na Europa, onde se exige uma menção no rótulo se os produtos contiverem mais de 0,9% de material biotecnológico.

O projeto não tentará garantir que os alimentos sejam totalmente livres de ingredientes geneticamente modificados, mas sim que os fabricantes seguiram procedimentos e realizaram testes.
“Há uma vulnerabilidade para a indústria enfrentar”, disse Michael J. Potter, fundador e presidente da Eden Foods e membro do conselho do Non-GMO Project.

Enquanto as plantações de colheitas convencionais com modificações genéticas aumentaram nos últimos anos, Potter implementou rígidas salvaguardas para garantir que a soja orgânica que ele comprava para fazer tofu e leite de soja não viesse de plantas geneticamente modificadas. Ele até fornece a semente que os agricultores usam para plantar a soja.

Mas muitas outras companhias não foram tão cuidadosas, e, em consequência disso, disse Potter, a indústria de alimentos naturais e orgânicos parece “uma sala suja” precisando de faxina.
“O que sei, o que foi testado e o que os resultados dos testes indicam é que a sala está muito suja”, disse Potter.

Centenas de produtos já dizem na embalagem que não contêm ingredientes geneticamente modificados, mas há pouca consistência na rotulagem e pouca garantia de que os produtos realmente foram testados. A nova campanha de rotulagem espera eliminar a confusão.
Dag Falck, um dos diretores do projeto, disse que é necessário testar e rotular para proteger a indústria da constante disseminação de ingredientes “biotec”. Sua companhia vem testando esses ingredientes há vários anos e está reforçando essas medidas.

“O negócio é que, se temos um problema de contaminação crescente nos orgânicos, o que acontecerá um dia quando alguém testar alguma coisa e descobrir que os orgânicos estão contaminados além de uma quantidade razoável, digamos 5% ou 10%?”, ele disse. “Os consumidores perderiam toda a fé nos orgânicos.”

O Non-GMO trabalha com empresas para testar seus ingredientes e melhorar processos de fabricação. Ele também vai testar produtos aleatoriamente nas lojas.

Sandra Kepler, executiva-chefe da Food Chain Global Advisors, consultoria que administra o projeto, disse que é cedo demais para tirar conclusões e que grande parte dos testes foi feita em ingredientes usados por empresas que já adotaram salvaguardas.
Os executivos de várias companhias participantes do projeto disseram que seus produtos saíram limpos dos testes. Mas vários executivos também disseram ter conhecimento de testes positivos em outras empresas, que não quiseram identificar.

“As empresas vão relutar em dizer ‘Encontramos produtos contaminados e mudamos de fornecedor’”, disse Michael S. Funk, diretor do projeto e presidente da distribuidora United Natural Foods. “Ninguém quer que essa informação seja divulgada.”

(Rural Centro / Biodiversidad en América Latina y El Caribe)

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Amazonas inaugura primeira cooperativa de crédito rural com interação solidária

Amanda Mota, da Agência Brasil

Com R$ 6 milhões em caixa e 25 produtores rurais associados, a primeira cooperativa de crédito rural com interação solidária do Amazonas começou a funcionar formalmente nesta qinta-feia (1°/10), em Benjamin Constant. O município está localizado a cerca de 1116 quilômetros de Manaus, na região conhecida como Alto Solimões.

Entre outros serviços, agricultores, pescadores, extrativistas e artesãos da região terão acesso a crédito, seguros e empréstimo pessoal. Segundo o presidente da cooperativa, Hélis Alfrânio, os serviços terão custos reduzidos, as tarifas serão mais baixas que as praticadas pelo mercado financeiro e os juros cobrados nos empréstimos também serão mais acessíveis. A expectativa é que, no primeiro ano da cooperativa, sejam contratados R$ 120 mil do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O gerente da unidade de acesso a serviços financeiros do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Amazonas, Wilson Rocha, acompanhou todo o processo para implantação da Solicred Benjamin onstant/Alto Solimões. Ele afirmou que o trabalho durou mais de dois anos até ser concluído. Nos próximos 30 dias, a diretoria da cooperativa projeta incluir mais 25 associados.

“Foram dois anos e meio de trabalho até esta inauguração, incluindo o encaminhamento do projeto ao Banco Central, qualificação dos produtores e aprovação da cooperativa pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário”, resumiu Rocha.

Durante o primeiro ano de funcionamento da cooperativa, o software que será usado para fazer a movimentação financeira será financiado pelo Sebrae, que também promoverá cursos de formação sobre cooperativas para os interessados do Alto Solimões. O apoio técnico aos membros da cooperativa ficará sob a responsabilidade da da Central do Sistema de Cooperativas de Crédito Rural com Interação Solidária.

“A cooperativa será uma casa para o produtor do interior. No local, eles deverão se sentir à vontade e sem burocracias para que possam contratar os serviços de forma simples, assim como é a vida no interior do estado”, disse o representante do Sebrae.

(Agência Brasil)

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Programa Eco Chefs - cozinheiros com responsabilidade social e ambiental

Chefs engajados

Há sete anos, a chef Teresa Corção iniciou o Projeto Mandioca com oficinas de tapioca em escolas públicas. A iniciativa bem-sucedida impulsionou o lançamento do Instituto Maniva, em 2007. A ONG utiliza a alimentação como ferramenta de educação e transformação social. Com mais de 2 mil crianças atendidas pelas oficinas realizadas em todo o Brasil, além de documentários e participação em eventos internacionais, a embaixadora da mandioca comemora nova etapa. A partir de 8 de outubro o programa “Eco Chefs – cozinheiros com responsabilidade social e ambiental” inicia suas atividades no Rio de Janeiro.

É a primeira vez no Brasil que um grupo de chefs se mobiliza para promover inciativas sustentáveis, direcionadas para crianças e adolescentes. Cozinha também é engajamento. E o time que estréia o programa é estrelado e comprometido com a gastronomia brasileira. Na escalação, Claude Troisgros (Olympe), Tomas Troisgros (66 Bistrô), Frederic de Mayer (Eça), Didier Labbé (C.T. Brasserie), Ana Salles (Gula Gula), Cláudia Mascarenhas, Samantha Aquim (Café Aquim) e Rosa Herz (Celeiro). O grupo é formado por 16 chefs, além de profissionais de outras áreas como engenheiro agrônomo, jornalistas e administradores.

Teresa conta que sentiu a necessidade de envolver outros colegas de trabalho, quando o Slow Food promoveu convocação de mil cozinheiros para o encontro Terra Madre. “Percebi que uma rede de chefs seria necessário para as ações que precisaríamos desenvolver no Maniva. A diversidade de cabeças pensantes e áreas distintas vão fazer a diferença”, diz a chef, que divide a militância na gastronomia com sua parceira e chef Margarida Nogueira.

O primeiro a aderir à causa foi o chef Claude Troisgros, que encara o desafio como um legado para filhos, netos e bisnetos. A primeira atividade dos Eco Chefs será a programação de aulas beneficentes, que acontecem Atelier Troisgros, durante os meses de outubro e novembro, às quintas-feiras. No próximo dia 8, a dupla Claude Troisgros e Teresa Corção abrem a série com o tema “Deu mandioca na cozinha francesa?”. Os chefs preparam juntos menu com entrada, prato principal, sobremesa e pitadas da culinária brasileira.

No dia 15, é a vez de Frederic de Mayer e Didier Labbé. Na quinta (22), Thomas Troisgros e Silvana Bianchi compartilham o cardápio solidário. O mês encerra com a dobradinha entre Reinaldo Pires (Fazenda Genève) e Margarida Nogueira, no dia 29.

A agenda de novembro começa no dia 05 com os chefs Kaká e Ciça Roxo. No dia 12, a segunda dupla se apresenta com a participação das chefs Ana Pedrosa e Cláudia Mascarenhas. E as chefs Samantha Aquim e Mariana Rodrigues finalizam a programação de 2009, na quinta 19. As aulas custam R$ 120,00, mas para quem optar pelo jantar o valor é de R$ 200. O evento terá renda revertida para o Instituto Maniva. A participação em duplas é mais uma estratégia para reforçar a ação do grupo.

Além das aulas beneficentes, os Eco Chefs vão ministrar aulas no Colégio Estadual Monteiro de Carvalho, em Santa Teresa. A programação faz parte do projeto Pontos de Cultura, coordenado pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. O Instituto Maniva foi escolhido para atuar na área de gastronomia nessa escola de ensino médio, que recebe adolescentes e jovens de quatro favelas da região.

Para Margarida Nogueira, a formação do grupo acontece em um momento de união entre chefs no mundo todo. “É um reconhecimento recíproco. Ao invés de competição, trabalharemos em comunidade. Finalmente, através desse chefs poderemos promover a conscientização de que não dá para pensar no prato sem pensar no planeta, como defende Carlo Petrini, fundador do Slow Food”, declara a chef. Ela diz que está com a esperança renovada, assim como Teresa, sua companheira de jornada. A expectativa da dupla é que novos parceiros como governos e empresas privadas, invistam no movimento. E que o programa cause impacto na gastronomia do Rio de Janeiro e do Brasil.

Serviço
Aulas Eco Chefs
Valor: R$ 120,00 (aula demonstrativa) ou R$ 200 (aula + jantar)
Local: Atelier Troisgros
Endereço: Rua Alexandre Ferreira, 66, Jardim Botânico.
Reservas: 2539-0033
Horário: 19h

Equipe Malagueta
Texto: Juliana Dias
Edição de imagens: Carolina Amorim
Revisão: Vanessa Souza Moraes
http://www.malaguetacomunicacao.com.br

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